Logo após duas postagens abordando assuntos que geram conflito, justamente por estarmos numa época incoerentemente mais intolerante, faço uma pausa e este espaço prossegue trazendo a lembrança de um grande ser humano, Max Roach. Sim, ele se foi em 2007, mas a sua arte vive até hoje, desde o início dos anos 40 do séc.XX, até hoje...
Providencialmente e coincidentemente (Deus sabe disso), escolhi relembrar esta sessão gravada em 1981, onde se iniciava a colaboração entre músicos que duraria mais de 20 anos. Mas porque providencialmente? Chattahoochee Red abre com a faixa The Dream/It's Time, um solo de Max Roach intercalado com a gravação do discurso de Martin Luther King, originalmente conhecido com o título de "I Have A Dream". Max Roach, como muitos já sabem, não foi apenas um baterista de jazz. Além de compositor, era um cidadão consciente dos direitos civis e sua música em muitos momentos refletia isso. Logo em seguida é executada It's Time, um clássico entre as composições de Max. Temos uma releitura de Lonesome Lover, originalmente gravada com a voz de Abbey Lincoln e coral, assim como It's Time. Também 'Round Midnight e Giant Steps são revisitadas de modo especial. Destaque para o solo final de Six Bits Blues, onde Bridgewater apenas usa o bocal do trompete. Como sempre não é necessário muitas palavras ou até nenhuma se faça necessária para descrever a música de Max Roach. Nos comentários como de costume. Sempre é uma boa ocasião para celebrar com música, e também refletir sobre os dias de hoje. Eu tenho um sonho...
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sexta-feira, fevereiro 12, 2016
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