sábado, novembro 28, 2009

O novo hit do verão e a responsabilidade social

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A nova propaganda do referesco em pó Tang trás o novo hit do verão: Preparou bebeu, faz. É uma das melhores músicas feitas ultimamente no Brasil, independente de ser apenas um jingle direcionado ao público infantil. Não meus caros, a canção do momento não veio do reduto axé e muito menos de uma roda de artístas numa mesa de bar e de acordes complexos da bossa. Seria maravilhoso se esta canção tivesse surgido num playground ou intervalo de aulas na escola, mas provavelmente foi minuciosamente composta por uma equipe especializada em jingles publicitários, onde tudo é calculado para dar certo em termos mercadológicos, todo o tipo de referência para fácil assimilação do público. Bem, isto realmente não importa. O caso é que quando eu assisti esta propaganda na tv aberta, a música desceu suave, agradável, ou seja, gostei no ato e senti que era a melhor coisa que tinha ouvido em termos de música nacional nestes últimos tempos. Enquanto a massa se emociona com as canções falando de sofrimento de amor, de baixarias e outras coisas, uma simples canção de propaganda de suco em pó faz mais efeito do que anos e anos de "potresto" punk. A música fala em preservar o planeta terra, o eco sistema, usar a água potável de forma racional, de reciclar os materiais. Afinal agora que a coisa tá feia e já tá meio tarde para evitar os grandes estragos da intransigência da indústria de consumo, as pessoas estão com esse papo de auto sustentável e etc. O que eu notei, mesmo com o lado extremamente correto e positivo de ensinar as crianças desde cedo sobre este tipo de coisa, isso me caiu como uma certa ironia. Explico. Tão jogando esta responsa as costas da criançada que não tem culpa de seus pais serem um bando de porcalhões poluidores e desperdiçadores. Pois é, talvez muitos ainda não tenham consciência, mas mesmo assim são as crianças que vão ter que arcar com esse pepino.

sábado, novembro 14, 2009

DxRxIx - Crossover (1987)

Muitos podem discordar, achar isso uma porcaria que só, mas outros muitos acham que é um clássico(esse troço de clássico não é uma coisa saudável para o entendimento cultural). Vamos nos abster dos gostos pessoais, opiniões tão particulares que só pelo fato de se juntarem em um contingente coletivo, não traduzem a verdade do que é de fato. Se o gosto por gênero musical, por denominação mercadológica ou gosto estético é o que predomina em seus ouvidos, mente e sentimento, este blog não é o lugar certo, pois como podem ver ao longo das postagens do Sonorica, mesmo sendo abordados assuntos de interesse pessoal meu, não me prendo à um gênero específico e principalmente na música, onde é costumeiro o ajuntamento tribal, onde certos estilos musicais não podem conviver pacificamente. Compartilho da mesma opinião de John Zorn, que não coloca diferença de valores entre Napalm Death e Ornette Coleman que desenvolveu o conceito harmolódico, onde as notas musicais, tom, rítmo tem o mesmo valor dentro da composição.
Vamos ao assunto do post enfim. O grupo Dirty Rotten Imbeciles é um nome importante do chamado hardcore norte americano e ficou conhecido no início dos anos 80, principalmente pela sua gravação Dealing With It!, lançado anteriormente ao Crossover. Dealing With It! já desenhava uma forma que se consolidou no disco seguinte, que inclusive seu título se transformou na denominação oficial de um estilo musical. Da mesma maneira que o nome da composição de Dizzy Gillespie se tornou o nome de um estilo musical, o Bebop, assim foi com o título da gravação de Ornette Coleman e seus 2 quartetos improvisando sobre certos temas pré-estabelecidos de forma mais livre, o Free Jazz, foi assim com a gravação do DxRxIx com o Crossover, que se tornou referência da junção do hardcore punk com o heavy metal.
Crossover mantém as características do hardcore, com musicas em tempo mais acelerado e de curta duração, chegando no máximo de 5 minutos de duração, tempo sufuciente para passar sua mensagem e também para apreciar sua construção de rítimo, melodia e harmonia. O estilo crossover se diferenciou pelo esmero instrumental que o punk tinha abandonado em retaliação dos excessos de virtuose dos grupos de rock nos anos 70. De início a idéia teve seus benefícios, mas acabou se tornando um enfado sonoro, como foi depois com o funk'o'metal, que foi perseguido implacavelmente pelos Matthew Hopkins da música.
Na época de Crossover, o Dirty Rotten Imbeciles contava com Spike Cassidy na guitarra, Kurt Brecht nos vocais, Felix Griffin na bateria e Josh Pappé no baixo, entre 1986 me 1987, época da gravação.

clique no link abaixo para acesso do arquivo:



http://www.mediafire.com/?jtgozejdjtn

Frank Lowe - Fresh (1975)

Frank Lowe (24/06/1943 - 19/09/2003), fez parte da chamada segunda geração do Freejazz nos EUA. Ficou conhecido pelas suas associações com o baterista Rashied Ali. Em sua mocidade, estudou com Packy Axton, proprietário da famosa gravadora de soul, a Stax, onde trabalhou por um tempo até se envolver com o cenário do Freejazz em San Fransico, incentivado por Sonny Simmons e Donald Rafael Garret. Em New York seu primeiro trabalho foi com Sun Ra e sua Arkestra, onde tocou por 2 anos e depois teve a chance de trabalhar com a esposa de seu ídolo John Coltrane, a pianista Alice Coltrane. Sua primeira gravação como líder foi pela ESP disk, o disco Black Beings que teve a estréia do baixista William Parker na gravações. Também trabalhou com o trompetista Don Cherry o qual convidou Lowe para participar da trilha sonora do filme The Holy Mountain de Alejandro Jodorowsky, em 1973. Em 2003 sucumbiu ao cancer.
Fresh foi gravado em 1975 em New York e uma faixa, a Chu´s Blues em 1974, acompanhado do The Memphis Four. Também participam do disco, o trompetista Lester Bowie e seu irmão o trombonista Joseph Bowie, Abdul Wadud no cello, os bateristas Steve Reid e Charles Bobo Shaw e Selene Fung no cheng. Maravilhosas versões para originais de Thelonious Monk, Epistrophy e Misterioso.

Lembrando que minha conta no mediafire foi bloqueada por violação de direitos autorais, mas no final de tudo se trata do vil dinheiro, como se o Sonorica estivesse lucrando com isso. Quem tiver interesse, mande uma mensagem, podemos refazer o link. Obrigado

Remembering that my account was blocked by mediafire copyright infringement, but in the end it's all about the vile money, as if the Sonorica was profiting from it. Those interested, send a message, we can redo the link. thank you

sábado, novembro 07, 2009

The John Betsch Society - Earth Blossom (1974)





















John Betsch nasceu em 08/10/1945, Jacksonville, Florida e estudou na Fisk University, Berklee College Of Music e University Of Massachusets-Amherst. Tocou com Max Roach, Marion Brown, Henry Threadgill, Archie Shepp, Billy Bang, Marilyn Crispell, Mal Waldron, Peter Kowald, Charles Gayle e Steve Lacy.
Betsch é um grande baterista, de técnica refinada e tive o prazer de conhecê-lo quando esteve tocando em São Paulo. A primeira apresentação foi no Instituto Moreira Salles, depois no Sesc unidade da av. Paulista e no auditório da biblioteca Alceu Amoroso Lima em Pinheiros.
O primeiro registro fonográfico sob seu nome foi lançado pelo selo do trompetista Charles Tolliver, Strata-East, entitulado de Earth Blossom em 1975 e conta com a participação de Billy Puett na flauta e saxofone, Jim Bridges na guitarra, Bob Holmes no piano e percussão, Ed "Lump" Williams no baixo e Phil Royster nas congas e percussão.


Clique no link abaixo para o arquivo:


http://www.mediafire.com/file/mymkuznmzrr/TheJhnBtschSct - ErthBlssm.rar

sexta-feira, novembro 06, 2009

Aqua Teen Hunger Force & Space Ghost: Baffler Meal

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Este episódio de um dos melhores programas de tv que existiram, sim, o Space Ghost Coast To Coast que foi a última gravação do guitarrista pioneiro do Freejazz, Sonny Sharrock, que fez a trilha de abertura. Contém a provável estréia do Aqua Teen Hunger Force, que era formado por um saquinho de batatas fritas em foprmato fastfood, um copo de milkshake e uma almondega. O Aqua Teen era veiculado no pacote Adult Swin. E ainda tem aparticipação de Willie Nelson no talkshow.
 
 
Studio Ghibli Brasil