Não é a primeira vez que um artigo compartilhado no facebook que passaria desapercebido por mim ou de pouca relevância, me leva a refletir e fazer uma análise um tanto quanto irônica em alguns aspectos, mas com um fundamento e argumentação plausível, não apenas palavras inconsequentes e de pouco sentido. Talvez este assunto já esteja um tanto quanto exausto, mas como não lembro de nenhum outro artigo com uma ótica similar, resolvi comentar um pouco sobre isso aqui. (Afinal este weblog não é só um link de resenhas de discos esquisitos)
A mídia digital proporciona uma propagação tão rápida e abrangente que diversos assuntos ganham dimensões que não deveriam tomar, para o bem e para o mal, sim o mal uso da informação, o mal uso do tempo alheio e do próprio, é claro...
Procurarei ser bem objetivo sobre isso e usar poucas palavras. Hoje em dia é muito fácil ser underground, anti-midia (mas vejam só, quantos anti-midia que não saem do facebook...), uma autoridade da contra-cultura, um ícone do underground. Nunca vi tantos Forrest Gump's de vários rolês, nego já fez de tudo, tá parecendo aquela música perturbada do Seixas, de dez mil anos atrás. E no meio disso tudo, me sinto como um Hatfield ou um McCoy, um matuto que nunca tinha visto um frigorífico.
Então eu vejo, ouço, presencio todo o tipo de informação de muitas pessoas, que dizem que vieram, fizeram e venceram, portando seus estandartes gloriosos. Rapaz, eu fiz um rolê por aí nesse mundo, muitas coisas divertidas, presenciei momentos que muitos hoje consideram como história, posteridade. Poderia falar de alguns, mas isso realmente não vem ao caso, eu não ajudei a criar o Smile face, por exemplo... E depois, continuo dentro do transporte coletivo esculhambado que é muito mau gerenciado pela prefeitura e governo da cidade e Estado de São Paulo.
Os dias passam, e vejo muitos decretando tratados sobre movimentos artísticos, proclamando suas presenças no mural memorial da contra-cultura, condenando os cachorros mortos da sociedade, os personagens que o Angeli rotulou de "Psico-burguês", sendo que muitos deles não conseguem perceber o seu próprio reflexo.
Mesmo com a limitação da minha percepção, do meu ângulo de visão, muitos que se auto-proclamam alguma coisa, sobre determinadas coisas (vale uma citação de um rapaz apelidado de Assis:"Gosto de determinadas coisas, mas nada em específico"?!), não estavam lá quando estas coisas aconteceram, é como comprar a camiseta do Rock In Rio, "Eu fui", mas assistiu tudo em casa pela tv.
Desmembrando o trocadilho com a banda de um dos mais mau humorados personagens do rock, Mr. Reed:
-Velvet Underground, um sub-mundo ou sub-cultura de veludinho, cheio de fricotes, foi no playground e não se sujou de terra, e o que diria do undergound?
-Plastic Underground, tão químico, tecnológico, polímero sintético, facilmente transformável mediante o emprego de calor e pressão. "Plastic people, oh, baby, now you're such a drag"...
-Banana, antes fosse apenas uma baga epigínica da planta herbácea da família Musaceae...
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terça-feira, setembro 24, 2013
Plastic Underground ou a conotação de um "banana"
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terça-feira, abril 30, 2013
Funk Carioca e Música de Vanguarda, na verdade, ambos podem ir para o lixo...
Me lembro ainda no final dos anos 90 quando o pai de um amigo afirmou que o gênero musical conhecido como Funk Carioca estava fadado a extinção. Bem, estamos caminhando para mais de uma década que este tipo de música não só sobreviveu, mas proliferou como uma epidemia. Talvez por não ter uma visão imparcial e mais discernimento, não pude fazer uma projeção óbvia de que certos estilos musicais mais cedo ou mais tarde ganhariam espaço no mercado de consumo em massa. No começo dos anos 80, era difícil imaginar que o Rap seria trilha para comerciais de produtos na tv. Mesmo quando um dos elementos do Hiphop ganhou uma certa notoriedade na mídia, sim, o Breakdance, que foi usado como vinheta de abertura de uma novela, assim como filmes, o Rap em sí demorou cerca de 10 anos para ser aceito pelo público em geral. E o que dizer do Hardcore? O derivado mais radical do Punk Rock nunca teve acesso à grande massa, grande parte dos anos 90 foi restrito aos nichos culturais. Quem imaginaria que o Hardcore se tornaria vinheta de uma novela voltada ao público adolescente?
Hoje em dia há muita discussão à respeito do Funk Carioca, uma parte abomina completamente, alegando que é anti-música e outros defendem como espontânea e criativa arte popular. Afinal, quem está certo? Na verdade, os dois. Eu fiz um grande esforço em não entrar em discussões à respeito do Funk Carioca e vou continuar me mantendo longe disso, apenas vou expor a minha estrita e particular opinião sobre isso e realmente não vou dar prosseguimento neste assunto. E isso também serve para a música de vanguarda, experimental, improvisação, free jazz e outros blá, blá, blás.
Hoje em dia há até teses sobre esse fenômeno cultural, pessoas que tentam legitimar o Funk Carioca como uma arte extremamente criativa e legítima, que pode ser equiparado aos gêneros consagrados no universo da música. Creio que a esta altura, a maioria que defende o Funk Carioca de forma "acadêmica", sabe de suas origens no dialeto do Rap Norte Americano da Costa Leste, o Miami Bass, sua fusão com elementos musicais brasileiros, etc e etc. A corrente que abomina o estilo alega a pobreza musical, como as montagens com samplers repetitivos e colagens grosseiras, além do despreparo lírico, poético dos MC's. Claro que o MC não precisa ser um cantor de ópera, mas pelo menos que ele pronuncie legivelmente. Se bem que a maioria das letras é de conteúdo descartável. Então entra a questão de preferência pessoal e o início das vãs discussões.
No campo da música de vanguarda e suas ramificações, há duas vertentes equivocadas bem claras: Os que defendem como arte refinada e outros que acham que também não é música, está mais para trilha sonora de filme esquizofrênico. Os que tem como a música de vanguarda como algo superior, realmente deveriam rever seus conceitos sobre humildade, pois este tipo de música não transforma ninguém em um ser humano melhor, é apenas música. A parte da crítica negativista em relação a este tipo de música, está tão condicionada à um formato de música como produto, que não tem paciência e sensibilidade para ouvir e estar aberto a novas experiências sensoriais na arte. Estes que se contentem com o que o grande mercado de consumo oferece, seja em coleções de banca de jornal, seja em megastores.
Enfim, são questões inúteis e perda de tempo, cada um que faça uso de sua liberdade para consumir o que bem entender.
*ps.: Ultimamente houve uma discussão sobre a arbitrariedade da Justiça Brasileira em proibir os bailes funk nas ruas, postos de gasolina e praças da cidade de São Paulo. Muita gente se manifestou contra a decisão alegando uma ditadura, pré-conceito, coisa de "direita", de gente "quadrada", "careta". Uma boa parte das pessoas que se manifestou contra essa proibição, realmente já esteve em um baile funk de rua? Já viram a merda que acontece sempre nestes eventos? Se começar a ter baile funk na frente da casa do pessoal que protestou contra a proibição, eles ainda vão apoiar? Imagina a mãe, avó ou filhos desse pessoal às 03:00h da madrugada em suas casas e o baile bombando.
Hoje em dia há muita discussão à respeito do Funk Carioca, uma parte abomina completamente, alegando que é anti-música e outros defendem como espontânea e criativa arte popular. Afinal, quem está certo? Na verdade, os dois. Eu fiz um grande esforço em não entrar em discussões à respeito do Funk Carioca e vou continuar me mantendo longe disso, apenas vou expor a minha estrita e particular opinião sobre isso e realmente não vou dar prosseguimento neste assunto. E isso também serve para a música de vanguarda, experimental, improvisação, free jazz e outros blá, blá, blás.
Hoje em dia há até teses sobre esse fenômeno cultural, pessoas que tentam legitimar o Funk Carioca como uma arte extremamente criativa e legítima, que pode ser equiparado aos gêneros consagrados no universo da música. Creio que a esta altura, a maioria que defende o Funk Carioca de forma "acadêmica", sabe de suas origens no dialeto do Rap Norte Americano da Costa Leste, o Miami Bass, sua fusão com elementos musicais brasileiros, etc e etc. A corrente que abomina o estilo alega a pobreza musical, como as montagens com samplers repetitivos e colagens grosseiras, além do despreparo lírico, poético dos MC's. Claro que o MC não precisa ser um cantor de ópera, mas pelo menos que ele pronuncie legivelmente. Se bem que a maioria das letras é de conteúdo descartável. Então entra a questão de preferência pessoal e o início das vãs discussões.
No campo da música de vanguarda e suas ramificações, há duas vertentes equivocadas bem claras: Os que defendem como arte refinada e outros que acham que também não é música, está mais para trilha sonora de filme esquizofrênico. Os que tem como a música de vanguarda como algo superior, realmente deveriam rever seus conceitos sobre humildade, pois este tipo de música não transforma ninguém em um ser humano melhor, é apenas música. A parte da crítica negativista em relação a este tipo de música, está tão condicionada à um formato de música como produto, que não tem paciência e sensibilidade para ouvir e estar aberto a novas experiências sensoriais na arte. Estes que se contentem com o que o grande mercado de consumo oferece, seja em coleções de banca de jornal, seja em megastores.
Enfim, são questões inúteis e perda de tempo, cada um que faça uso de sua liberdade para consumir o que bem entender.
*ps.: Ultimamente houve uma discussão sobre a arbitrariedade da Justiça Brasileira em proibir os bailes funk nas ruas, postos de gasolina e praças da cidade de São Paulo. Muita gente se manifestou contra a decisão alegando uma ditadura, pré-conceito, coisa de "direita", de gente "quadrada", "careta". Uma boa parte das pessoas que se manifestou contra essa proibição, realmente já esteve em um baile funk de rua? Já viram a merda que acontece sempre nestes eventos? Se começar a ter baile funk na frente da casa do pessoal que protestou contra a proibição, eles ainda vão apoiar? Imagina a mãe, avó ou filhos desse pessoal às 03:00h da madrugada em suas casas e o baile bombando.
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