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terça-feira, dezembro 11, 2012

Charles Brackeen Quartet ‎– Worshippers Come Nigh (1989)

Completando a série para divulgar a arte de Charles Brackeen, Worshippers Come Nigh conta novamente com a colaboração do baixista Fred Hopkins, Andrew Cyrille, um dos mais criativos percussionistas da música afro-americana ainda em atividade e Olu Dara no cornet.
Chalres Jones III (Olu Dara) nasceu em 12/01/1941, trabalhou com Dirty Dozen Brass Band, Julius Hemphill, Brother Jack McDuff, David Murray, James Newton, Don Pullen, Henry Threadgill, James Blood Ulmer, Cassandra Wilson, ente outros. Além do cornet e trompete, toca guitarra, é vocalista e compositor. Olu Dara, que significa "Deus é bom", além de sua carreira no jazz, também se dedica ao Blues. Uma curiosidade é que Olu Dara é pai do rapper Nasir "Nas" Jones e participou de alguns albuns de Nas.
Que a música e a arte de Charles Brackeen seja reconhecida e apesar de poucos registros sob seu nome são obras de muita relevância para o avanço da música criativa. Que estas gravações sejam mantidas em catálogo e disponíveis para o público. Worshippers Come Nigh nos comentários deste post.

sábado, outubro 13, 2012

Charles Brackeen Quartet ‎– Attainment (1987)



Últimamente tem se tornado difícil divulgar música neste espaço. Segundo os estatutos de direitos autorais que tem agido com mais vigor na world wide web, já tive dois links removidos aqui. O que os detentores dos direitos parecem não compreender, é que não há um comércio fonográfico digital neste weblog, mas apenas um espaço de divulgação musical para um número pequeno de pessoas, num país onde não se encontram lojas que ofereçam os respectivos "produtos" (está em aspas pelo respeito ao conteúdo, independente do formato) para consumo. É uma discussão muito extensa e desgastante, vem daqueles tempos em que já se questionava a legalidade ou ilegalidade do simples ato de alguém gravar um LP em fita k7 de um amigo. As obras que costumo divulgar no Sonorica, são de pouca repercussão mercadológica, muitas atravessaram décadas e viraram o século com mesmo baixo índice de interesse. Mesmo aqui em São Paulo, as pessoas vão encontrar dificuldades até para tentar encomendar os títulos. Presumo que os detentores dos direitos comerciais irão argumentar que atualmente é viável comprar pela internet. Não é tão simples assim. Mas é claro que eles não se importam com as dificuldades e incertezas das compras online. Você quer? Se vira!
Bem, como disse agora pouco, procuro divulgar artistas que quase não tem reconhecimento tanto das midias quanto do público, apenas são notórios para um pequeno grupo de pessoas espalhadas pelo globo terrestre. Não é este mísero weblog que vai alavancar uma avalanche de downloads a ponto de causar um assombroso rombo nos cofres de uma gravadora, levar os artístas e autores à miséria, causar a proliferação de discos piratas pelas ruas da cidade, etc. Não, na maioria das vezes os que entram em contato com a música destes artístas, vão se interessar em comprar os originais e deparar com as barreiras do comércio de produtos importados, das taxas, longos prazos de encomendas, incertaeza de disponibilidade de catálogo, etc e etc.
Veja o caso do saxofonista Charles Brackeen. Quantos aqui no Brasil conhecem ele? Quais albuns de Brackeen foram lançados no mercado brasileiro? Que composição de Brackeen foi executada nas rádios brasileiras? Youtube? Faça-me o favor, não há mais que meia dúzia de faixas postadas dee forma independente por admiradores de sua arte.
Charles Brackeen nasceu em Oklahoma no dia 13 de março de 1940, estudou violino e piano, mudando para o saxofone tenor e soprano. Tocou com membros do quarteto de Ornette Coeman em 1968 (Don Cherry, Charlie Hadden e Ed Blackwell), na Jazz Composer's Orchestra, organizada por Michael Mantler e Carla Bley, que teve origem na Jazz Composers Guild, organização fundada por Bill Dixon. Tocou com Paul Motian, Ahmed Abdullah, Ronald Shannon Jackson, Dennis Gonzáles e Don Cherry. Lançou quatro albuns sob o seu nome sendo que a última gravação foi registrada em 1987.
Attainment foi gravado no Texas em 1987 e contou com Olu Dara no cornet e berimbau na faixa título do disco, Fred Hopkins no baixo, vozes, percussão e Andrew Cyrille na bateria e congas.
Por isso estou divulgando a obra de Charles Brackeen para os amigos que ocasionalmente visitam este pequeno espaço virtual. Espero que esta divulgação resulte em um pouco mais de reconhecimento da arte de Charles Brackeen e desperte o interesse de mais pessoas à prestigiarem o fruto de seu trabalho, comprando os cd's, mesmo que seja um tanto quanto burocrático e dispendioso fazê-lo. O músico agradece. Clique nos comentários para acessar o link.

quarta-feira, maio 18, 2011

Andrew Cyrille Quintet - Ode To The Living Tree-African Love Supreme (1994)

Andrew Cyrille é conhecido pela sua associação com Cecil Taylor, mas este músico nascido em 1939 no Brooklyn de descendência haitiana, também é um baterista que figura entre os percussionistas que são criativos compositores. Participou de projetos importantíssimos para o seu instrumento, como o Dialogue With Drums, ao lado de Milford Graves e Rashied Ali, a gravação Pieces Of Time, com Graves, Famoudou Don Moye e Kenny Clarke. Sua sonoridade tem complexidade, refinamento e energia que foram se aperfeiçoando muito em parte na sua parceria com Cecil Taylor. Ode To The Living Tree foi gravado durante a primeira viagem de Cyrille ao continente africano, onde participou de um festival de música em Ghana. A gravação ocorreu num estúdio em Dakar, Senegal, onde é pouco comum um músico do chamado free jazz realizar uma sessão. Cyrille contou com a colaboração de ilustres companheiros, da chamada segunda geração do free jazz norte americano: os saxofonistas Oliver Lake e David Murray, o baixista Fred Hopkins e o pianista Adegoke Steve Colson, membros atuantes da AACM. As composições desta gravação tem como característica, o chamado post-bop, onde a melodia tem mais espaço que a desconstrução radical do free jazz. Midnight Samba autoria de Colson, tem a nítida influência da sonoridade brasileira. Ode To The Living Tree tem o subtítulo de African Love Supreme, pelas versões das 2 primeiras partes da suíte de John Coltrane, além da conhecida Mr. P.C. Clique na imagem para acessar o arquivo.
 
 
Studio Ghibli Brasil