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sábado, março 31, 2012

Desolation Angels - Desolation Angels (1986)

O Desolation Angels se formou em 1981 por dois amigos de infância, os guitarristas Robin Brancher e Keith Sharp na região de East End em London, UK. Em seguida convidaram o amigo Joe Larner para assumir o posto de baixista e vários bateristas passaram pelo grupo até a vinda de Brett Robertson em 1982. Em 1984 gravaram seu primeiro single, Valhala/Boadicea 7" em um estúdio em Cheltenham e em 1986 gravaram seu primeiro lp, Desolation Angels no Thameside Studios em Rotherhite, London. Em 1987 o grupo se mudou para Los Angeles, CA até encerrar suas atividades em 1994. O Desolation Angels faz parte da chamada New Wave Of British Heavy Metal, que tornaram consagrados nomes como Diamond Head, Iron Maiden, Judas Priest, Motörhead, Saxon, Samson, Girlschool, etc e o Desolation Angels é considerado herdeiro direto da sonoridade do Black Sabbath, que foi a primeira geração das bandas de rock inglesas que formaram as bases do estilo heavy metal, junto de grupos como Led Zeppelin e Deep Purple.
O heavy metal sempre foi alvo de criticas negativas, denominado como música para adolescentes desmiolados, etc. Mas deixando de lado os pré-conceitos e analisando a evolução de mais um segmento do rock'n'roll, encontram-se grupos de música criativa e de qualidade. Clique na imagem para acessar o arquivo.

terça-feira, agosto 31, 2010

Slave Master - Under The 6 (1994)

Fazendo parte da série Black Arc produzida por Bill Laswell, Slave Master conta com os parceiros do universo P-Funk, que demonstram uma versatilidade em estilos musicais: O guitarrista, Michael Hampton e os vocais de Gary "Mudbone" Cooper, ao lado de Islam Shabazz no baixo e vocais e o guitarrista Bill McKinney. Vale lembrar de Bootsy Collins e Bernie Worrell que participaram de diversos projetos de Laswell. Temos no projeto Slave Master a fusão do hiphop com rock pesado, de uma forma muito mais direta do que o Body Count de Ice T, que foi mais para o heavy metal. Slave Master tem uma sonoridade mais "crua". Para acessar o arquivo, clique na imagem.

sexta-feira, julho 30, 2010

Buddy Miles Express - Hell And Back (1994)

Muita gente só lembra de Buddy Miles como o baterista de Jimi Hendrix mas ele é mais do que isso. Miles teve uma sólida carreira solo que começou antes de ingressar no célebre trio de Hendrix. Tem uma bela voz que pôde ser comprovada na gravação ao vivo no Band Of Gypsys e foi um compositor talentoso, além de baterista.
No projeto criado por Bill Laswell, a série Black Arc, Buddy Miles é resgatado do esquecimento com Hell And Back, onde conta com parceiros de Laswell em inúmeros projetos do selo Axiom, como o guitarrista Nicky Skopelitis, revisitando velhas conhecidas de Miles nos tempos de sua paceria com Hendrix, como All Along The Watchtower(Bob Dylan) e Born Under The Bad Sign(Booker T Jones). A arte da capa é da autoria de Mati Klarwein, que fez as capas dos disco de Miles Davis, os famosos Bitches Brew e Live Evil. Clique na imagem para acessar o arquivo.

sexta-feira, abril 30, 2010

Hardware - Third Eye Open (1992)

Você gosta de hard rock? Talvez venha em sua mente aquelas bandas dos anos 70 com um bando de cabeludos e barbudos empunhando suas guitarras. Esqueça. Hardware foi um projeto de Bill Laswell com nomes inusitados para o hard rock, como Bootsy Collins, que foi baixista do JB's de James Brown e Parliament de George Clinton. Buddy Miles é um velho conhecido do rock, afinal foi membro do primeiro trio de rock negro, o Band of Gypsys, ao lado de Billy Cox e Jimi Hendrix. Steve Salas se tornou um dos principais guitarristas de George Clinton e trabalhou com Rod Stewart, Stevie Vai, além de Bootsy.
Digamos que o projeto Hardware é funk rock, black rock, dando continuidade à série criada por Laswell, a Black Arc. Conta com a participação de George Clinton, Gary 'Mudbone' Cooper, ex companheiros de Bootsy no P-Funk e Bernard Fowler, que participou de inúmeros projetos, com Rolling Stones, Herbie Hancock, Material, James Blood Ulmer, Duran Duran, Yoko Ono, entre muitos outros.
Clique na foto da capa para acessar o arquivo.

sexta-feira, março 05, 2010

P-Funk Guitar Army - Tributes to Jimi Hendrix Vol.2 [1995] Return of the Gypsy

Este tributo quase não comentado é uma bela homenagem à Jimi Hendrix pelos músicos que participaram do P-Funk, por isso o nome do projeto é P-Funk Guitar Army.
Andre Foxxe, Johnny Graham, Gary 'mudbone' Cooper, Dee Dee 'dirty Mugg' James, Bootsy Collins, Darryl Plummer Band, Ras Kente e Menace prestam homenagem com composições originais e muito interessantes.
Andre Foxxe e Johnny Graham tem uma abordagem mais rock e blues, mas com uma sonoridade mais atual. Menace já faz seu tributo dentro da linguagem do P-Funk. Ras Kente mostra o lado do rock pesado, com extenso solo.
Clique na foto da capa ou no título do post para acessar o arquivo.

sábado, dezembro 12, 2009

Iceburn

O Iceburn esteve no meio controverso do hardcore, gravou alguns discos pelo selo símbolo da facção straight-edge, a Victory records, com sua estética e idealismo um tanto duvidosos e principalmente a Revelation records, ligada ao ex-vocalista de um dos pioneiros grupos a levantar a bandeira da ideologia, o Youth Of Today.
A sonoridade do Iceburn foi evoluindo, deixando aos poucos a formação mais corriqueira de baixo elétrico, bateria e guitarra e alguns momentos com poesia cantada para o instrumental, adição de instrumentos de percussão e sopro em longas sessões de improvisação e distorções sonoras.
Não digo que o Iceburn foi um grupo de Freejazz ou coisa parecida, mas tinha ligação com o que costumam chamar de Jazz. Seus membros tinham como uma de suas influências e com o passar do tempo sua estética se assemelhou em muito ao Freejazz. É aquela visão curta de que basta um grupo instrumental possuir um instrumento de sopro e logo chamam de jazz.
Mas o Iceburn, independente destes inúteis rótulos, foi um grupo muito interessante em atividade nos anos 90, dando um novo espectro dentro do rock das novas gerações após a ruptura de padrões desencadeadas pelo punk-rock.
Deixo aqui algumas faixas de um de seus últimos trabalhos o disco independente entitulado de Speed Of Light / Voice Of Thunder(1999), sob o nome de ICEBURN DOUBLE TRIO. Infelizmente eu vinha extraindo o disco faixa por faixa no Soulseek e antes de completar 1/3 do disco, o arquivo saiu da rede. É lamentável pois é um dos melhores trabalhos do grupo e tal gravação se encontra fora de catálogo.
Clique no link para acesso ao arquivo:

http://www.mediafire.com/?c4jezv0txfk


sexta-feira, outubro 23, 2009

Weekend Warriors... na hora da luta, nego sai é de fininho!

Sinceramente eu tinha uma mistura de sentimentos em relação a este famoso disco do Ted Nugent. Primeiro eu achava o maior barato a capa do disco por conta das figurinhas auto-adesivas dos albuns que eram comuns em minha infância, que sempre tinha essa estranha mistura de desenhos horríveis de tatuagens, ilustrações do Roger Dean (capas dos discos do Yes), capas de discos de rock, heavy metal, rock progressivo, misturados até com capas de discos da Donna Summer e Grace Jones. Lembro que na época algum amigo comprou um disco do Ted Nugent, mas não era o Weekend Warriors, não tinha curtido porque na época eu só queria saber de heavy metal e barulheiras. Ted me soava som de gente mais velha, uns tiozinhos barbudos e cabeludos. Hoje eu tô cabeludo e barbudo...
Mas só hoje que eu realmente ouví o famoso disco do cara da guitarra com o braço e headstock transformado em uma metralhadora. Resolví ter uma audição online de Ted Nugent por conta deste post, que não tem nada haver com o Nugent em sí. Sobre o Weekend Warriors de Nugent, não tenho nada contra, é apenas mais um disco de hard rock típico dos anos 70, como o Mahogany Rush de Frank Marino, Grand Funk Railroad, etc, e não tem uma música que se destaque em relação aos hits do gênero. Dá pra curtir o som do Ted, se há uma empatia com o estilo, pois a música é de boa qualidade. Mas enfim, a capa é mais lembrada do que a música.
Tive a idéia por conta do título Weekend Warriors, pois estava lendo o jornal da manhã, o telejornal, sobre o assassinato do cara do Afroreggae e também lembrei do outro membro de um grupo artístico morto no Rio estes dias. Me lembrei de vários discursos idealistas que presenciei, muita militância teórica e pouquíssima prática. Muita gente manja de política de sociologia, de artes, de ativismo, de samba, chorinho, afrobeat, rap, mas não fazem nada realmente condizente com seus discursos inflamados em mesas de botequins tão artificiais quanto um waffer de morango, regados de cerveja Bohemia ou Original e "petiscos" de R$30,00 a porção.
Mas tá tudo tranquilo, "relax", descontração total. Afinal todo mundo fala que o Brasil é assim, sabe levar na esportiva (que na verdade é inconsequente), o povo é super-do-bem, que o Rio é lindo, carnaval, etc. Definitivamente não é um discurso depreciativo pessimista de minha parte, pois todos os dias tenho motivo para alegrar meu espírito, mas eu costumo praticar o que eu prego.
ps.: Vai preparando o bolso aí, pois o governo tá vendo a fita de um orçamento de U$600.000.000 para a compra de aviões-caça da força aérea brazuca. Só pra piloto, só pra guerrero, só pra Jedi! It's not for the weekend warriors.
 
 
Studio Ghibli Brasil