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domingo, agosto 17, 2014
Arthur Doyle Trio – Live At The Alterknit (1997)
Sem perca de tempo, pois o tempo é precioso, compartilhando de mais uma obra de arte de um dos prediletos da casa, Arthur Doyle, é claro. Esta gravação de maneira alguma poderia ficar de fora, até mais do que as outras gravações, não desmerecendo os outros registros de Doyle, mas por se tratar de uma gravação captada em 09/08/1997 ao vivo no Alterknit em New York, onde o trio foi composto simplesmente por Wilber Morris no contra-baixo e Rashid Bakr na bateria. Também pelo fato de ser uma edição extremamente limitada a 99 cópias com a litografia de Jeff Koons na capa do disco. Este tesouro musical foi dica de um colaborador para a divulgação da música como forma de arte, o Free Form Free Jazz. A comunhão sonora sempre nos comentários, como de costume.
segunda-feira, agosto 11, 2014
Arthur Doyle Trio – A Prayer For Peace (2000)
sábado, junho 28, 2014
Arthur Doyle – Plays More Alabama Feeling (1993)
Aproveitando o momento em que nosso país enlouquece devido ao momento do esporte, onde saímos mais cedo do trabalho e pelo menos por mais de 90 minutos e seus acréscimos a cidade silencia e fica histérica, aproveito para dar continuidade às homenagens para o grande Arthur Doyle, que tem seu lugar garantido neste singelo espaço virtual.
Plays More Alabama Feeling é um registro em k7 de 1990 onde Doyle solo executa sua composição Hao e seu standard preferido, Nature Boy, autoria de Eden Ahbez, que a compos em 1948 para Nat King Cole.
Um dado curioso é que a transferência da fita k7 foi realizada por Thurston Moore do Sonic Youth. Celebremos a arte de Arthur Doyle. nos comentários
Plays More Alabama Feeling é um registro em k7 de 1990 onde Doyle solo executa sua composição Hao e seu standard preferido, Nature Boy, autoria de Eden Ahbez, que a compos em 1948 para Nat King Cole.
Um dado curioso é que a transferência da fita k7 foi realizada por Thurston Moore do Sonic Youth. Celebremos a arte de Arthur Doyle. nos comentários
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Arthur Doyle – Plays And Sings From The Songbook Volume One (1995)
É bem provável que logo logo a partida de Arthur Doyle caia no esquecimento, mas como tinha afirmado antes, pelo menos aqui no Sonorica este grande artista sempre que possível, será relembrado e sua arte celebrada. Digamos que é um dos prediletos da casa, assim como Frank Wright e Glenn Spearman. Esta gravação de 1992 é uma daquelas onde Doyle faz tudo sozinho no que seu talento permite no saxofone, flauta, piano, voz e textos. Seu amigo e parceiro de vários projetos musicais, Rudolph Grey, tirou as fotos e fez o design gráfico da capa. Há composições conhecidas do repertório de Doyle, como Flue Song e Goverey.
Bem, não faz sentido eu me prolongar escrevendo mais sobre Arthur Doyle e muito menos sobre sua arte musical. Ela sempre falou por si só. Como de costume, nos comentários.
*ps.: sempre lembrando que o Sonorica apenas homenageia e divulga a arte de Arthur Doyle, sem fins lucrativos.
Bem, não faz sentido eu me prolongar escrevendo mais sobre Arthur Doyle e muito menos sobre sua arte musical. Ela sempre falou por si só. Como de costume, nos comentários.
*ps.: sempre lembrando que o Sonorica apenas homenageia e divulga a arte de Arthur Doyle, sem fins lucrativos.
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segunda-feira, janeiro 27, 2014
Arthur Doyle & Hamid Drake – Your Spirit Is Calling (2004)
Corpo, alma e espírito de Arthur Doyle se despedem deste mundo neste último 25/01/2014. Pra variar, enquanto estava entre nós, pouquíssimas pessoas se importaram ou tomaram qualquer conhecimento deste músico, contemporâneo de outro que se foi, Kalaparusha Maurice McIntyre. O Sonorica já dedicava um espaço para pessoas como Doyle, Glenn Spearman, Arthur Rhames, Frank Wright, pessoas que contribuiram de forma muito especial e significativa para a música criativa universal. Enquanto muitos regorgitavam sobre nomes que já tem o seu mérito e reconhecimento, Doyle ainda contribuía com sua arte sendo ignorado até pelo público especializado que contradiz a própria música que consomem, desbravar novos horizontes. Até quando a "discoteca básica" (detesto este termo) do dito free jazz deste povo se resume à Coltrane, Sanders, Ornette e arriscando Taylor? Enfim...
Eu só posso mesmo é homenagear Doyle divulgando a sua arte e neste dia em especial, homenagear também e principalmente um grande músico que graças à Deus ainda está vivo e em plena atividade, o grande músico Hamid Drake, The Mighty Hamid!
Trane e Rashid não foram os primeiros, mas tornaram célebre esta configuração de duo, onde literalmente o menos quer dizer mais, um formato que exige muito de um músico em termos de criatividade e até fisicamente falando. Não há mérito nenhum reservado para o Sonorica, apesar do falecimento de Doyle, continua como antes, sempre que possível divulgando a sua arte, e se ele ainda estivesse entre nós, nada mudaria por aqui, vez ou outra haverá posts dedicados à sua arte, sua poesia, sua música.
É uma mistura de sentimentos começar este ano falando de Arthur Doyle nestas circunstâncias, mas o que importa é celebrar a sua música, apesar de tudo...
Nos comentários.
Eu só posso mesmo é homenagear Doyle divulgando a sua arte e neste dia em especial, homenagear também e principalmente um grande músico que graças à Deus ainda está vivo e em plena atividade, o grande músico Hamid Drake, The Mighty Hamid!
Trane e Rashid não foram os primeiros, mas tornaram célebre esta configuração de duo, onde literalmente o menos quer dizer mais, um formato que exige muito de um músico em termos de criatividade e até fisicamente falando. Não há mérito nenhum reservado para o Sonorica, apesar do falecimento de Doyle, continua como antes, sempre que possível divulgando a sua arte, e se ele ainda estivesse entre nós, nada mudaria por aqui, vez ou outra haverá posts dedicados à sua arte, sua poesia, sua música.
É uma mistura de sentimentos começar este ano falando de Arthur Doyle nestas circunstâncias, mas o que importa é celebrar a sua música, apesar de tudo...
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segunda-feira, setembro 23, 2013
Arthur Doyle & Sunny Murray – Live At Glenn Miller Café (2001)
Dando sequência ao espaço dedicado à divulgação e homenagem graças à Deus ainda em vida de Arthur Doyle, também aproveito para homenagear um músico que tem uma grande importância em particular para mim, Sunny Murray. Como baterista, Sunny me desvendou um novo horizonte no universo dos tambores e pratos, onde a liberdade faz uso de seu conceito mais amplo. O interessante é que Murray e Doyle compartilham de características que se correspondem, como músicos unusuais, criativos, mas também subestimados.
Esta gravação é do ano de 2000 no mitico Glenn Miller Café em Stockholm, Sweden e conta com a participação de Bengt Frippe Nordström no saxofone alto com sua peça Spontaneous Creation, dividida em três partes onde doyle não participa. Assim como Coltrane tinha seus "clássicos" que sempre revisitava e serviam como fonte de novas idéias, Doyle sempre expõe novas perspectivas com Nature Boy e African Love Call, de sua autoria. Nos comentários.
Esta gravação é do ano de 2000 no mitico Glenn Miller Café em Stockholm, Sweden e conta com a participação de Bengt Frippe Nordström no saxofone alto com sua peça Spontaneous Creation, dividida em três partes onde doyle não participa. Assim como Coltrane tinha seus "clássicos" que sempre revisitava e serviam como fonte de novas idéias, Doyle sempre expõe novas perspectivas com Nature Boy e African Love Call, de sua autoria. Nos comentários.
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sexta-feira, agosto 16, 2013
Arthur Doyle Trio / The Orkustra - Split (1972)
Arthur Doyle? Sim! Um dos preferidos da casa que faço questão de divulgar. Neste split album o trio de Doyle conta com Charles Stephens no trombone e Rashid Sinan na bateria. Stephens tem uma extensa carreira musical, tendo participado das mais importantes gravações da música afro-americana, como Attica Blues e Cry Of My People, de Archie Shepp, Crystals de Sam Rivers, Atlantis da Sun Ra Arkestra, sendo que participou de outras gravações da Arkestra. Rashid Sinan é outro grande baterista que é pouco comentado até na mídia e público especializado. Sinan tocou com Frank Lowe no clássico Black Beings e também em Loweski e um parceiro de Doyle, participando de gravações importantes como Alabama Feeling e No More Crazy Woman. Participou das famosas sessões no RivBea Studio de Sam Rivers (aliás este split foi gravado no RivBea) e sua participação está registrada na compilação Wildflowers, onde integra o sexteto do trompetista Ahmed Abdullah.
A Orkustra é composta por Henry Rasof: oboe, David LaFlamme no violino, Bobby Beausoleil na guitarra, Jaime Leopold no baixo e Terry Wilson na bateria e percussão. Rasof é de Louisville, foi cozinheiro de heath-food em Los Angeles e San Francisco nos anos 60, dedicou muito anos escrevendo poesia. Na música, usando o oboé de forma unusual, eletrificando o instrumento, e improvisou misturando estilo do jazz, música clássica e étnica. David LaFlamme é um virtuoso violinista que nos anos 60 tocou vom Jerru Garcia e Janis Joplin. Jaime Leopold praticamente começou sua carreira musical na Orkustra, Terry Wilson integrou a banda psicodélica dos anos 60, o The Charlatans. O guitarrista Bobby Beausoleil andou em maus caminhos, integrando a Manson Family... Nos comentários.
A Orkustra é composta por Henry Rasof: oboe, David LaFlamme no violino, Bobby Beausoleil na guitarra, Jaime Leopold no baixo e Terry Wilson na bateria e percussão. Rasof é de Louisville, foi cozinheiro de heath-food em Los Angeles e San Francisco nos anos 60, dedicou muito anos escrevendo poesia. Na música, usando o oboé de forma unusual, eletrificando o instrumento, e improvisou misturando estilo do jazz, música clássica e étnica. David LaFlamme é um virtuoso violinista que nos anos 60 tocou vom Jerru Garcia e Janis Joplin. Jaime Leopold praticamente começou sua carreira musical na Orkustra, Terry Wilson integrou a banda psicodélica dos anos 60, o The Charlatans. O guitarrista Bobby Beausoleil andou em maus caminhos, integrando a Manson Family... Nos comentários.
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terça-feira, julho 30, 2013
Arthur Doyle Electro-Acoustic Ensemble – Live In Nashville & Louisville (2011)
Só hoje consegui um tempo para atualizar o Sonorica, pois o tempo tem sido curto devido à outras atividades. Mas continuemos divulgando o trabalho musical de Arthur Doyle e um de seus projetos, o Electro-Acoustic Ensemble.
Nesta gravação de 2004, feita no Springwater Tavern & Artswatch, lançado em 2011, o Electro-Acoustic Ensemble conta com Arthur Doyle no saxofone tenor e voz, Vin Paternostro no synthesizer Roland 505, Leslie Q no contra-baixo e Ed Wilcox na percussão. Segue nos comentários.
Nesta gravação de 2004, feita no Springwater Tavern & Artswatch, lançado em 2011, o Electro-Acoustic Ensemble conta com Arthur Doyle no saxofone tenor e voz, Vin Paternostro no synthesizer Roland 505, Leslie Q no contra-baixo e Ed Wilcox na percussão. Segue nos comentários.
sexta-feira, julho 05, 2013
Arthur Doyle / Takashi Mizutani / Sabu Toyozumi – Live In Japan 1997
O guitarrista Takashi Mizutani nasceu em 1948 e formou o grupo Les Rallizes Denudes em 1967 quando estudava na Doshisha University em Kyoto. Antes o grupo começou em 1962 como uma trupe musical teatral. Les Rallizes Denudes se tornou um dos mais influentes grupos de rock de vanguarda no underground japonês.
Arthur Doyle também conta com a colaboração do meu querido amigo Sabu Toyozumi, que esteve por aqui no final de 2011, com quem tive o prazer de conhecer e fazer música. Esse encontro foi graças ao meu amigo Antonio Panda Gianfratti (isso não é mera bajulação, mas gratidão e honra a quem merece). Esta gravação circulou em formato K7 até ser lançado em formato LP em 2003, ou seja, inviável para o mercado brasileiro. Este é um recado para os orgãos sensores da rede digital que por ventura achem que o Sonorica está se beneficiando de alguma forma na divulgação de artístas. Sempre que posso, falo sobre isso, afinal, nunca se sabe. No mais, sempre temos uma boa surpresa nos trabalhos de Arthur Doyle e é muito interessante e intenso este encontro de Doyle com esses músicos japoneses, quando esteve em Tokyo. Nos comentários.
quinta-feira, junho 13, 2013
Arthur Doyle Electro-Acoustic Ensemble – Plays The African Love Call (2001)
Voltando ao mundo das futilidades, afinal, que importância tem a música num país miserável como o Brasil? Bem, o meu exercício de cidadania acontece no cotidiano sem luzes e câmera, apenas ação, é apenas o meu dever e nunca um mérito. Não é em um texto de internet que vou fazer alguma diferença e além do mais, este weblog e só para esse tipo de coisa, sobre arte, sobre futilidades, não que eu considere a arte uma futilidade, na verdade ela é parte do ser humano, mas como disse, estamos em um país miserável onde a arte não pode ocupar tanto espaço até que as mínimas condições de dignidade e respeito ao próximo sejam estabelecidas (e isso é pra ontem, diga-se de passagem). O ADEAE Plays The African Love Call foi gravado durante duas apresentações em 1999, sendo em Junho no Bug Jar e no Astrocade, em Setembro. Desta vez Arthur Doyle tem seu Electro Acoustic Ensemble composto por Dave Cross, Tim Poland, Ed Wilcox, John Schoen e R. Nuuja com a mixagem de Jim O'Rourke. No mais, seguimos divulgando a arte de Arthur Doyle, um dos preferidos da casa. Nos comentários.
domingo, maio 19, 2013
Arthur Doyle – Live In Japan Doing The Breakdown (1998)
Arthur Doyle é um dos preferidos aqui no blog e faço questão de divulgar seu trabalho sempre que possível. Um artista que merece reconhecimento pela sua criatividade e espero que não seja engessado num inútil pedestal de conversas vaidosas onde se despejam dados sobre nomes, discos como um semanário de 5ª categoria. Sim, escrevo isso por presenciar debates inúteis sobre este tipo de música e mesmo que eu esteja me repetindo sobre isso, ainda se faz necessário, sem a pretensão de "mudar o mundo", mas apenas expressar meus sentimentos sobre a música como arte, simplesmente arte. Arthur Doyle é um prato cheio para conversas inúteis de teor mórbido pelo fato de sua vida conter ingredientes para isso. Doyle passou situações difíceis em sua vida e muitas pessoas tem isso como um tempero que valoriza sua música e "lenda do free jazz". Como se a arte de alguém só tenha relevância se o indivíduo tiver sofrido algum agravo. Sim, infelizmente existe este tipo de conceito por aí. Mas pela natureza da vida em si, a música fala por ela mesma e Doyle deixou mais um registro de sua arte quando esteve no Japão no fim de 2011, se apresentando apenas com seu saxofone, piano e poesia em três locais: Modern Art Museum em Sendai, Barber Fuji em Tokio e Shuyukan. Nos comentários, acesso para apreciar a arte de Doyle.
terça-feira, março 05, 2013
Arthur Doyle – Live At The Dorsch Gallery (2002)
Registro solo de Arthur Doyle na The Dorsch Gallery em Miami, Florida. São cerca de 35 minutos aproximadamente, dividido em seis peças onde Doyle faz uso do saxofone tenor, flauta e voz.
Editado de forma independente sem informações mais detalhadas sobre a gravação que ocorreu no dia 08/11/2000 ao vivo. A arte de Arthur Doyle que foi exposta na galeria Dorsch se encontra nos comentários deste post.
Editado de forma independente sem informações mais detalhadas sobre a gravação que ocorreu no dia 08/11/2000 ao vivo. A arte de Arthur Doyle que foi exposta na galeria Dorsch se encontra nos comentários deste post.
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sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Arthur Doyle Electro-Acoustic Ensemble – National Conspiracy (2004)
O Electro-Acoustic Ensemble é mais um projeto de Arthur Doyle e National Conspiracy é um registro de performances de 2004 no Tonic e Fun Fest no North Six, ambos localizados no Brooklyn, N.Y. São duas peças improvisadas que são executadas ao vivo com o uso de material pré gravado. Faz parte do processo de Doyle o uso de gravador em suas composições, seja nos seus trabalhos solo como em conjuntos.
Não há informações sobre os membros presentes do EAE nesta gravação, pois o grupo varia entre quarteto e sexteto, sendo que alguns integrantes se revezam. Os mais constantes nos registros do EAE são Ed Wilcox na percussão, Leslie Q no baixo e guitarra, Vinnie Paternostro nos sintetizadores e eletrônicos e Tim Poland nos teclados. National Conspiracy foi editado em CD-R em edição limitada de 80 cópias com a capa pintada à mão e silk-sreen.
Esta é uma realidade para muitos músicos que acreditam e fazem a música de forma livre, criativa, com personalidade, de forma independente da indústria fonográfica. A conspiração está nos comentários do post.
Não há informações sobre os membros presentes do EAE nesta gravação, pois o grupo varia entre quarteto e sexteto, sendo que alguns integrantes se revezam. Os mais constantes nos registros do EAE são Ed Wilcox na percussão, Leslie Q no baixo e guitarra, Vinnie Paternostro nos sintetizadores e eletrônicos e Tim Poland nos teclados. National Conspiracy foi editado em CD-R em edição limitada de 80 cópias com a capa pintada à mão e silk-sreen.
Esta é uma realidade para muitos músicos que acreditam e fazem a música de forma livre, criativa, com personalidade, de forma independente da indústria fonográfica. A conspiração está nos comentários do post.
quinta-feira, janeiro 31, 2013
Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra – Bushman Yoga (2007)
Ano novo, vida nova, nova hospedagem e assim segue a esperança de continuar a divulgar arte em forma de música sem obstruções corporativas.
Arthur Doyle é um dos prediletos da casa com sua arte única e está entre os sobreviventes da luta pela música criativa e livre de classificações e normas convencionais. Sua trajetória de vida passa por momentos difíceis, como seu injusto encarceramento, que nas entrelinhas se encontra o racismo. Hank Mobley passou por situação semelhante, gerou frutos: o album Slice Of The Top. Doyle compôs The Songwriter e centenas de composições quando esteve até privado de tocar seu saxofone.
Doyle não se limitou ao rótulo free jazz e transitou no solo fértil do manifesto artístico chamado de No Wave e fez parceria com o músico Rudolph Grey no grupo The Blue Humans. Apesar do nome Arthur Doyle até hoje ser de certa forma desprezado pela mídia musical, segue no árduo trabalho de fazer música e um de seus projetos, foi o Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra. Free Jazz Soul não quer dizer que você irá deparar com um free jazz e o groove da soul music. Estas três palavras são empregadas por Doyle de maneira fundamental, não como denominações estilísticas musicais. São cerca de 72 minutos divididos em 12 peças improvisadas numa jornada sonora onde são exploradas de maneira única, sopros, vozes, sons eletrônicos e percussivos. Quem conseguiu a tempo compartilhar dos dois compactos de Doyle que postei aqui (antes de ter minha conta do MediaFire suspensa), pode esperar o mesmo alto nível da arte de Doyle. Segue nos comentários do post o acesso ao Bushman Yoga.
Enfim, quem aprecia a arte de Arthur Doyle e tiver condições financeiras e amor à música, pode contribuir com Doyle comprando seus discos que estão disponíveis nos catálogos das gravadoras, lembrando que Doyle é um legítimo músico underground e outsider, logo, a venda de um simples CD sob seu nome, é uma contribuição em tanto!
Arthur Doyle é um dos prediletos da casa com sua arte única e está entre os sobreviventes da luta pela música criativa e livre de classificações e normas convencionais. Sua trajetória de vida passa por momentos difíceis, como seu injusto encarceramento, que nas entrelinhas se encontra o racismo. Hank Mobley passou por situação semelhante, gerou frutos: o album Slice Of The Top. Doyle compôs The Songwriter e centenas de composições quando esteve até privado de tocar seu saxofone.
Doyle não se limitou ao rótulo free jazz e transitou no solo fértil do manifesto artístico chamado de No Wave e fez parceria com o músico Rudolph Grey no grupo The Blue Humans. Apesar do nome Arthur Doyle até hoje ser de certa forma desprezado pela mídia musical, segue no árduo trabalho de fazer música e um de seus projetos, foi o Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra. Free Jazz Soul não quer dizer que você irá deparar com um free jazz e o groove da soul music. Estas três palavras são empregadas por Doyle de maneira fundamental, não como denominações estilísticas musicais. São cerca de 72 minutos divididos em 12 peças improvisadas numa jornada sonora onde são exploradas de maneira única, sopros, vozes, sons eletrônicos e percussivos. Quem conseguiu a tempo compartilhar dos dois compactos de Doyle que postei aqui (antes de ter minha conta do MediaFire suspensa), pode esperar o mesmo alto nível da arte de Doyle. Segue nos comentários do post o acesso ao Bushman Yoga.
Enfim, quem aprecia a arte de Arthur Doyle e tiver condições financeiras e amor à música, pode contribuir com Doyle comprando seus discos que estão disponíveis nos catálogos das gravadoras, lembrando que Doyle é um legítimo músico underground e outsider, logo, a venda de um simples CD sob seu nome, é uma contribuição em tanto!
segunda-feira, dezembro 03, 2012
Arthur Doyle – Egg Head 7'' single (2003)
Compacto lançado em 2003 com Arthur Doyle no saxofone tenor, flauta, gravador, piano e voz. Desenho da capa e contra capa por Arthur Ali Mohemmed.
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sexta-feira, novembro 23, 2012
Arthur Doyle with Rudolph Grey – Ghosts II 7" (1980)
Arthur Doyle continua na ativa e continua obscuro mesmo entre os apreciadores do errôneo rótulo free jazz. Contemporâneo de nomes mais conhecidos, é injustamente ignorado até hoje, enquanto midias em geral insistem em revisitar obras póstumas, artístas que ficaram para posteridade, enquanto Doyle prossegue produzindo boa música. Ainda bem que Arthur Doyle conta com o apoio de "jovens" como Thurston Moore, que para a maioria dos fãs de seu grupo de rock, é desconhecido o seu apreço pelo free jazz. E pouquíssimos fãs de sua banda desconhecem as origens da juventude sônica de Thurston, que não veio só do rock, do punk, mas da música erudita contemporânea, da chamada música experimental ou até do chamado No Wave. Rudolph Grey é um guitarrista notório do cenário No Wave, com seu grupo The Blue Humans, que contou com a colaboração de Doyle e o brilhante percussionista do free jazz, Beaver Harris. Este compacto é mais uma parceria de duas gerações e segmentos diferentes da música produzida na América do Norte, mas que em sua mais profunda essência, vieram do mesmo lugar. Quer ouvir? Nos comentários, por favor.
*ps: Mais uma vez digo aos detentores de direitos autorais e órgãos que lidam com direitos autorais, que este weblog não lucra 1 centavo sequer com a divulgação da obra musical dos artistas aqui publicados. Este irrisório espaço virtual apenas divulga o trabalho musical para um pequeno grupo de apreciadores que não tem acesso à esses registros e se tivessem, comprariam os discos com prazer.
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segunda-feira, março 28, 2011
Arthur Doyle Quartet: Live @ The Cooler (1995)
Arthur Doyle ainda soa um nome obscuro no cenário músical, mesmo sendo homenageado na música "Kim Gordon and the Arthur Doyle Hand Cream" no disco Sonic Nurse (2004) do Sonic Youth e as frequentes declarações de Thurston Moore sobre a influência do free jazz e Doyle na sua trajetória musical. Doyle nasceu em Birmingham, Alabama, 25/06/1944, tocou em grupos de R&B, participou do importantíssimo registro do free jazz, o disco Black Ark de Noah Howard, como também seu próprio registro sob seu nome, o Alabama Feeling. Passou longos 5 anos preso por falsas acusações, onde compos cerca de 300 peças, sem poder usar seu instrumento musical. O resultado está em Songbook (1992), Songwriter (1994), e Do the Breakdown (1997). Arthur Doyle tem uma afinade com guitarristas, como se pode constatar em suas parcerias com Keiji Haino, Thurston Moore e seu velho parceiro Rudolph Grey, com quem desenvolveu o grupo The Blue Humans, ligado ao cenário No Wave de New York.No Live at The Cooler, o quarteto de Doyle, que conta com Wilbur Morris no baixo e Tom Surgal na bateria, executa 3 peças onde predomina uma paisagem de ambiência sonora com destaque nas texturas criadas pela guitarra de Rudolph Grey e até em Flute Song, Doyle extrai uma sonoridade mais aspera e agressiva. Clique na imagem para acessar o arquivo e adentrar na atmosfera surpreendente e criativa de Arthur Doyle.
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sábado, setembro 25, 2010
Arthur Doyle & Sunny Murray - Dawn Of A New Vibration (2000)
Mais um encontro histórico da música livre registrado entre dois grandes artístas. Arthur Doyle e Sunny Murray possuem muitos pontos em comum que vai além do território musical. Ambos passaram por muitas dificuldades e injustiças sociais, não que outros não tenham passado, mas vários fatos de suas vidas deixaram profundas cicatrizes na alma e no espírito.Arthur Doyle permanece como um nome obscuro mesmo dentro do restrito cenário underground, do free jazz e ele mesmo não faz questão de reverter este quadro, preferindo se dedicar ao que realmente importa, fazer sua música, mesmo que isso lhe proporcione uma vida difícil. Sunny Murray é um exilado de sua terra natal, pois sabia que poderia acontecer se permanecesse nos EUA. Ambos tem o devido reconhecimento justamente em outro continente e isso não é novidade, pois seus antecessores tiveram que imigrar para Europa por um período para ter um mínimo de dignidade como artístas, como foi o caso de Duke Ellington, Max Roach, Dizzy, etc. Murray e Doyle tem participado do constante movimento da improvisação livre européia, que apesar de restrito, se mantém firme. E tem sido muito gratificante o encontro destas duas linguagens em encontros que muitas vezes se realizam em duos, tanto de Doyle e Murray com os improvisadores europeus.
Em Dawn Of A New Vibration encontramos um clássico de Murray, Giblets e Nature Boy, autoria de Eden Ahbez, composta em 1947 e se tornou um standard do jazz e da música popular depois da versão de Nat King Cole e que faz parte do repertório de Doyle.
Este formato em duo, em que um músico executa os sopros e o outro a percussão, resulta em um espectro muito amplo de liberdade sonora em particular. Para quem apenas tem como referência o Interstellar Space de John Coltrane e Rashied Ali, já está mais do que na hora de conhecer outras gravações tão maravilhosas quanto esta. Este formato se renova a cada geração como no caso do encontro de duas gerações, nos casos de Milford Graves e David, Murray, Chris Corsano e Paul Flaherty, Ken Vandermark e Paul Lytton, por exemplo. Clique na imagem do post para acessar o arquivo e conhecer mais um pouco da arte de Arthur Doyle e Sunny Murray.
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quarta-feira, setembro 22, 2010
Arthur Doyle - No More Crazy Women
Em sintonia com o blog Free Form, Free Jazz de Fabricio Vieira, este blog dedica um espaço à Arthur Doyle que é um artísta digno de respeito e conhecer seu trabalho, é uma rica e gratificante experiência musical.Realmente é muito tacanho se deparar com os mesmos artigos de sempre, inclusive na midia digital, sobre o free jazz ou a música mais ousada que teve início no fim dos anos 50 sob a fundação nominal oficial de Cecil Taylor e Ornette Coleman. Com tantas ferramentas para acessar quase todo o tipo de informação, ainda frequentam nomes mais do que "manjados" ou digeridos nas pequenas rodas de conversa sobre este tipo de música em São Paulo, ou seja, gravações de John Coltrane e Pharoah Sanders dos anos 60, Art Ensemble Of Chicago, quando não muito, Peter Brötzmann. Parece um sintoma das recentes apresentações destes artístas por aqui. Um amigo ligado ao ramo do comércio cadavérico do formato LP de vinil, me relatou que a procura por material de certos artístas, que até acumulavam poeira nas prateleiras, acabam sendo solicitados por conta destas recentes performances. À alguns anos atrás, podíamos comprar discos de Trane, Pharoah, Sun Ra, AEOC, por preços que não pagavam uma pizza de mussarela de entrega à domicílio. Bem, vamos ao que interessa.
Arthur Doyle é mais um dos renegados músicos do free jazz e consequentemente do verdadeiro underground. Até hoje permanece na obscuridade, mesmo com a ajuda de nomes conhecidos como o Thurston Moore do Sonic Youth. O interessante é que Doyle se envolveu com o pós-punk e a cena No Wave de New York, que tem nomes bem conhecidos, como Brian Eno, Arto Lindsay, Elliot Sharp, Lydia Lunch, Glenn Branca (e sua orquestra de guitarras em que os membros do Sonic Youth se conheceram), etc. Este envolvimento de Doyle gerou o grupo The Blue Humans em parceria com o guitarrista Rudolph Grey, que tocou no grupo Mars, ligado diretamente ao cenário No Wave, que também teve a participação do baterista Beaver Harris, que acompanhou por um bom tempo, Archie Shepp, Charles Gayle, outro músico que passou maus bocados, também colaborou com o The Blue Humans e Thurston Moore.
No More Crazy Women tem esta ligação com a No Wave de New
York, como se percebe nas manipulações de sampler entre as músicas executadas pelo trio formado por Rashied Sinan na bateria e o baixo de Wiber Morris. A sonoridade do saxofone de Doyle é marcante e original, aliadas ao seu canto, explode em lirismo e força primal. Anos atrás, Doyle uniu forças com o exilado baterista Sunny Murray, sim, o pai da bateria do free jazz (o qual o tenho como grande influência na concepção do instrumento) e gravaram um belo disco e fizeram apresentações na europa. Já está mais do que na hora de conhecer o trabalho de Arthur Doyle e uma pequena parte desta arte você pode acessar clicando na imagem acima. Aprecie à vontade, sem necessidade de moderação. Ah, a capa é responsabilidade da grande artísta multimidia Cindy Sherman.
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