terça-feira, junho 30, 2009

Brute! (Aidan Hughes)

Aidan Hughes nasceu em Merseyside, Inglaterra em 1956. Aprendeu arte com seu pai que era pintor. Nos anos 80 passou a usar o pseudônimo Brute e suas influências no seu trabalho são Jack Kirby, Steve Ditko e Jim Steranko desenhistas de histórias em quadrinhos, construtivismo russo, futurismo italiano e o trabalho no entalhe de madeira dos artistas Frans Masereel and Lynd Ward. No início dos anos 80, Hughes publicou Rage!, vendida em Bristol, que ilustrava a tensão naquele tempo:

































Também iniciou uma longa parceria com o grupo de rock industrial e música eletrônica KMFDM, no qual produziu a arte de capa dos discos do g
rupo e alguns vídeos, como o de Son Of Gun:

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Também trabalhou na arte e concepção do video game fps(first person shooter) ZPC - Zero Population Count em 1996, usando o engine do game Marathon 2.

sábado, junho 27, 2009

Michio Mihara

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Michio Mihara desenhista e animador, trabalhou em filmes como Neko No Ongaeshi, Mononoke Hime, Jin-Roh, Paprika, Roujin Z, Naruto the movie, Agent Paranoia, etc.

sexta-feira, junho 26, 2009

Michael Jackson, agora, todo mundo gosta...

Até ontem, Michael Jackson era tema de piadinhas maldosas, sobre pedofilia, etc. Para muita gente, era um assunto constrangedor e ignorado. Agora, todo mundo falando de Michael, de quanto gostavam de sua música e tudo mais.
Eu mesmo já tinha me desligado de Michael Jackson quando ele lançava o disco Bad. Eu até gostava da música Black Or White(do disco posterior ao Bad, o Dangerous), mas não foi o suficiente para eu comprar o disco. Hoje eu lamento a sua morte, pois me parece que ele ainda tinha algo à realizar em sua breve vida. Também pelo fato de que ainda não parecia ter encontrado sua felicidade, diante de tantos fatos expostos pela imprensa.
Mas a parcela popular está isenta de qualquer hipocrisia, pois eles nunca abandonaram Michael, mesmo com os ditos escândalos e muito menos pela sua estética musical. E sem contar com os fãs incondicionais, que o seguiriam independentemente se fosse Heavy Metal sua nova abordagem.
Aí vem aquela conversinha de sempre, dos intelectuais da música, a turma do "bom gosto", que começa a arrumar justificativas mais elegantes pelo gosto ao artísta. Da importância da produção de Quincy Jones, como se esta maioria estivesse consciente do trabalho de Quincy no disco. Outros falam do Off The Wall, sendo que a maioria nem ligava para Michael nesta época, mas como se tornou algo "cult" na nostalgia que assolou os novos clubes da cidade, todo mundo fala que gosta. Depois tem uma parcela mais crônica, que nem havia nascido ou era apenas bebê, que só considera a fase do Jackson 5, dando um ar "vintage".
Agora começaram os depoimentos de vários artístas mais "descolados", "cool", alegando a importância de Michael em sua música, sendo que grande parte à tempos atrás, tinha vergonha de confessar que no auge do modismo, comprou o disco Thriller de Michael.
Me lembro que em 1985, junto com meus amigos metaleiros do bairro, quebramos nossos discos de Thriller, num ritual de abominação à música pop. Não me arrependo, pois lembro que me divertí com aquela arruaça.
Espero que Michael estivesse em paz em seus últimos momentos e esteja em paz agora.
Beat it ainda é uma das minhas músicas preferidas.

quinta-feira, junho 25, 2009

Beatles "forévis"?

Ainda me lembro dos longinquos anos 80, precisamente no ano de 1982, o ano que estraguei meus dentes comprando chicletes para completar o album de figurinhas da respectiva copa mundial, onde a seleção canarinho foi abatida e me desliguei do assunto futebol para sempre, mas não porque a seleção perdeu, mas porque achei que estava perdendo tempo me dedicando ao futebol. Também começou com a morte de Elis Regina logo em Janeiro, lembrava dela na tv e de suas músicas que sempre estavam nas rádios. Não compreendi a sua morte, este assunto era muito confuso para um menino de 9 anos de idade. Logo um ano depois estive com meu amigo na padaria que Elis costumava frequentar, que ficava na esquina da rua Augusta com Estados Unidos, para tomar um refrigerante durante um passeio de bicicleta, mas foi por acaso, nem imaginava que antes poderia ter encontrado ela por lá.
Também foi o ano em que comprei meu primeiro lp e sem autorização dos meus pais. Fui em uma loja que ficava perto do colégio onde eu cursava
o primário com o dinheiro que meu avô me deu e pedí o disco Hey Jude, dos Beatles. Eu nem alcançava a prateleira, também não sei porquê gostei da capa do disco, com aqueles quatro sujeitos estranhos parados em frente uma porta. Também assistí o Yellow Submarine na sessão da tarde e gostei mais ainda. Os Beatles me acompanharam por todos os momentos da música, sempre na discoteca, independente do que eu estivesse ouvindo mais na época, seja no Breakdance, Heavy Metal, Acid House, Hardcore, etc. Com o tempo, selecionei melhor o repertório dos quatro de Liverpool e descartei a época mais yeah, yeah, yeah que a meu ver era uma espécie de Menudo da época. Sem dúvida eu me concentrei mais na época do Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band, Yellow Submarine e Magical Mistery Tour, que foram as mais criativas para mim. Muitos falam do White Album, que é o melhor de todos, mas eu não acho, as experiências sonoras alí sempre me soaram um tanto enfadonhas. O Let It Be, mesmo contendo faixas lindas como a própria título, achava um disco deprimente, com o clima de ruptura da banda. De vez em quando eu ainda ouço uma coisa ou outra, mas não como antes, ainda gosto dos Beatles, mas eu já assimilei sua arte, está na minha memória. Confesso que um pouco do brilho se ofuscou depois que tive contato com o Pet Sounds e Smile dos Beach Boys, numa comparação mais próxima entre gêneros. Também gosto de um pouco da carreira dos ex-integrantes, como a música de natal de John Lennon e a parceria de Paul McCartney com Stevie Wonder.
Hoje em dia os Beatles são bem mais uma mercadoria do
que outra coisa, chegando ao ponto de fazerem um video game de última geração os usando como tema. As discussões em meios de comunicação chegam em níveis de qualidade altamente suspeitos em termos de qualidade, como futilidades sobre numeração de discos, fora as eventuais "fofocas".
O problema aqui é o absolutismo em torno dos Beatles, numa equivocada atribuição de mérito em muitos fatores da música e a indústria. Lí recentemente em uma publicação uma jovem pessoa atribuir o pioneirismo do formato videoclip à eles. Se a pessoa se auto denomina jornalista, deveria rever seus conceitos ao publicar uma afirmação destas. Pais, donos de lojas de discos, editores de revistas, livros e fanzines, devem ser mais coerentes e não ficar impondo suas paixões à juventude, que estão mais certos gostarem de artístas contemporâneos, mesmo que sejam de qualidade "inferior", afinal, os Beatles já foram os Jonas Brothers de sua época.

segunda-feira, junho 22, 2009

O desenho de Takashi Nemoto e Carlos Marçal

Poderiamos perder grande tempo numa tentativa em vão de teorizar o que leva certas pessoas produzirem sua arte. Muitas vezes o próprio artísta não consegue definir suas razões. Teóricos apelam para pseudo-ensaios sobre psicanálise tentando justificar sua análise sobre as obras de arte e seus artístas criadores, mas quase sempre são declarações suspeitas, muito passivas de enganos e desperdício de tempo e vaidade do intelecto.
Mas o intrigante aqui é a proximidade da estética e talvez até no conceitos nestes dois indivíduos que são contemporâneos, mas tem realidades completamente distintas, ainda com uma distância de hemisfério que os separa em um dia de vôo de avião: Takashi Nemoto e Carlos Marçal.
Nemoto é um conhecido do mangá no Japão, seu estilo é bem agressivo e totalmente oposto ao que a maioria das pessoas entendem por histórias em quadrinhos japonesas, como Naruto, Clamp, etc. Seus contemporâneos no Japão são Suehiro Maruo e o americano Gary Panter, numa linguagem que se convencionou de chamar underground, contra-cultura, subversiva.
Carlos Marçal não tem um nome ou curículo nos quadrinhos brasileiros, é amigo do Schiavon que já publicou várias obras em quadrinhos no Brasil quando tomou uma certa forma o quadrinho underground brasileiro no fim dos anos 80. Talvez Marçal tenha se influenciado na produção gráfica de seu amigo que o encorajou a continuar desenhando.

É muito interessante como duas pessoas que nunca se viram e pelo menos até agora que eu saiba, também nunca viram um o trabalho do outro, mas suas estéticas e talvez até em algum conceito se assemelhem tanto.
Blog de Carlos Marçal: http://mestrismo.blogspot.com/
Site de Takashi Nemoto: http://www011.upp.so-net.ne.jp/

sexta-feira, junho 19, 2009

Disco de vinil: o culto à anti-cultura

Mais uma vez este assunto está em pauta. Ontem mesmo havia um programa de debate em um conhecido canal de UHF que é direcionado ao mercado do produto musical. A grade de programação é dedicada em grande parte na promoção destes produtos no formato conhecido como video clip. Existem programas que pretenciosamente são ditos como culturais, mas qualquer pessoa que tenha uma real noção do que um dia foi denominado cultura, como livros, artes em geral, sabe que o conceito se deteriorou.
Mas voltando ao foco sobre a tentativa da indústria fonográfica de recuperar a grande margem de lucros através de um formato de mídia ultrapassado, muitas pessoas supostamente
especialistas tem dado declarações que meramente são opiniões pessoais sem nenhum fundamento sólido.
Recentemente também foi publicado uma matéria em um jornal provinciano paulistano, um artigo com ares de pesquisa científica sobre a suposta qualidade superior do disco de vinil em relação as atuais midias digitais. Produtores de música eletrônica, músicos de rock e dj's que foram e são expostos à uma quantidade abusiva de decibéis que um aparelho auditivo humano pode suportar, foram usados como referência para constatar esta diferença. Você confiaria na opinião de alguém assim? Levando em conta que o ser humano já começa perder gradativamente sua precisão auditiva desde o seu nascimento sem contar com a exposição de decibéis abusiva.

A tabela ao lado mostra os níveis e limites de exposição.
Bem, então é óbvio que estas pessoas não poderão detectar com precisão a diferença nos cortes de frequência no processo digital de gravação. 90% das pessoas que se submeteram aos testes de diferenças entre o cd e o lp só notaram a diferença por conta do ruído do atrito da agulha do toca-discos nos sulcos do vinil. Não vou me alongar nesta questão técnica, uma pequena parte já tinha comentado num post anterior e a maioria das pessoas acaba se influenciando por este tipo de comentário que na maioria das vezes não tem fundamento seguro em termos científicos.
Então chegamos em outro ponto: a preferência pessoal que supera a apreciação da obra artística principal: a música. Muitos defensores do vinil alegam também que perdem o prazer de desfrutar da capa, do encarte, num típico sintoma da cultura material, do tamanho. A maioria dos projetos gráficos não exige um formato de 12 polegadas para apreciar os detalhes da capa. Existe a questão da limitação de duração das faixas que já tinha comentado sobre os horríveis fade-in e fade-out nos discos de John Coltrane e Pharoah Sanders.
Mas tudo isso é uma questão inútil, um enfado, pois as pessoas querem acreditar em suas próprias opiniões, mesmo que algum dia elas se arrependam de certas decisões tomadas de forma radical, como tatuar o nome de uma pessoa que se apostou num relacionamento duradouro, mas não durou mais que 3 meses. Ainda bem que a cirurgia estética à laser está aí, imagine se fosse vinil...

sexta-feira, junho 12, 2009

Oficina de bateria na Improvisação Livre com Antônio Panda Gianfratti (27 e 28/06/2009)

* foto acima: c/ Han Benninck no Zaal 100 em Amsterdan, 2009
OFICINA DE BATERIA NA IMPROVISAÇÃO LIVRE

Com o percussionista e baterista conhecido como panda, com ampla atuação no cenário da improvisação livre. A oficina é aberta não apenas a bateristas e percussionistas, mas a interessados nas possibilidades de interação com esses instrumentos.
Serão abordadas técnicas extendidas, transições timbrísticas, desenhos e rituais, fraseado ritmico e ligaduras (utilizadas no Free Jazz ), idéias de composição de sets, técnica de dois bumbos e interação com os outros instrumentos.

Dias 27 e 28 de junho (sábado e domingo), das 15h às 18h.

Investimento: R$50,00.
Carga horária: 6h.

Inscrições: mandar e-mail para ibrasotope@gmail.com com o assunto "inscrição oficina de bateria". O e-mail deve ter as seguintes informações: nome completo, contato e pequeno texto sobre o que motivou a fazer a oficina. Detalhes de pagamento serão informados.

Antônio Panda Gianfratti - Baterista e percussionista contemporâneo

01. The Silver Strings: Vencedor do primeiro concurso de Rock Instrumental Brasileiro, organizado pelo radialista Miguel Vaccaronetto, da radio Record.
02. The Beatnicks: Grupo oficial da Jovem Guarda, responsável pelo acompanhamento de Roberto Carlos, Wanderléia, Erasmo Carlos e outros artistas deste movimento.
03. Triferente: Trio de Jazz e Bossa Nova, queacompanhava em shows artistas como: Paulinho Nogueira, Vera Brasil, Jorge Ben, Taiguara, Simonal, Altemar Dutra, e outros.
* Curso de percussão afro-jazz pela University South Florida, na cidade de Tampa Bay – Flórida em 1969. Depois de concluir o curso viaja para New York, onde vive por um tempo estudando e tocando jazz com músicos americanos. Regressando ao Brasil, começa a atuar na noite musical, trabalhando com diversos cantores de renome tais como: Amelinha do Recife, Sargentelli, Roberto Luna e outros.
04. Jazz Acoustic: Projeto que se utiliza de formações de trios, quartetos e quintetos. Onde participam grandes músicos como: Samuel Khuri Jr, Arnaldo Haickel, Lani Gordon, Cleiber, Vinicius Dorin, Boccato, Felipe Lamoglia (cubano), Pepe Cisneros, Zohio, Itamar Colaço, Chico Pinheiro, Pichú, Victor Campbell e muitos outros.
05. Billy Hart: Projeto no qual participa em duas faixas de disco produzido nos EUA, grava a bateria no Brasil no estúdio A Máquina do Som. Primeira faixa: Ralph’s Piano Waltz by John Abercrombie (guitar), Rufus Reid (bass), Antonio Panda Gianfratti (drums). Segunda faixa Day & Night Theme based on Cole Porter song’s - Night and Day,
Bill Dobbins (piano), Ron McClure (bass), David Liebman (sax soprano), Louis Smith (flugelhorn), Antonio Panda Gianfratti (drums).
06. Em 2006 funda o Trio Kyodushin: Grupo que faz releitura atual de grandes musicas, mas utilizando cores timbristicas das mais variadas matizes, organicidade e tempos construidos de maneira improvisativa , quase sempre surpreendentes e tudo isso mantendo a essência e características da música , neste projeto tem prestados serviços ao Hotel Intercontinental de SP eventos especiais e musicalização de ambientes, como também para o Clube Paineiras do Morumby no qual foi eleito o melhor grupo instrumental de 2008 , e outros importantes clientes como Hospital Nove de Julho, Laboratórios Torrent do Brasil e Unifesp.
07. Improvisação Livre: A partir de 1999 resolve dedicar-se inteiramente à música improvisada, juntamente com seu parceiro, o jovem saxofonista Yedo Gibson. Gravou alguns CDs com músicos internacionais.
08. Fundou o grupo de Improvisação Livre ABAETETUBA em 2003 , com o qual vem se apresentando
dentro e fora do Brasil e inserindo este genero musical no cenário nacional e internacional.

CDs Produzidos

01. Liberdade – Duo Antonio Panda Gianfratti e Yedo Gibson – 2003;
02. Vulcano – Trio formado por: Stephan Bleier (doublé bass – Germany), Yedo Gibson (tenor e soprano sax) e Antonio Panda Gianfratti (drums) – 2004;
03. Contra Mão – Trio formado por: Ruben Ferrero (piano – Argentina), Yedo Gibson (tenor sax), Antonio Panda Gianfratti (drums) – 2004;
04. Antonio Panda Gianfratti – SOLO – Times, Timbres e Textures – 2004;
05. Abaetetuba vol.01 – Sexteto formado por: Renato Ferreira (bass e tenor sax), Rodrigo Montoya (soprano sax), Luiz Gabriel Gubeissi (bass), Fabio Bizarria (tenor, soprano sax e flauta), Yedo Gibson (tenor sax) e Antonio Panda Gianfratti (drums, vibraphone e pianica) – Lançamento do CD no “Teatro Garagem” juntamente com a apresentação da atriz Anette Naiman em junho/2005;
06. DUO Thomas Rohrer & Antonio Panda Gianfratti vol.01 – Thomas (rabeca e soprano sax) e Panda (small percussion e eletronics). Lançamento do CD e gravação de DVD no MIS (Museu da Imagem e do Som de SP) – 2005;
07. Abaetetuba vol.02 – Trio formado por: Antonio Panda Gianfratti (percussion, vibraphone, cymbalophone, berimbaphone e trumpet), Renato Ferreira (clarinets, bass e tenor sax), Rodrigo Montoya (soprano sax, trombolone). Lançamento do CD e gravação de DVD no MIS (Museu da Imagem e do Som de SP) – 2005;
08. DUO Thomas Rohrer & Antonio Panda Gianfratti vol.02 – Thomas (rabeca e sax soprano), Panda (percussion, cymbalophone, berimbaphone e recotronic) – 2006;
09. Abaetetuba vol.03 – Trio formado por: Antonio Panda Gianfratti (percussion, cymbalophone, berimbaphone, bells), Renato Ferreira (tenor saxofone, doublé bass), Rodrigo Montoya (violão e sax soprano). Participação especial na faixa 01 Thomas Rohrer (rabeca e sax soprano) Lançamento do CD no projeto “Sexta-Básica” na Casa das Rosas – 2006.
Weston, Mattos, Gianfratti, Gibson – Quarteto - Gravado em Welvyn Garden City (Inglaterra). Veryan Weston (piano), Marcio Mattos (double bass and eletronics), Antonio Panda Gianfratti (small percussion), Yedo Gibson (saxes and clarinets) – 2006;
10. Abaetetuba / Thomas Rohrer / Marcio Mattos Antonio Panda Gianfratti (percussão contemporânea), Renato Ferreira (saxofone tenor, clarinete e contrabaixo-acústico), Rodrigo Montoya (violão e shamisen), Luiz Gabriel Gubeissi (voz), Thomas Rohrer (sax soprano e rabeca), Marcio Mattos (violoncello). Out-2006. *Previsão de lançamento do CD no período de 2007 e 2008 no Brasil e em Londres.
11. DUO: Rohrer & Gianfratti, gravado no início de 2007. Thomas Rohrer - sax soprano e rabeca, Antonio Panda Gianfratti – percussão contemporânea e vibrafone.

Peças de percussão contemporânea criadas e desenvolvidas originalmente por Antonio Panda Gianfratti:
Cymbalophone, Berimbaphone, Bambuphone, Recotronic, Zyncophone, Panatronic, Cabacello.

quinta-feira, junho 11, 2009

A cultura automobilística no Brasil (estão ensinando bem a criançada...)

Muitas pessoas vão dizer que é radicalismo, mas se pararem para refletir sobre este assunto, talvez encontrem sentido para este ponto de vista. A imagem acima é de um filme de animação em 3D que esteve pelo circuito de cinema e até já foi veiculado na tv aberta. Muita gente gostou do filme, tem todos aqueles apelos para cativar as crianças e os adultos, para aprovarem o consumo pelos seus filhos. Mas existe aí uma mensagem inclusa que não é lá muito saudável: o gosto demasiado pelos carros. Não é de hoje que isso acontece, nem existia a animação 3D mas tinha um fusca que só faltava falar. Desenhos animados com corridas de carros e outros carros personagens que foram produzidos por uma cultura do automóvel. Não se pode afirmar categoricamente que estas produções foram encomendadas pela indústria automobilística, já para "educar" os futuros consumidores de seus produtos, mas esta suposição não seria absurdamente surreal. Eles já tinham este valor cultural no que era só um meio de transporte, as cidades giram em torno do culto aos automóveis, chegando ao ponto de existir uma cidade com o apelido de Cidade do Motor.
E os pais não deixam por menos ensinando estes valores aos filhos, valores machistas e consumistas que podem formar um adulto extremamente problemático no futuro. Como se não fosse o suficiente as armadilhas e lavagem cerebral do aparato das indústrias, com os mecanismos publicitários. O pai ensina o filho a gostar do carro como se fosse um ente querido, passando boa parte de uma manhã de fim de semana lavando e embelezando o carro, batizando até com um nome como se fosse um ser vivo. Incentiva a criança a gostar de assistir corridas de F1, stock car, ao invés de buscar outras atividades (isto também acontece com o futebol, que deixa de ser um simples esporte e se torna uma seita religiosa). Já ví pela tv pai e filho que vão a diversos lugares para admirar, tirar fotos de carros feitos pela Ferrari. Você acredita mesmo que esta admiração não causa nenhum dano? O sujeito vai passar a vida toda se conformando em olhar, tirar fotos, quando em especial vai no salão do automóvel e consegue sentar ao volante no stand de exposição e vai se conformar com isso? Pior é que vai, pois a esmagadora maioria das pessoas não possui pelo menos U$ 400.000,00 para comprar o brinquedinho. E isso gera uma frustração interior e um conformismo por não ter outra solução, já que não dá pra ficar milionário num piscar de olhos.

E a triste realidade para estas pessoas e também seus filhos, muitas vezes é se muito, possuírem um carro como o das fotos abaixo:

O mundo do consumo não tem misericórdia de ninguém, ou você tem ou não tem e ainda classifica você em uma escala de A à E, não importando quem você seja de fato. Um objeto que era para ser um benefício, para facilitar a vida de uma pessoa, acaba se tornando sua fonte de frustação e infelicidade e isso que não estou levando em conta que um veículo motorizado nas mãos erradas e despreparadas, pode se tornar tão eficiente quanto uma metralhadora AR-15 ou Kalashnikov 47.
Os mesmos que reclamam do trânsito em São Paulo, muitas vezes compram 3 carros para burlar o rodízio de veículos e incentivaram seus filhos a cultuarem os carros. E depois falam de sustentabilidade, qualidade de vida...
 
 
Studio Ghibli Brasil