Friday, May 24, 2013
Frank Wright, Frank Wollny, A.R. Penck – Concert In Ulm! (1990)
Salve, reverendo! Frank Wright também é um dos preferidos da casa, um dos grandes da música espiritual, mesmo ainda não sendo tão comentado como seus irmãos Coltrane e Ayler. E isso é mais um motivo para divulgar a sua arte, que merece reconhecimento e aqui no Brasil, é praticamente improvável que isso aconteça e tenhamos acesso. Concert In Ulm é um dos últimos registros de Frank Wright onde desenvolveu uma parceria com o artista plástico e baterista A.R. Penck que produziu e fez a arte deste disco. A gravação é uma peça improvisada sem título, subdividida em cinco partes, contando com o baixista Frank Wollny. Não há muito o que dizer sobre a música de Frank Wright, desta gravação, pois a sua música sempre falou por si mesma, é só conferir nos comentários deste post.
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Tuesday, May 21, 2013
Virada Cultural 2013 (ultimamente eu prefiro um virado à paulista...)
Como já era de se esperar, os resultados da Virada Cultural são debatidos entre a população paulistana. Duas opiniões distintas são a dos que acham tudo lindo e maravilhoso e a dos que acham um fiasco. Quem está certo? Na verdade, nenhum dos dois e isso não significada que ambas as correntes de pensamento tenham que aceitar isso, afinal, é apenas a minha opinião pessoal e quanto aos que estão abertos à reflexão, podem analisar o meu ponto de vista. Agora, quem não esta disposto a refletir sobre isso e não deseja abrir mão das duas correntes de pensamento (do maravilhoso e do fiasco), nem perca seu tempo lendo este texto, pois o tempo é precioso. Mas porquê digo que ambos os pensamentos estão errados? Bem, então vamos analisar rapidamente as questões.
A linha de pensamento do lindo e maravilhoso: Numa cidade tão pretensiosa que equivocadamente é comparada com metrópoles como New York, realmente está muito aquém de sua suposta equivalente Big Apple. É notória a falta de estrutura básica operacional desta cidade brasileira, que todos a esta altura sabem que cresceu desordenadamente e continua crescendo de qualquer jeito. Basta uma chuva forte de 10 minutos e São Paulo entra em curto circuito. Mas este país desenvolveu um mecanismo de aumentar sua auto-estima simplesmente jogando para debaixo do tapete todos os seus problemas sendo que grande parte não dá para deixar para uma futura ocasião. A música brasileira não conquistou o mundo e sim a norte-americana e a inglesa, sinto muito, rock é um estilo universal, coisa que o samba e a bossa estão longe de serem. Mas isto é apenas um detalhe para adentrar ao assunto. Não tem nada de lindo e maravilhoso um evento que não é mais do que a obrigação de uma cidade que se diz transpirar cultura e de um país que se diz celeiro de talento musical do mundo. E diga-se de passagem que esta obrigação de atividade de lazer civil é feita de modo bem a desejar e já deu o tempo de resolverem seus problemas latentes de cunho operacional. Eventos que convém à grupos específicos da sociedade paulistana, são feitos com mais esmero, como corridas de carros e afins. Então os setores dominantes que deixam se contaminar pelo jogo de interesses restritos (que infelizmente já foi incluído na argamassa da estrutura da nação) apenas jogam migalhas para os pombos disputarem nas beiras das calçadas. Seria em vão entrar na questão da tal da curadoria, pois só não vê quem não quer, ali também há favorecimento de interesses pessoais e parcialidade. Uma cidade de alto custo de vida te oferece um George Clinton e um James Chance e nego acha maravilhoso. Mas isso sai caro demais. Ah, a tal da violência que está chocando a população, principalmente a classe média... ora, ela sempre esteve presente desde a primeira Virada Cultural de São Paulo, só não viu porque não quis ou estava vacilando. E isso não tem haver com Racionais MC's, skinheads e a polícia. A própria população tem grande parcela de culpa nisso também, é muita demagogia colocar a culpa no Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo, da Guarda Civil Metropolitana, da Polícia Militar e Civil do Estado de São Paulo. São meros bodes expiatórios para uma população omissa de seus deveres civis, que acham que seus deveres são méritos. Já dizia o ditado popular que o povo tem o governo que merece, ainda mais porque o mecanismo é a eleição direta democrática.
A linha de pensamento do fiasco? Ora, se não tem Virada, e aí? Reclamação de que essa cidade, desse tamanho, não tem eventos culturais gratuitos ao público e isso e aquilo... A maioria dos que acham tudo um fiasco, não fazem nada para reverter o quadro negativo. Me lembro de uma cena do filme de Spike Lee, Do The Right Thing em que alguns homens que ficam bebendo num sofá na rua, reclamam de um asiático que está trabalhando, que está "roubando" os empregos deles.
A linha de pensamento do lindo e maravilhoso: Numa cidade tão pretensiosa que equivocadamente é comparada com metrópoles como New York, realmente está muito aquém de sua suposta equivalente Big Apple. É notória a falta de estrutura básica operacional desta cidade brasileira, que todos a esta altura sabem que cresceu desordenadamente e continua crescendo de qualquer jeito. Basta uma chuva forte de 10 minutos e São Paulo entra em curto circuito. Mas este país desenvolveu um mecanismo de aumentar sua auto-estima simplesmente jogando para debaixo do tapete todos os seus problemas sendo que grande parte não dá para deixar para uma futura ocasião. A música brasileira não conquistou o mundo e sim a norte-americana e a inglesa, sinto muito, rock é um estilo universal, coisa que o samba e a bossa estão longe de serem. Mas isto é apenas um detalhe para adentrar ao assunto. Não tem nada de lindo e maravilhoso um evento que não é mais do que a obrigação de uma cidade que se diz transpirar cultura e de um país que se diz celeiro de talento musical do mundo. E diga-se de passagem que esta obrigação de atividade de lazer civil é feita de modo bem a desejar e já deu o tempo de resolverem seus problemas latentes de cunho operacional. Eventos que convém à grupos específicos da sociedade paulistana, são feitos com mais esmero, como corridas de carros e afins. Então os setores dominantes que deixam se contaminar pelo jogo de interesses restritos (que infelizmente já foi incluído na argamassa da estrutura da nação) apenas jogam migalhas para os pombos disputarem nas beiras das calçadas. Seria em vão entrar na questão da tal da curadoria, pois só não vê quem não quer, ali também há favorecimento de interesses pessoais e parcialidade. Uma cidade de alto custo de vida te oferece um George Clinton e um James Chance e nego acha maravilhoso. Mas isso sai caro demais. Ah, a tal da violência que está chocando a população, principalmente a classe média... ora, ela sempre esteve presente desde a primeira Virada Cultural de São Paulo, só não viu porque não quis ou estava vacilando. E isso não tem haver com Racionais MC's, skinheads e a polícia. A própria população tem grande parcela de culpa nisso também, é muita demagogia colocar a culpa no Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura de São Paulo, da Guarda Civil Metropolitana, da Polícia Militar e Civil do Estado de São Paulo. São meros bodes expiatórios para uma população omissa de seus deveres civis, que acham que seus deveres são méritos. Já dizia o ditado popular que o povo tem o governo que merece, ainda mais porque o mecanismo é a eleição direta democrática.A linha de pensamento do fiasco? Ora, se não tem Virada, e aí? Reclamação de que essa cidade, desse tamanho, não tem eventos culturais gratuitos ao público e isso e aquilo... A maioria dos que acham tudo um fiasco, não fazem nada para reverter o quadro negativo. Me lembro de uma cena do filme de Spike Lee, Do The Right Thing em que alguns homens que ficam bebendo num sofá na rua, reclamam de um asiático que está trabalhando, que está "roubando" os empregos deles.
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Sunday, May 19, 2013
Arthur Doyle – Live In Japan Doing The Breakdown (1998)
Arthur Doyle é um dos preferidos aqui no blog e faço questão de divulgar seu trabalho sempre que possível. Um artista que merece reconhecimento pela sua criatividade e espero que não seja engessado num inútil pedestal de conversas vaidosas onde se despejam dados sobre nomes, discos como um semanário de 5ª categoria. Sim, escrevo isso por presenciar debates inúteis sobre este tipo de música e mesmo que eu esteja me repetindo sobre isso, ainda se faz necessário, sem a pretensão de "mudar o mundo", mas apenas expressar meus sentimentos sobre a música como arte, simplesmente arte. Arthur Doyle é um prato cheio para conversas inúteis de teor mórbido pelo fato de sua vida conter ingredientes para isso. Doyle passou situações difíceis em sua vida e muitas pessoas tem isso como um tempero que valoriza sua música e "lenda do free jazz". Como se a arte de alguém só tenha relevância se o indivíduo tiver sofrido algum agravo. Sim, infelizmente existe este tipo de conceito por aí. Mas pela natureza da vida em si, a música fala por ela mesma e Doyle deixou mais um registro de sua arte quando esteve no Japão no fim de 2011, se apresentando apenas com seu saxofone, piano e poesia em três locais: Modern Art Museum em Sendai, Barber Fuji em Tokio e Shuyukan. Nos comentários, acesso para apreciar a arte de Doyle.
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Friday, May 10, 2013
Feed Your Head – Realm Of The Gods E.P. (1988)
No universo da música há uma vastidão de bandas que tornam impossível conhecer todas e acabamos não tendo a oportunidade de prestigiar músicas que facilmente se tornariam parte de nossa trilha sonora ao longo da vida. Mesmo dentro de estilos específicos o número de bandas é incontável, os gostos pessoais são relativos, mas sempre é bom tentar adotar uma análise imparcial e sempre digerir um trabalho musical com calma, mesmo que este não agrade na primeira audição. Muitas bandas que não me agradaram nas primeiras audições hoje em dia frequentam o meu aparelho de som com muito prazer. Não foi o caso do Feed Your Head, pois eu gostei logo na primeira vez que ouvi. E como sempre penso e escrevo aqui, o weblog tem também a função de dedicar um espaço para divulgar a arte de grupos e artistas que passam desapercebidos neste imenso volume de dados e informação.
Não é a primeira vez que escrevo sobre o Feed Your Head, uma banda punk formada no ano de 1986 em Manchester, UK. Realm Of Gods e.p. antecede o lp Stargazer e a música do ep, "When The North Wind Blows", acabou fazendo parte do lp. Realm Of Gods possui as características de gravação da época, com sonoridade mais "crua", não havia tantos recursos para bandas independentes, não havia acesso a grandes estúdios e é claro, não havia tantos equipamentos digitais de gravação com preço tão acessível ao consumidor comum como há hoje em dia devido a revolução digital. Este foi o primeiro título do selo independente Crucial Climate, criado pela própria banda. Se gostou do que ouviu no link acima, nos comentários pode conhecer mais sobre o Feed Your Head ou relembrar essa época, um momento especial do cenário hardcore punk dos anos 80. Quando digo sobre os anos 80, não quero dizer como hoje em dia se fala desta década, como um fetiche, algo estranho que misteriosamente torna "cool" coisas que eram e ainda são de qualidade duvidosa. Não, o Feed Your Head independente de gostos pessoais é uma banda autêntica e criativa e suas canções não se tornaram um objeto empoeirado na prateleira de um brechó com cheiro de mofo, não mesmo.
Não é a primeira vez que escrevo sobre o Feed Your Head, uma banda punk formada no ano de 1986 em Manchester, UK. Realm Of Gods e.p. antecede o lp Stargazer e a música do ep, "When The North Wind Blows", acabou fazendo parte do lp. Realm Of Gods possui as características de gravação da época, com sonoridade mais "crua", não havia tantos recursos para bandas independentes, não havia acesso a grandes estúdios e é claro, não havia tantos equipamentos digitais de gravação com preço tão acessível ao consumidor comum como há hoje em dia devido a revolução digital. Este foi o primeiro título do selo independente Crucial Climate, criado pela própria banda. Se gostou do que ouviu no link acima, nos comentários pode conhecer mais sobre o Feed Your Head ou relembrar essa época, um momento especial do cenário hardcore punk dos anos 80. Quando digo sobre os anos 80, não quero dizer como hoje em dia se fala desta década, como um fetiche, algo estranho que misteriosamente torna "cool" coisas que eram e ainda são de qualidade duvidosa. Não, o Feed Your Head independente de gostos pessoais é uma banda autêntica e criativa e suas canções não se tornaram um objeto empoeirado na prateleira de um brechó com cheiro de mofo, não mesmo.
Tuesday, April 30, 2013
Funk Carioca e Música de Vanguarda, na verdade, ambos podem ir para o lixo...
Me lembro ainda no final dos anos 90 quando o pai de um amigo afirmou que o gênero musical conhecido como Funk Carioca estava fadado a extinção. Bem, estamos caminhando para mais de uma década que este tipo de música não só sobreviveu, mas proliferou como uma epidemia. Talvez por não ter uma visão imparcial e mais discernimento, não pude fazer uma projeção óbvia de que certos estilos musicais mais cedo ou mais tarde ganhariam espaço no mercado de consumo em massa. No começo dos anos 80, era difícil imaginar que o Rap seria trilha para comerciais de produtos na tv. Mesmo quando um dos elementos do Hiphop ganhou uma certa notoriedade na mídia, sim, o Breakdance, que foi usado como vinheta de abertura de uma novela, assim como filmes, o Rap em sí demorou cerca de 10 anos para ser aceito pelo público em geral. E o que dizer do Hardcore? O derivado mais radical do Punk Rock nunca teve acesso à grande massa, grande parte dos anos 90 foi restrito aos nichos culturais. Quem imaginaria que o Hardcore se tornaria vinheta de uma novela voltada ao público adolescente?
Hoje em dia há muita discussão à respeito do Funk Carioca, uma parte abomina completamente, alegando que é anti-música e outros defendem como espontânea e criativa arte popular. Afinal, quem está certo? Na verdade, os dois. Eu fiz um grande esforço em não entrar em discussões à respeito do Funk Carioca e vou continuar me mantendo longe disso, apenas vou expor a minha estrita e particular opinião sobre isso e realmente não vou dar prosseguimento neste assunto. E isso também serve para a música de vanguarda, experimental, improvisação, free jazz e outros blá, blá, blás.
Hoje em dia há até teses sobre esse fenômeno cultural, pessoas que tentam legitimar o Funk Carioca como uma arte extremamente criativa e legítima, que pode ser equiparado aos gêneros consagrados no universo da música. Creio que a esta altura, a maioria que defende o Funk Carioca de forma "acadêmica", sabe de suas origens no dialeto do Rap Norte Americano da Costa Leste, o Miami Bass, sua fusão com elementos musicais brasileiros, etc e etc. A corrente que abomina o estilo alega a pobreza musical, como as montagens com samplers repetitivos e colagens grosseiras, além do despreparo lírico, poético dos MC's. Claro que o MC não precisa ser um cantor de ópera, mas pelo menos que ele pronuncie legivelmente. Se bem que a maioria das letras é de conteúdo descartável. Então entra a questão de preferência pessoal e o início das vãs discussões.
No campo da música de vanguarda e suas ramificações, há duas vertentes equivocadas bem claras: Os que defendem como arte refinada e outros que acham que também não é música, está mais para trilha sonora de filme esquizofrênico. Os que tem como a música de vanguarda como algo superior, realmente deveriam rever seus conceitos sobre humildade, pois este tipo de música não transforma ninguém em um ser humano melhor, é apenas música. A parte da crítica negativista em relação a este tipo de música, está tão condicionada à um formato de música como produto, que não tem paciência e sensibilidade para ouvir e estar aberto a novas experiências sensoriais na arte. Estes que se contentem com o que o grande mercado de consumo oferece, seja em coleções de banca de jornal, seja em megastores.
Enfim, são questões inúteis e perda de tempo, cada um que faça uso de sua liberdade para consumir o que bem entender.
*ps.: Ultimamente houve uma discussão sobre a arbitrariedade da Justiça Brasileira em proibir os bailes funk nas ruas, postos de gasolina e praças da cidade de São Paulo. Muita gente se manifestou contra a decisão alegando uma ditadura, pré-conceito, coisa de "direita", de gente "quadrada", "careta". Uma boa parte das pessoas que se manifestou contra essa proibição, realmente já esteve em um baile funk de rua? Já viram a merda que acontece sempre nestes eventos? Se começar a ter baile funk na frente da casa do pessoal que protestou contra a proibição, eles ainda vão apoiar? Imagina a mãe, avó ou filhos desse pessoal às 03:00h da madrugada em suas casas e o baile bombando.
Hoje em dia há muita discussão à respeito do Funk Carioca, uma parte abomina completamente, alegando que é anti-música e outros defendem como espontânea e criativa arte popular. Afinal, quem está certo? Na verdade, os dois. Eu fiz um grande esforço em não entrar em discussões à respeito do Funk Carioca e vou continuar me mantendo longe disso, apenas vou expor a minha estrita e particular opinião sobre isso e realmente não vou dar prosseguimento neste assunto. E isso também serve para a música de vanguarda, experimental, improvisação, free jazz e outros blá, blá, blás.
Hoje em dia há até teses sobre esse fenômeno cultural, pessoas que tentam legitimar o Funk Carioca como uma arte extremamente criativa e legítima, que pode ser equiparado aos gêneros consagrados no universo da música. Creio que a esta altura, a maioria que defende o Funk Carioca de forma "acadêmica", sabe de suas origens no dialeto do Rap Norte Americano da Costa Leste, o Miami Bass, sua fusão com elementos musicais brasileiros, etc e etc. A corrente que abomina o estilo alega a pobreza musical, como as montagens com samplers repetitivos e colagens grosseiras, além do despreparo lírico, poético dos MC's. Claro que o MC não precisa ser um cantor de ópera, mas pelo menos que ele pronuncie legivelmente. Se bem que a maioria das letras é de conteúdo descartável. Então entra a questão de preferência pessoal e o início das vãs discussões.
No campo da música de vanguarda e suas ramificações, há duas vertentes equivocadas bem claras: Os que defendem como arte refinada e outros que acham que também não é música, está mais para trilha sonora de filme esquizofrênico. Os que tem como a música de vanguarda como algo superior, realmente deveriam rever seus conceitos sobre humildade, pois este tipo de música não transforma ninguém em um ser humano melhor, é apenas música. A parte da crítica negativista em relação a este tipo de música, está tão condicionada à um formato de música como produto, que não tem paciência e sensibilidade para ouvir e estar aberto a novas experiências sensoriais na arte. Estes que se contentem com o que o grande mercado de consumo oferece, seja em coleções de banca de jornal, seja em megastores.
Enfim, são questões inúteis e perda de tempo, cada um que faça uso de sua liberdade para consumir o que bem entender.
*ps.: Ultimamente houve uma discussão sobre a arbitrariedade da Justiça Brasileira em proibir os bailes funk nas ruas, postos de gasolina e praças da cidade de São Paulo. Muita gente se manifestou contra a decisão alegando uma ditadura, pré-conceito, coisa de "direita", de gente "quadrada", "careta". Uma boa parte das pessoas que se manifestou contra essa proibição, realmente já esteve em um baile funk de rua? Já viram a merda que acontece sempre nestes eventos? Se começar a ter baile funk na frente da casa do pessoal que protestou contra a proibição, eles ainda vão apoiar? Imagina a mãe, avó ou filhos desse pessoal às 03:00h da madrugada em suas casas e o baile bombando.
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Monday, April 22, 2013
Blue Humans – Live In London 1994
Blue Humans é o grupo do músico, compositor e escritor Rudolph Grey, que além de guitarrista notório do cenário no wave e free jazz de New York, também escreveu o livro Nightmare Of Ecstasy (1992), uma biografia do diretor de cinema Ed Wood. Blue Humans já teve a participação de músicos como Arthur Doyle e Beaver Harris em suas diversas configurações e neste registro ao vivo de 1994, Grey optou por um trio formado por dois bateristas, Tom Surgal, percussionista de New York, que já gravou com Thurston Moore e é membro do grupo de música experimental White Out e Charles Gayle (?!). Pois é, foi uma grande surpresa e até pensei em algum erro de dados, pois nunca tive contato com algum registro do lendário saxofonista empunhando um par de baquetas além do saxofone e piano. Não que isso seja unanimidade, pois o saxofonista John Gilmore, que foi membro da orquestra de Sun Ra por décadas, também foi percussionista. Foram registrados dois momentos, dia 28/07 no The Garage e 29/04 na loja de discos Rough Trade. Em Live In London Grey aparentemente preferiu colocar a bateria em evidência com um peso brutal. Nos comentários do post.
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Monday, April 15, 2013
Será Que É Isso o Que Eu Necessito?! (Calma que eu explico...)
Me lembro quando o Titãs lançou o album Titanomaquia em 1993. Eu e meus amigos xingamos até cansar, alegando o oportunismo da ondinha grunge em SP. O disco foi produzido por Jack Endino, o lendário artesão do "som de Seattle". Depois de praticamente 20 anos, Jack Endino fala como ele acha patético os brasileiros insistirem em cantar em inglês, que segundo ele, é muito mau pronunciado e não entendia porquê os brazucas não aproveitavam a riqueza da sonoridade da língua portuguesa versão brasileira para fazerem rock. Enquanto escrevi este texto, escutei o Titanomaquia na integra pela primeira vez, pois na época só tinha visto videos como este que aqui está. E não é que o disco é bom? Não, não bati a cabeça na parede, só aprendi a identificar qualidade independente dos meus gostos pessoais. Na verdade, ele de certa forma é uma continuação do Cabeça Dinossauro ou Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas. Mas na verdade não quero falar do Titãs, apenas usei o título da música para ilustrar o assunto que quero tratar agora. (se bem que algumas partes da letra da música de certa forma, podem fazer parte do contexto, fora as palavras obscenas).
Não é a primeira vez que falo sobre a inutilidade de debates sobre arte, teorias e academicismo. É muito difícil alguém escapar dessa armadilha e mais de 90% acaba caindo nela. Essas discussões tem sido cabide de emprego como o funcionarismo público no seu mau sentido entre outras inutilidades. Sem discernimento, uma enfadonha conversa sobre música pode se tornar uma epifania para os mais desavisados e leigos.
Pense comigo, sinceramente, você acha que o Ornette Coleman ficou divagando teorias para executar a sua gravação de Free Jazz double quartet? Jean-Michel Basquiat precisou fazer mestrado em artes?
Não sou contra a existência de livros teóricos sobre música, artes em geral, mas esses livros definitivamente não vão revelar os segredos do universo. Nenhum livro ou instituição educacional, palestra ou o que for, vai tornar alguém um artista, acho que todo mundo sabe disso.
Quando o artista começa a se explicar sobre a sua arte, as coisas tendem a caminhar para algo errado. A arte sempre falou por si mesma, a não ser que ela não tenha realmente o que dizer. Quanto aos outros, bem, quero dizer os críticos e afins, eles tem a liberdade legítima de falarem e acharem o que lhes faz sentido. Quem quiser que compre o bolinho de ovo que sobrou no bar antes de fechar.
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Monday, March 25, 2013
Frank Wright - Live At Moers 81
Este registro do quinteto de Frank Wright na décima edição do Moers Festival realizado na Alemanha conta com cerca de uma hora e meia aproximadamente, onde Wright e seus companheiros improvisam em três peças, de forma intensa, sendo que a última, destaque para o pianista Bobby Few. Também há o diferencial da presença de Arthur Jones, que infelizmente teve uma carreira extremamente curta, na qual gravou apenas dois albums sob seu nome. Jones esteve presente nas gravações de Your Prayer, de Frank Wright. Mas felizmente temos este registro não oficial captado diretamente dos microfones do palco do Moers, onde podemos apreciar este maravilhoso encontro. Pessoalmente, sempre tenho um prazer a mais quando o baterista Muhammad Ali se faz presente. Como de costume, nos comentários do post.
Thursday, March 07, 2013
Hans Dulfer - El Saxofón feat. Frank Wright (1971)
Hans Dulfer é um saxofonista que nasceu em Amsterdam em 28/05/1940 e ficou conhecido pelo nome de "Big Boy", que é o título de um de seus discos. Nos anos 60 formou um quarteto de jazz funk, com o músico Herbert Noord no orgão Hammond. Posteriormente trabalhou com o cenário punk e é um músico conhecido no Japão, tanto que sua música teve certa influência no filme de animação Mindgame, de Masaaki Yuasa.
El Saxofóm conta com o quarteto de Dulfer composto por Jan Jacobs no baixo (apenas faixas 1 e 2), Steve Boston nas congas e timbales e Groentjie nas congas, timbales, vocais e narração.
Nas outras duas músicas (faixas 3 e 4), participam Frank Wright no tenor saxophone, sinos e vocals, Bobby Few no piano e percussion, Muhammad Ali na bateria, Jerome Hunter no baixo elétrico e John Schuursma na guitarra. Interessante é o comentário sobre este disco:
"Don't be fooled by the sleeve photo of Dulfer in flappers and daft hat - the music inside is hard as nails.
"El Saxofon" comes on like the bastard son of Sonny's "Jungoso" force fed a diet of speed and steroids and injected with the spirit of Sabu ....a monstrous banger of an album moving from cruiser weight Afro Cuban work outs to freeform blowing with Frank Wright joining Dulfer on tenor and bicycle bell (!).
So hang on to your hat it's gonna be a bumpy ride!"
for Catfish Netherlands from 1971.
Nos comentários saberá um pouco mais o que Frank Wright andou fazendo em Amsterdam no começo dos anos 70...
El Saxofóm conta com o quarteto de Dulfer composto por Jan Jacobs no baixo (apenas faixas 1 e 2), Steve Boston nas congas e timbales e Groentjie nas congas, timbales, vocais e narração.
Nas outras duas músicas (faixas 3 e 4), participam Frank Wright no tenor saxophone, sinos e vocals, Bobby Few no piano e percussion, Muhammad Ali na bateria, Jerome Hunter no baixo elétrico e John Schuursma na guitarra. Interessante é o comentário sobre este disco:
"Don't be fooled by the sleeve photo of Dulfer in flappers and daft hat - the music inside is hard as nails.
"El Saxofon" comes on like the bastard son of Sonny's "Jungoso" force fed a diet of speed and steroids and injected with the spirit of Sabu ....a monstrous banger of an album moving from cruiser weight Afro Cuban work outs to freeform blowing with Frank Wright joining Dulfer on tenor and bicycle bell (!).
So hang on to your hat it's gonna be a bumpy ride!"
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Tuesday, March 05, 2013
Arthur Doyle – Live At The Dorsch Gallery (2002)
Registro solo de Arthur Doyle na The Dorsch Gallery em Miami, Florida. São cerca de 35 minutos aproximadamente, dividido em seis peças onde Doyle faz uso do saxofone tenor, flauta e voz.
Editado de forma independente sem informações mais detalhadas sobre a gravação que ocorreu no dia 08/11/2000 ao vivo. A arte de Arthur Doyle que foi exposta na galeria Dorsch se encontra nos comentários deste post.
Editado de forma independente sem informações mais detalhadas sobre a gravação que ocorreu no dia 08/11/2000 ao vivo. A arte de Arthur Doyle que foi exposta na galeria Dorsch se encontra nos comentários deste post.
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Thursday, February 28, 2013
Friday, February 22, 2013
Arthur Doyle Electro-Acoustic Ensemble – National Conspiracy (2004)
O Electro-Acoustic Ensemble é mais um projeto de Arthur Doyle e National Conspiracy é um registro de performances de 2004 no Tonic e Fun Fest no North Six, ambos localizados no Brooklyn, N.Y. São duas peças improvisadas que são executadas ao vivo com o uso de material pré gravado. Faz parte do processo de Doyle o uso de gravador em suas composições, seja nos seus trabalhos solo como em conjuntos.
Não há informações sobre os membros presentes do EAE nesta gravação, pois o grupo varia entre quarteto e sexteto, sendo que alguns integrantes se revezam. Os mais constantes nos registros do EAE são Ed Wilcox na percussão, Leslie Q no baixo e guitarra, Vinnie Paternostro nos sintetizadores e eletrônicos e Tim Poland nos teclados. National Conspiracy foi editado em CD-R em edição limitada de 80 cópias com a capa pintada à mão e silk-sreen.
Esta é uma realidade para muitos músicos que acreditam e fazem a música de forma livre, criativa, com personalidade, de forma independente da indústria fonográfica. A conspiração está nos comentários do post.
Não há informações sobre os membros presentes do EAE nesta gravação, pois o grupo varia entre quarteto e sexteto, sendo que alguns integrantes se revezam. Os mais constantes nos registros do EAE são Ed Wilcox na percussão, Leslie Q no baixo e guitarra, Vinnie Paternostro nos sintetizadores e eletrônicos e Tim Poland nos teclados. National Conspiracy foi editado em CD-R em edição limitada de 80 cópias com a capa pintada à mão e silk-sreen.
Esta é uma realidade para muitos músicos que acreditam e fazem a música de forma livre, criativa, com personalidade, de forma independente da indústria fonográfica. A conspiração está nos comentários do post.
Wednesday, February 06, 2013
Zbigniew Seifert, John Coltrane e o violino no jazz
Até hoje existe a idealização limitada sobre instrumentos musicais no estilo musical chamado de jazz. Até o popular saxofone soprano era aceito com dificuldade nos anos 50. Mas independente das opiniões de crítica especializada e público, os músicos não se preocupavam com essas bobagens e apenas enxergam outros instrumentos como ferramentas para seu trabalho. O reflexo deste pré-conceito é refletido no baixo contingente de músicos que usam instrumentos diferentes dos saxofones, trompetes, trombones, guitarras, piano, bateria, etc. O violino é uma dessas ferramentas pouco usadas no dito jazz até hoje. Sim, existem alguns músicos extremamente criativos que fizeram uso do violino no jazz e da música criativa, como Leroy Jenkins, Billy Bang entre os que se enquadram no free jazz, assim como o próprio Ornette Coleman. Talvez o violino seja mais lembrado pelo nome de Jean Luc Ponty e suas participações com o compositor Frank Zappa, ou talvez Didier Lockwood. Mas existiu um artísta que pode ser considerado um pioneiro do violino no jazz:
Zbigniew Seifert nasceu no dia 06/06/1946 em Kraków, Polônia e iniciou sua carreira no saxofone alto, muito influenciado por John Coltrane. Zbigniew fez parte ativa do cenário polonês do jazz, partcipou do grupo de Tomasz Stanko, trompetista e improvisador. Também tocou com Albert Mangelsdorf, Palle Danielsson, Joachin Kuhm, Charlie Mariano, Billy Hart, etc. Seifert segundo suas próprias palavras, tocava o violino, como se estivesse tocando um saxofone sob grande influência de John Coltrane e não tocando seu instrumento de forma usual.
Man Of The Light foi o primeiro disco sob seu nome e contou com o baterista Billy Hart e o contra-baixista Cecil McBee. Segundo Zbigniew, foi o disco em que desejou colocar todos os seus sonhos e desejos. Como sempre, segue nos comentários, o acesso ao homem da luz.
ps.: Para meu amigo Vagner Pitta e Wozzeck! Mag
Zbigniew Seifert nasceu no dia 06/06/1946 em Kraków, Polônia e iniciou sua carreira no saxofone alto, muito influenciado por John Coltrane. Zbigniew fez parte ativa do cenário polonês do jazz, partcipou do grupo de Tomasz Stanko, trompetista e improvisador. Também tocou com Albert Mangelsdorf, Palle Danielsson, Joachin Kuhm, Charlie Mariano, Billy Hart, etc. Seifert segundo suas próprias palavras, tocava o violino, como se estivesse tocando um saxofone sob grande influência de John Coltrane e não tocando seu instrumento de forma usual.Man Of The Light foi o primeiro disco sob seu nome e contou com o baterista Billy Hart e o contra-baixista Cecil McBee. Segundo Zbigniew, foi o disco em que desejou colocar todos os seus sonhos e desejos. Como sempre, segue nos comentários, o acesso ao homem da luz.
ps.: Para meu amigo Vagner Pitta e Wozzeck! Mag
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Zbigniew Seifert
Thursday, January 31, 2013
Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra – Bushman Yoga (2007)
Ano novo, vida nova, nova hospedagem e assim segue a esperança de continuar a divulgar arte em forma de música sem obstruções corporativas.
Arthur Doyle é um dos prediletos da casa com sua arte única e está entre os sobreviventes da luta pela música criativa e livre de classificações e normas convencionais. Sua trajetória de vida passa por momentos difíceis, como seu injusto encarceramento, que nas entrelinhas se encontra o racismo. Hank Mobley passou por situação semelhante, gerou frutos: o album Slice Of The Top. Doyle compôs The Songwriter e centenas de composições quando esteve até privado de tocar seu saxofone.
Doyle não se limitou ao rótulo free jazz e transitou no solo fértil do manifesto artístico chamado de No Wave e fez parceria com o músico Rudolph Grey no grupo The Blue Humans. Apesar do nome Arthur Doyle até hoje ser de certa forma desprezado pela mídia musical, segue no árduo trabalho de fazer música e um de seus projetos, foi o Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra. Free Jazz Soul não quer dizer que você irá deparar com um free jazz e o groove da soul music. Estas três palavras são empregadas por Doyle de maneira fundamental, não como denominações estilísticas musicais. São cerca de 72 minutos divididos em 12 peças improvisadas numa jornada sonora onde são exploradas de maneira única, sopros, vozes, sons eletrônicos e percussivos. Quem conseguiu a tempo compartilhar dos dois compactos de Doyle que postei aqui (antes de ter minha conta do MediaFire suspensa), pode esperar o mesmo alto nível da arte de Doyle. Segue nos comentários do post o acesso ao Bushman Yoga.
Enfim, quem aprecia a arte de Arthur Doyle e tiver condições financeiras e amor à música, pode contribuir com Doyle comprando seus discos que estão disponíveis nos catálogos das gravadoras, lembrando que Doyle é um legítimo músico underground e outsider, logo, a venda de um simples CD sob seu nome, é uma contribuição em tanto!
Arthur Doyle é um dos prediletos da casa com sua arte única e está entre os sobreviventes da luta pela música criativa e livre de classificações e normas convencionais. Sua trajetória de vida passa por momentos difíceis, como seu injusto encarceramento, que nas entrelinhas se encontra o racismo. Hank Mobley passou por situação semelhante, gerou frutos: o album Slice Of The Top. Doyle compôs The Songwriter e centenas de composições quando esteve até privado de tocar seu saxofone.
Doyle não se limitou ao rótulo free jazz e transitou no solo fértil do manifesto artístico chamado de No Wave e fez parceria com o músico Rudolph Grey no grupo The Blue Humans. Apesar do nome Arthur Doyle até hoje ser de certa forma desprezado pela mídia musical, segue no árduo trabalho de fazer música e um de seus projetos, foi o Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra. Free Jazz Soul não quer dizer que você irá deparar com um free jazz e o groove da soul music. Estas três palavras são empregadas por Doyle de maneira fundamental, não como denominações estilísticas musicais. São cerca de 72 minutos divididos em 12 peças improvisadas numa jornada sonora onde são exploradas de maneira única, sopros, vozes, sons eletrônicos e percussivos. Quem conseguiu a tempo compartilhar dos dois compactos de Doyle que postei aqui (antes de ter minha conta do MediaFire suspensa), pode esperar o mesmo alto nível da arte de Doyle. Segue nos comentários do post o acesso ao Bushman Yoga.
Enfim, quem aprecia a arte de Arthur Doyle e tiver condições financeiras e amor à música, pode contribuir com Doyle comprando seus discos que estão disponíveis nos catálogos das gravadoras, lembrando que Doyle é um legítimo músico underground e outsider, logo, a venda de um simples CD sob seu nome, é uma contribuição em tanto!
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Monday, January 28, 2013
Piranha - Big Fucking Teeth demo tape (1988)
"É um peixe voraz, de São Francisco, não, não, perdão, Amazonas..."*
Na verdade a banda de thrash metal se formou em Berkeley, California em 1987 por Paul Baloff, que foi vocalista de uma das mais importantes e influentes bandas dos anos 80. Gravou apenas um disco em estúdio, o Bonded By Blood, gravado em Julho de 1984 e lançado em 25/04/1985 pela Torrid/Combat Records. O guitarrista Kirk Hammett (Metallica) que fez parte do Exodus, teve participação na composição de algumas músicas do primeiro album do Exodus que anteriormente teria o título de A Lesson In Violence. Paul Baloff era conhecido por ter problemas de alcoolismo que foi obstáculo para estar à frente de uma banda que estava em evidência, pois Bonded By Blood se tornou um clássico instantâneo. Então ele entrou em desacordo com seus colegas de banda e deixou o Exodus e logo em 1987 formou o grupo Piranha, composto por Ron Shipes: guitarrra, Al Voltage: guitarra, Erick Wong: baixo e Fred Cotton: bateria. O Piranha gravou apenas duas demo tapes com Paul Baloff que ainda em 1988 se tornou vocalista da banda Heathen. Baloff retornou ao Exodus e esteve na banda em 1993, entre 1997-98 e finalmente entre 2001-02, quando faleceu no dia 02/02/2002. Ainda em 1997 lançou um disco ao vivo com o Exodus, o Another Lesson In Violence, gravado em um show do dia 08/03/1997 no Trocadero em San Francisco,CA, uma casa de shows que foi inaugurada em 1892.
Me lembro quando ouvi o Exodus pela primeira vez, em 1986 na Woodstock Discos, centro de São Paulo. Foi um grande impacto imediato, assim como a introdução da música de abertura, Bonded By Blood que começa com o som de um avião à jato. Pedi pro Walcyr (proprietário da loja), me gravar uma fita k-7 do lp importado, que seria lançado no Brasil ainda no mesmo ano pelo selo Cogumelo Records, que começou como uma loja de discos em Belo Horizonte, MG, assim como a Woodstock Discos se tornou um selo. O Exodus foi tão importante para mim, que se tornou grande influência pessoal quando me juntei com amigos de infância para montar uma banda de thrash metal, o Megaforce, que inclusive o logotipo foi inspirado no do Exodus e o nome da banda, na gravadora do Metallica, pois nossas bandas preferidas da época eram Slayer, Metallica e Exodus.
Bem, talvez para a maioria dos que acompanham o Sonorica seja um tanto quanto estranho eu abordar este estilo de música, mas para mim, o Exodus me emociona tanto quanto o Art Ensemble Of Chicago ou New Order. Se deixarmos de lado todos os supérfluos e todos os conceitos, fica a essência da música, o sentimento, e então, um universo sem fronteiras se abre. Nos comentários o acesso para este pequeno registro de Paul Baloff.
*Uma citação de uma canção de Alypyo Martins
Na verdade a banda de thrash metal se formou em Berkeley, California em 1987 por Paul Baloff, que foi vocalista de uma das mais importantes e influentes bandas dos anos 80. Gravou apenas um disco em estúdio, o Bonded By Blood, gravado em Julho de 1984 e lançado em 25/04/1985 pela Torrid/Combat Records. O guitarrista Kirk Hammett (Metallica) que fez parte do Exodus, teve participação na composição de algumas músicas do primeiro album do Exodus que anteriormente teria o título de A Lesson In Violence. Paul Baloff era conhecido por ter problemas de alcoolismo que foi obstáculo para estar à frente de uma banda que estava em evidência, pois Bonded By Blood se tornou um clássico instantâneo. Então ele entrou em desacordo com seus colegas de banda e deixou o Exodus e logo em 1987 formou o grupo Piranha, composto por Ron Shipes: guitarrra, Al Voltage: guitarra, Erick Wong: baixo e Fred Cotton: bateria. O Piranha gravou apenas duas demo tapes com Paul Baloff que ainda em 1988 se tornou vocalista da banda Heathen. Baloff retornou ao Exodus e esteve na banda em 1993, entre 1997-98 e finalmente entre 2001-02, quando faleceu no dia 02/02/2002. Ainda em 1997 lançou um disco ao vivo com o Exodus, o Another Lesson In Violence, gravado em um show do dia 08/03/1997 no Trocadero em San Francisco,CA, uma casa de shows que foi inaugurada em 1892.
Me lembro quando ouvi o Exodus pela primeira vez, em 1986 na Woodstock Discos, centro de São Paulo. Foi um grande impacto imediato, assim como a introdução da música de abertura, Bonded By Blood que começa com o som de um avião à jato. Pedi pro Walcyr (proprietário da loja), me gravar uma fita k-7 do lp importado, que seria lançado no Brasil ainda no mesmo ano pelo selo Cogumelo Records, que começou como uma loja de discos em Belo Horizonte, MG, assim como a Woodstock Discos se tornou um selo. O Exodus foi tão importante para mim, que se tornou grande influência pessoal quando me juntei com amigos de infância para montar uma banda de thrash metal, o Megaforce, que inclusive o logotipo foi inspirado no do Exodus e o nome da banda, na gravadora do Metallica, pois nossas bandas preferidas da época eram Slayer, Metallica e Exodus.
Bem, talvez para a maioria dos que acompanham o Sonorica seja um tanto quanto estranho eu abordar este estilo de música, mas para mim, o Exodus me emociona tanto quanto o Art Ensemble Of Chicago ou New Order. Se deixarmos de lado todos os supérfluos e todos os conceitos, fica a essência da música, o sentimento, e então, um universo sem fronteiras se abre. Nos comentários o acesso para este pequeno registro de Paul Baloff.
*Uma citação de uma canção de Alypyo Martins
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Wednesday, January 23, 2013
Linha 702U-21, um conto urbano.
No final da manhã do dia 22 de Janeiro de 2013, me encontrava na região do Parque Dom Pedro II, centro de São Paulo. Conhecida como zona cerealista, onde se encontram alimentos vendidos em grande quantidade e preços mais justos, lá estava eu com 2 kilos de cereal matinal que comprara para meu pai. Sob o viaduto em frente ao Museu Catavento, instalado no Palácio das Indústrias e antiga sede da prefeitura, se encontra uma parada de ônibus, onde passa o 702U-21(Pinheiros/Pq. Dom Pedro II). Esta linha tem uma peculiaridade, pois seu itinerário de volta ao ponto inicial em Pinheiros, passa pela rua Arthur de Azevedo, uma das principais do bairro, mas que não possui um tráfego intenso de ônibus. Se não me engano, só duas linhas passam nesta rua que possui 5 paradas. É um ônibus que sempre causa "problemas" aos usuários, mas por culpa deles mesmos. Sempre que faço uso desta linha encontro passageiros que ignoram o itinerário que está exposto no para-brisa dianteiro e ao lado da porta de embarque, que indicam o trajeto pela Arthur de Azevedo e também não perguntam aos funcionários do ônibus, qual é o trajeto.
Quando ainda me encontrava na avenida Senador Queiroz, embarcaram mãe e filho, a mãe era descendente de japoneses e o filho deveria ter menos de 10 anos de idade. O menino era alegre e se maravilhou com o veículo de piso rebaixado na parte dianteira, pois nunca tinha embarcado neste tipo de veículo e disse para a mãe que queria viajar de novo. Sua mãe e alguns passageiros (inclusive eu), acharam engraçado a empolgação do menino com uma coisa tão simples. A pureza de uma criança.
Havia uma senhora nordestina vestida com elegância que desejava ir à avenida Angélica, que é paralela à avenida Consolação, parte do trajeto do 702U-21. Por falta de atenção, ela não desembarcou na parada desejada, no corredor de ônibus em frente ao cemitério da Consolação. Então ela quase entrou em pânico, já buscando culpar alguém e vários passageiros tentaram lhe confortar informando que ainda havia uma parada no final da avenida Paulista, que lhe deixaria em frente da avenida Angélica. Mas a senhora relutava em aceitar a recomendação coletiva e também não compreendia a informação, pois não estava disposta a tal, queria de qualquer maneira fazer a sua vontade. Disse várias vezes que era para descer no ponto do cemitério, e eis que o menino perguntou: "Quem morreu?". A senhora já muito nervosa disse: "Eu nunca mais pego essa peste!", se referindo ao 702U-21. Então ela desceu na parada da avenida Paulista e muitos passageiros disseram para ela descer ali mesmo, pois a avenida Angélica estava quase a sua frente. Ela desembarcou contrariada mas não seguiu a recomendação dos passageiros e seguiu em direção contrária.
A peculiaridade do 702U-21, é justamente sua trajetória pela rua Arthur de Azevedo pelo bairro de Pinheiros, e não pela rua Cardeal Arcoverde, via principal dos ônibus na região. O 702U-21 percorre apenas por duas das oito paradas desta rua. Quando o 702U-21 passa pelas duas paradas, faz uma conversão para a rua Henrique Schaumann para seguir pela rua Arthur de Azevedo. É neste momento que os passageiros desavisados ficam aflitos, nervosos, indignados e até furiosos, enfim...
Então havia uma outra senhora no 702U-21, que provavelmente já estava irritada com a empolgação do menino e não contava com a trajetória do ônibus, que aumentou sua irritação. Enquanto a mãe do menino se dirigiu rapidamente ao cobrador para tirar suas dúvidas, a senhora irritada rapidamente foi ao assento onde se encontravam o menino e a mãe e pediu para o menino retirar a bolsa da mãe pois queria sentar-se ali. O menino explicou que o assento estava ocupado e a senhora se irou com o menino e de forma grosseira disse que não tinha ninguém ali e ordenou que retirasse os pertences de sua mãe para ela se sentar, queria sentar mais perto da porta pois iria desembarcar em breve. Mas havia outro assento vago logo à frente, inclusive mais perto da porta. A mãe do menino logo retornou ao seu lugar e de forma gentil explicou que tinha apenas se dirigido ao cobrador para tirar uma dúvida e ainda indicou o assento vago para ela. Mas a senhora repetiu a atitude com a mãe do menino e seguiu praguejando até desembarcar do ônibus. O detalhe é que o incidente durou cerca de um minuto, pois a senhora iniciou a contenda à cerca de 100 metros do seu ponto de desembarque.
Durante o trajeto do 702U-21, permaneci calado observando os acontecimentos dentro do ônibus, e no meio de conversas que em sua maioria são de pessoas falando mau de outras, reclamações em geral, fofocas, semblantes insatisfeitos, havia uma menino muito feliz.
Antes do meu desembarque, ouço a mãe do menino dizer: "Hoje aconteceu de tudo nesse ônubus".
Quando ainda me encontrava na avenida Senador Queiroz, embarcaram mãe e filho, a mãe era descendente de japoneses e o filho deveria ter menos de 10 anos de idade. O menino era alegre e se maravilhou com o veículo de piso rebaixado na parte dianteira, pois nunca tinha embarcado neste tipo de veículo e disse para a mãe que queria viajar de novo. Sua mãe e alguns passageiros (inclusive eu), acharam engraçado a empolgação do menino com uma coisa tão simples. A pureza de uma criança.
Havia uma senhora nordestina vestida com elegância que desejava ir à avenida Angélica, que é paralela à avenida Consolação, parte do trajeto do 702U-21. Por falta de atenção, ela não desembarcou na parada desejada, no corredor de ônibus em frente ao cemitério da Consolação. Então ela quase entrou em pânico, já buscando culpar alguém e vários passageiros tentaram lhe confortar informando que ainda havia uma parada no final da avenida Paulista, que lhe deixaria em frente da avenida Angélica. Mas a senhora relutava em aceitar a recomendação coletiva e também não compreendia a informação, pois não estava disposta a tal, queria de qualquer maneira fazer a sua vontade. Disse várias vezes que era para descer no ponto do cemitério, e eis que o menino perguntou: "Quem morreu?". A senhora já muito nervosa disse: "Eu nunca mais pego essa peste!", se referindo ao 702U-21. Então ela desceu na parada da avenida Paulista e muitos passageiros disseram para ela descer ali mesmo, pois a avenida Angélica estava quase a sua frente. Ela desembarcou contrariada mas não seguiu a recomendação dos passageiros e seguiu em direção contrária.
A peculiaridade do 702U-21, é justamente sua trajetória pela rua Arthur de Azevedo pelo bairro de Pinheiros, e não pela rua Cardeal Arcoverde, via principal dos ônibus na região. O 702U-21 percorre apenas por duas das oito paradas desta rua. Quando o 702U-21 passa pelas duas paradas, faz uma conversão para a rua Henrique Schaumann para seguir pela rua Arthur de Azevedo. É neste momento que os passageiros desavisados ficam aflitos, nervosos, indignados e até furiosos, enfim...
Então havia uma outra senhora no 702U-21, que provavelmente já estava irritada com a empolgação do menino e não contava com a trajetória do ônibus, que aumentou sua irritação. Enquanto a mãe do menino se dirigiu rapidamente ao cobrador para tirar suas dúvidas, a senhora irritada rapidamente foi ao assento onde se encontravam o menino e a mãe e pediu para o menino retirar a bolsa da mãe pois queria sentar-se ali. O menino explicou que o assento estava ocupado e a senhora se irou com o menino e de forma grosseira disse que não tinha ninguém ali e ordenou que retirasse os pertences de sua mãe para ela se sentar, queria sentar mais perto da porta pois iria desembarcar em breve. Mas havia outro assento vago logo à frente, inclusive mais perto da porta. A mãe do menino logo retornou ao seu lugar e de forma gentil explicou que tinha apenas se dirigido ao cobrador para tirar uma dúvida e ainda indicou o assento vago para ela. Mas a senhora repetiu a atitude com a mãe do menino e seguiu praguejando até desembarcar do ônibus. O detalhe é que o incidente durou cerca de um minuto, pois a senhora iniciou a contenda à cerca de 100 metros do seu ponto de desembarque.
Durante o trajeto do 702U-21, permaneci calado observando os acontecimentos dentro do ônibus, e no meio de conversas que em sua maioria são de pessoas falando mau de outras, reclamações em geral, fofocas, semblantes insatisfeitos, havia uma menino muito feliz.
Antes do meu desembarque, ouço a mãe do menino dizer: "Hoje aconteceu de tudo nesse ônubus".
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Friday, January 18, 2013
Frank Wright Quartet - Live In New York City Summer 1973
Frank Wright nasceu no dia 9 de Julho de 1935 na cidade de
Grenade, Mississipi, tocou baixo elétrico em sua juventude, tocou em grupos de
R&B em Memphis e Cleveland (cidade natal de Albert Ayler, onde o conheceu).
Ayler o inspirou a mudar para o saxofone tenor e Wright mudou-se para New York
no começo da década de 60 e ingressou no cenário do chamado free jazz e tocou
com Larry Young, Noah Howard, Sunny Murray e brevemente com John Coltrane e
Cecil Taylor. Sua primeira gravação foi em 1965 com seu trio composto por Henry
Grimes no contra-baixo e Tom Price na bateria pelo selo ESP. No fim dos anos 60
mudou-se para a França onde tocou com Noah Howard, Bobby Few, Art Taylor, Alan
Silva, Muhammad Ali e entre os anos 70 e 80 trabalhou na Europa e América do
Norte, gravou em pequenos selos na Europa com Peter Brötzmann e Marvin
"Hannibal" Peterson. Em 1988 participou de um concerto com o Art
Eensemble Of Chicago no Petrillo Bandshell em Chicago,IL. Suas últimas
gravações foram entre 1989-90 com um trio composto por Frank Wollny no
contra-baixo e o artísta plástico alemão A.R. Penck na bateria.
Frank Wright definitivamente foi um músico do underground,
jamais gravou por uma grande gravadora e seu nome é praticamente conhecido
apenas no gueto do free jazz. Mas seu estilo e sua música de certa forma foram
influência para outros músicos, como Glenn Spearman, Sabir Mateen, Charles
Gayle, e Thomas Borgmann por exemplo. Sem dúvida o estilo de Ayler teve
influência, mas Wright desenvolveu seu próprio estilo no saxofone tenor.
Coltrane e Ayler são referência de espiritualidade no jazz, inclusive isto é exposto
diretamente em suas gravações, mas Wright também faz parte desta ala de
músicos, tanto que era conhecido como Reverend Frank Wright e para quem não se
desligou do seu lado espiritual, pode sentir isso em sua música. Digo isso pelo
fato de muitas pessoas que procuram racionalizar este tipo de música, sendo
pelo lado horrível de análise teórica musical, como um manual técnico de
química, matemática e física ou como uma palestra de pós-graduação em história
da arte e estética. Ora, por esses motivos que me abstenho de várias conversas
sobre música, um tempo gasto numa ode à vaidade do acumulo de dados de
conhecimento que apenas levam à centenas de artigos e livros que são
substituídos por sessões de audição (cá entre nós, é bem mais agradável), sem
contar que muitos aspectos jamais poderão ser descritos, literalmente falando.
Afinal, são sentimentos...
Bem, o outro motivo deste post é sobre esta gravação do
quarteto de Frank Wright composto por Bobby Few: piano e voz, Alan Silva:
contra-baixo e voz e Harold E. Smith: bateria e voz. São duas peças de
improvisação com cerca de 40 minutos cada e sem título, captadas durante o New
York Musicians Festival no verão de 1973. Nos comentários do post.
Obs.: Não posso aceitar a arbitrariedade equivocada dos
orgãos que lidam com direitos autorais e fonográficos (na real esse lance todo,
é sobre o vil dinheiro) e sigo tentando divulgar a arte de pessoas que na minha
simples e particular opinião, merecem ser reconhecidas. Espero que as cabeças
de granito finalmente entendam que este weblog não quer lucrar um centavo
sequer às custas da arte alheia. Se outras pessoas usaram os arquivos que eu
disponibilizei, de forma inapropriada, me isento com a consciência limpa de
tais fatos. No mais, vamos celebrar a música de Frank Wright!
PS.: Esta gravação é um bootleg, logo, deixem-me em paz. (orgãos de direitos fonográficos, etc)
PS.: Esta gravação é um bootleg, logo, deixem-me em paz. (orgãos de direitos fonográficos, etc)
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Thursday, January 17, 2013
MediaFire, ganância, direitos fonográficos e falta de entendimento
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AOS INTERESSADOS NOS REGISTROS PUBLICADOS NO SONORICA, O QUE POSSO FAZER, É ATRAVÉS DE UM PEDIDO PARTICULAR DE CADA LEITOR, PROVIDENCIAR O QUE FOR NECESSÁRIO DE FORMA PARTICULAR.
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Tuesday, January 15, 2013
Tuesday, January 08, 2013
Feliz ano novo! rá!
Sim! Feliz ano novo para todos. Depois de pensar bem à respeito do primeiro post de 2013, optei por não escrever sobre música. Aos que acompanham regularmente o Sonorica, creio que já saibam da minha relutância de abordar certos assuntos em relação à música. Muitas outras mídias já abordam o assunto e cada vez mais na minha opinião pessoal, algumas áreas da música eu vejo o quão é desnecessário falar.
Bem, o fato é que o ano de 2012 foi generoso para a música criativa em São Paulo, como foi relatado no Free Form, Free Jazz, autoria de Fabricio Vieira. Tivemos apresentações, workshops e devo ressaltar o importante fato do início da mobilização dos improvisadores que se reuniram em São Paulo e hoje trabalham para construir o que se convencionou a se chamar de Circuito de Improvisação Livre (SPImpro), articulando diversas apresentações em várias datas ao longo do ano e esporádicas reuniões para desenvolvimento musical.
Agora quero relatar a chegada de alguns amigos no mês de setembro, amigos que fiz em outras terras no ano de 2011. O mais chegado de todos, fez 70 anos recentemente e continua com sua energia e alegria e foi maravilhoso reencontrá-lo. A minha amiga que me hospedou em sua casa, infelizmente não pode vir. Conheci novos amigos e dois deles, eu pude conviver um pouco mais. Depois do workshop que participei, Joe Williamson perguntou se alguém queria tomar uma cerveja mais tarde. Apenas eu e o Marcio fomos nos encontrar com Joe. O hotel era bem perto da rua Augusta e sugeri que fizessemos um pequeno passeio para conhecer a cidade. Fomos a pé até a praça da República e já era quase meia noite. O centrão da cidade fica mais bonito à noite, mas lá estava o cheiro de esgoto e mendigos nos calçadões. Joe é um cara sem frescuras, um canadense que mora na Suécia e tem um senso de humor bem peculiar. Conversamos sobre diversos assuntos num boteco pé sujo e para mim é um tanto quanto estranho só pelo fato de que eu não bebo, mas o que importa é estar com os amigos. No dia seguinte, combinamos de almoçar, mas o Marcio não pode comparecer. Aí apareceu o Tobias Delius, um inglês que mora na Alemanha e é bem parecido com o Joe, um cara sem frescuras. Fomos a pé até o bar restaurante Estadão comer um virado à paulista e eles gostaram muito do prato típico. De barriga cheia fomos passear pelo Vale do Anhangabaú e Centro Velho, parando para um café dentro do metrô São Bento. Tobias precisava descansar um pouco e eu e Joe seguimos com o passeio, passando pelo Pátio do Colégio, Sé e pelo bairro da Liberdade. Joe pediu para tomar uma cerveja e paramos num boteco qualquer na rua da Glória. Ficamos um bom tempo por lá pois caiu uma chuva bem forte. Chegamos no fim de tarde no hotel e encontramos os outros integrantes da orquestra no bar ao lado e ficamos alí conversando por um bom tempo. Uma coisa muito legal que aconteceu foi que o Han Bennink pegou o telefone e ligou para a minha amiga que não pode vir, a Susanna, e me colocou para falar com ela. E mais uma vez, como foi naqueles dias na Holanda, quase não conversamos sobre música. Mary Oliver tinha detestado a rua Oscar Freire e suas madames com os cachorrinhos e aquela arrogância toda. Pude conhecer um pouco melhor o Michael Moore, que virou fã do frango à passarinho. Ao longo da semana ocorreram as apresentações, pude conversar um pouco mais com alguns e menos com outros e combinei com Tobias, uma feijoada no sábado, como despedida. E lá fomos eu e o Tobias para o Largo do Parí, num lugar extremamente simples, onde os caminhoneiros que abastecem um entreposto agrílcola, almoçam. Basicamente o local é quase uma tenda, com mesas de metal, que as marcas de cerveja oferecem aos bares e uma lona transparente que separa o restaurante dos corredores apertados onde circulam as mercadorias (basicamente predomina o aroma de coentro no local). O legal de lá é que você mesmo se serve e pode repetir. Depois, com a barriga explodindo, Tobias pediu para andarmos pelas ruas da região, na zona cerealista, av. do Estado, Pq. Dom Pedro e ele gostou muito e disse que gosta de conhecer o lado verdadeiro das cidades, onde o povo circula. Me disse que não gostou do Mercado Municipal, achou que era coisa para turistas (isso comprova minha opinião de que não se leva os gringos para os "cartões postais" de sampa). Descobri que o Ab Baars também não tem frescura com essas coisas, que ele encarava bares pé sujo e restaurantes "feios" desde que ofereça boa refeição. Eu pensava que ele não curtiria um rolê desses, pois o homem sempre se veste com muita elegância. Tá vendo como as aparências enganam? Vivendo e aprendendo...
Com certeza estes momentos são os que mais lembrarei com saudades da passagem da ICP Orchestra em São Paulo.
Bem, o fato é que o ano de 2012 foi generoso para a música criativa em São Paulo, como foi relatado no Free Form, Free Jazz, autoria de Fabricio Vieira. Tivemos apresentações, workshops e devo ressaltar o importante fato do início da mobilização dos improvisadores que se reuniram em São Paulo e hoje trabalham para construir o que se convencionou a se chamar de Circuito de Improvisação Livre (SPImpro), articulando diversas apresentações em várias datas ao longo do ano e esporádicas reuniões para desenvolvimento musical.
Agora quero relatar a chegada de alguns amigos no mês de setembro, amigos que fiz em outras terras no ano de 2011. O mais chegado de todos, fez 70 anos recentemente e continua com sua energia e alegria e foi maravilhoso reencontrá-lo. A minha amiga que me hospedou em sua casa, infelizmente não pode vir. Conheci novos amigos e dois deles, eu pude conviver um pouco mais. Depois do workshop que participei, Joe Williamson perguntou se alguém queria tomar uma cerveja mais tarde. Apenas eu e o Marcio fomos nos encontrar com Joe. O hotel era bem perto da rua Augusta e sugeri que fizessemos um pequeno passeio para conhecer a cidade. Fomos a pé até a praça da República e já era quase meia noite. O centrão da cidade fica mais bonito à noite, mas lá estava o cheiro de esgoto e mendigos nos calçadões. Joe é um cara sem frescuras, um canadense que mora na Suécia e tem um senso de humor bem peculiar. Conversamos sobre diversos assuntos num boteco pé sujo e para mim é um tanto quanto estranho só pelo fato de que eu não bebo, mas o que importa é estar com os amigos. No dia seguinte, combinamos de almoçar, mas o Marcio não pode comparecer. Aí apareceu o Tobias Delius, um inglês que mora na Alemanha e é bem parecido com o Joe, um cara sem frescuras. Fomos a pé até o bar restaurante Estadão comer um virado à paulista e eles gostaram muito do prato típico. De barriga cheia fomos passear pelo Vale do Anhangabaú e Centro Velho, parando para um café dentro do metrô São Bento. Tobias precisava descansar um pouco e eu e Joe seguimos com o passeio, passando pelo Pátio do Colégio, Sé e pelo bairro da Liberdade. Joe pediu para tomar uma cerveja e paramos num boteco qualquer na rua da Glória. Ficamos um bom tempo por lá pois caiu uma chuva bem forte. Chegamos no fim de tarde no hotel e encontramos os outros integrantes da orquestra no bar ao lado e ficamos alí conversando por um bom tempo. Uma coisa muito legal que aconteceu foi que o Han Bennink pegou o telefone e ligou para a minha amiga que não pode vir, a Susanna, e me colocou para falar com ela. E mais uma vez, como foi naqueles dias na Holanda, quase não conversamos sobre música. Mary Oliver tinha detestado a rua Oscar Freire e suas madames com os cachorrinhos e aquela arrogância toda. Pude conhecer um pouco melhor o Michael Moore, que virou fã do frango à passarinho. Ao longo da semana ocorreram as apresentações, pude conversar um pouco mais com alguns e menos com outros e combinei com Tobias, uma feijoada no sábado, como despedida. E lá fomos eu e o Tobias para o Largo do Parí, num lugar extremamente simples, onde os caminhoneiros que abastecem um entreposto agrílcola, almoçam. Basicamente o local é quase uma tenda, com mesas de metal, que as marcas de cerveja oferecem aos bares e uma lona transparente que separa o restaurante dos corredores apertados onde circulam as mercadorias (basicamente predomina o aroma de coentro no local). O legal de lá é que você mesmo se serve e pode repetir. Depois, com a barriga explodindo, Tobias pediu para andarmos pelas ruas da região, na zona cerealista, av. do Estado, Pq. Dom Pedro e ele gostou muito e disse que gosta de conhecer o lado verdadeiro das cidades, onde o povo circula. Me disse que não gostou do Mercado Municipal, achou que era coisa para turistas (isso comprova minha opinião de que não se leva os gringos para os "cartões postais" de sampa). Descobri que o Ab Baars também não tem frescura com essas coisas, que ele encarava bares pé sujo e restaurantes "feios" desde que ofereça boa refeição. Eu pensava que ele não curtiria um rolê desses, pois o homem sempre se veste com muita elegância. Tá vendo como as aparências enganam? Vivendo e aprendendo...Com certeza estes momentos são os que mais lembrarei com saudades da passagem da ICP Orchestra em São Paulo.
Monday, December 17, 2012
Lowell Davidson Trio (1965)
Lowell Skinner Davidson nasceu no dia 20/11/41 em Boston, Massachusetts. Tocava orgão e dirigia o coral na igreja de seus pais, a Emanuel Episcopal Church e tocou tuba no colégio. Estudou na Boston Latin School e bio-química em Harvard. Ao piano teve influências de Thelonious Monk e Herbie Nichols e quando se mudou para New York, tocou com Ornette Coleman, Gary Peacock, Milford Graves, Paul Motian, Eddie Gomez, Lawrence Cooke e foi baterista do New York Art Quartet antes de Milford Graves.
O seu trio composto por Peacock e Graves foi o único registro fonográfico e infelizmente há pouca informação à seu respeito. Faleceu em 1990 aos 49 anos por conta da tuberculose. Lowell Davidson Trio nos comentários deste post.
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Tuesday, December 11, 2012
Charles Brackeen Quartet – Worshippers Come Nigh (1989)
Completando a série para divulgar a arte de Charles Brackeen, Worshippers Come Nigh conta novamente com a colaboração do baixista Fred Hopkins, Andrew Cyrille, um dos mais criativos percussionistas da música afro-americana ainda em atividade e Olu Dara no cornet.
Chalres Jones III (Olu Dara) nasceu em 12/01/1941, trabalhou com Dirty Dozen Brass Band, Julius Hemphill, Brother Jack McDuff, David Murray, James Newton, Don Pullen, Henry Threadgill, James Blood Ulmer, Cassandra Wilson, ente outros. Além do cornet e trompete, toca guitarra, é vocalista e compositor. Olu Dara, que significa "Deus é bom", além de sua carreira no jazz, também se dedica ao Blues. Uma curiosidade é que Olu Dara é pai do rapper Nasir "Nas" Jones e participou de alguns albuns de Nas.
Que a música e a arte de Charles Brackeen seja reconhecida e apesar de poucos registros sob seu nome são obras de muita relevância para o avanço da música criativa. Que estas gravações sejam mantidas em catálogo e disponíveis para o público. Worshippers Come Nigh nos comentários deste post.
Chalres Jones III (Olu Dara) nasceu em 12/01/1941, trabalhou com Dirty Dozen Brass Band, Julius Hemphill, Brother Jack McDuff, David Murray, James Newton, Don Pullen, Henry Threadgill, James Blood Ulmer, Cassandra Wilson, ente outros. Além do cornet e trompete, toca guitarra, é vocalista e compositor. Olu Dara, que significa "Deus é bom", além de sua carreira no jazz, também se dedica ao Blues. Uma curiosidade é que Olu Dara é pai do rapper Nasir "Nas" Jones e participou de alguns albuns de Nas.
Que a música e a arte de Charles Brackeen seja reconhecida e apesar de poucos registros sob seu nome são obras de muita relevância para o avanço da música criativa. Que estas gravações sejam mantidas em catálogo e disponíveis para o público. Worshippers Come Nigh nos comentários deste post.
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Monday, December 03, 2012
Sunny Murray drum solo - 1968
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Arthur Doyle – Egg Head 7'' single (2003)
Compacto lançado em 2003 com Arthur Doyle no saxofone tenor, flauta, gravador, piano e voz. Desenho da capa e contra capa por Arthur Ali Mohemmed.
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Thursday, November 29, 2012
Friday, November 23, 2012
Arthur Doyle with Rudolph Grey – Ghosts II 7" (1980)
Arthur Doyle continua na ativa e continua obscuro mesmo entre os apreciadores do errôneo rótulo free jazz. Contemporâneo de nomes mais conhecidos, é injustamente ignorado até hoje, enquanto midias em geral insistem em revisitar obras póstumas, artístas que ficaram para posteridade, enquanto Doyle prossegue produzindo boa música. Ainda bem que Arthur Doyle conta com o apoio de "jovens" como Thurston Moore, que para a maioria dos fãs de seu grupo de rock, é desconhecido o seu apreço pelo free jazz. E pouquíssimos fãs de sua banda desconhecem as origens da juventude sônica de Thurston, que não veio só do rock, do punk, mas da música erudita contemporânea, da chamada música experimental ou até do chamado No Wave. Rudolph Grey é um guitarrista notório do cenário No Wave, com seu grupo The Blue Humans, que contou com a colaboração de Doyle e o brilhante percussionista do free jazz, Beaver Harris. Este compacto é mais uma parceria de duas gerações e segmentos diferentes da música produzida na América do Norte, mas que em sua mais profunda essência, vieram do mesmo lugar. Quer ouvir? Nos comentários, por favor.
*ps: Mais uma vez digo aos detentores de direitos autorais e órgãos que lidam com direitos autorais, que este weblog não lucra 1 centavo sequer com a divulgação da obra musical dos artistas aqui publicados. Este irrisório espaço virtual apenas divulga o trabalho musical para um pequeno grupo de apreciadores que não tem acesso à esses registros e se tivessem, comprariam os discos com prazer.
*ps: Mais uma vez digo aos detentores de direitos autorais e órgãos que lidam com direitos autorais, que este weblog não lucra 1 centavo sequer com a divulgação da obra musical dos artistas aqui publicados. Este irrisório espaço virtual apenas divulga o trabalho musical para um pequeno grupo de apreciadores que não tem acesso à esses registros e se tivessem, comprariam os discos com prazer.
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Tuesday, November 20, 2012
Pete La Roca (Peter Sims) 07/04/1938 - 19/11/2012
Peter Sims adotou o nome Pete La Roca quando tocava timbales nas chamadas latin bands. Entre 1957 e 1968 trabalhou com Sonny Rollins, Jackie McLean, Slide Hampton, John Coltrane, Marian McPartland, Art Farmer, Freddie Hubbard, Mose Allison, Charles Lloyd, Paul Bley, Steve Kuhn entre outros.
Sua primeira gravação como líder foi Basra (1965), pelo selo Blue Note, com Joe Henderson, Steve Swallow e Steve Kuhn. O segundo título com suas composições foi Turkish Women at the Bath (Douglas, 1967), que também foi lançado como Bliss! (Muse 1968), sob o nome de Chick Corea, que participou deste disco.
Por conta deste lançamento sem a sua autorização, Pete deixou a música para se tornar advogado e só retornou à música em 1979. Gravou um album como líder entitulado de Swingtime (Blue Note, 1997).
Clique aqui, para a discografia detalhada de Pete La Roca.
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Arfante – Música para Instrumento de Sopro Solo V/A (2012)
RELEASE: 19/11/2012
MANSARDA RECORDS - http://mansardarecords.wordpress.com - projetoberros@gmail.com
A ideia deste projeto foi de convidar alguns improvisadores do Brasil e um de Portugal (Chagas), para gravar uma faixa utilizando instrumento de sopro solo. Eletrônicos não foram utilizados. O tempo máximo era de oito minutos para cada faixa. Os insturmentos poderiam ser preparados, mas nenhuma edição posterior deveria ser feita.
Agradecemos a todos os músicos envolvidos.
Gravado em Setembro de 2012, em diversos estúdios no Brasil.
Arte da capa e design: Gustavo Bode.
Faixas:
01 - Rubens Akira - Urgency [Clarone/Bass Clarinet]
02 - Rômulo Alexis - Migalhas [Trompete/Trumpet]
03 - Marcelo Armani - Rudimentar [Trompete Preparado com Objetos/Prepared Trumpet with Objects]
04 - Gustavo Bode - Chuva e Gastroenterite Aguda [Trompete/Trumpet]
05 - Daniel Carrera - Enquadro [Trombone]
06 - Paulo Chagas - Incêndio nas Cezaredas [Oboé/Oboe]
07 - Diego Dias - Expectorante [Saxofone Soprano/Soprano Saxophone]
08 - Matias Viola Fischer - Cães [Trompa/French Horn]
09 - Leila Monsegur - Divagações sobre um Plano Inclinado [Clarinete/Clarinet]
10 - Rodrigo Olivério - Blumas em Frequência*
*Instrumentos de fabricação própria/Hand made instruments: Helicopterom, Saxsofonil.
Outros Instrumentos/Other Instruments: Hulusi, Saxofone Alto/Alto Saxophone.
* Para ouvir, clique, aqui
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Thursday, November 08, 2012
Charles Brackeen Quartet – Bannar (1987)
Dando continuidade a divulgação da arte do saxofonista e compositor Charles Brackeen, a sessão gravada em fevereiro de 1987 contou com Malachi Favors, contra-baixista que ficou conhecido por fazer parte do Art Ensemble Of Chicago, o trompetista Denis Gonzalez e o baterista Alvin Fielder.
O baterista e compositor Alvin Leroy Fielder Jr. nasceu no dia 23/11/1935 em Meridian, Mississipi. Seu pai, Alvin Fielder Sr., estudou cornet, sua mãe tocava piano e
violino, sua avó também tocava piano, seu tio por parte de mãe estudou clarinete e seu irmão William é director de estudos de Jazz, trompetista e professor do instrumento na Rutgers Universit. Alvin começou seus estudos musicais aos 13 anos de idade na banda de seu pai sob a liderança de Carlia “Duke” Otis, dando continuidade nos estudos com Ed Blackwell, enquanto cursava farmácia na Xavier University.
De 1959 à 1968, Alvin esteve ativo em Chicago trabalhando com Sun Ra Arkestra
(1960-61), Muhal Richard Abrams (1962-63), Roscoe Mitchell (1963-66), Eddie
Harris e Kalaparusha (1965), cooperando em um trio com trio Fred Anderson e Lester
Lashley (1967-69), também trabalhou com John Stubblefield, Jack
DeJohnette, “Scotty” Holt, Joseph Jarman, e outros músicos de jazz de Chicago. Alvin é membro fundador da AACM junto com Muhal Richard Abrams, Roscoe
Mitchell, Fred Anderson, Jodie Christian, Steve McCall,
Phil Cohran, Thurman Barker, Ajaramu, Charles Clark, Christopher Gaddy,
Freddy Berry, etc. Nos comentários do post se encontra o link para acessar o arquivo.
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Tuesday, October 23, 2012
Sonny Simmons – American Jungle (1997)
E lá vamos nós correr o risco de ser interpretado de forma equivocada neste insignificante weblog divulgando um tipo de arte que é ignorado no Brasil. Espero que os detentores de direitos autorais tomem consciência de que este tipo de divulgação não acarretará um rombo de orçamento na indústria fonográfica e danos aos direitos autorais. Quem gostar realmente do trabalho de Sonny Simmons, compre o disco original, sei lá, dá um jeito, tem a Amazon, e-Bay, etc (afinal muitos acabam gastando muito mais com algo que vai ser expelido pelo corpo logo em seguida).
Sonny Simmons nasceu no dia 04 de Agosto de 1933, Sicily Island, Louisiana e cresceu em Oakland, California. Iniciou na música tocando o english horn, da família do oboé e aos 16 anos de idade, mudou para o saxofone alto. Logo convergeu para o lado mais ousado da música afro-americana e estreou ao lado de Prince Lasha nos discos The Cry! (1962) e Firebirds! (1967). Participou das sessões de Illumination! (1964) do sexteto de Elvin Jones e Jimmy Garrison, Conversations e Iron Man, ambos de 1963 sob a liderança de Eric Dolphy. Casou-se com a trompetista Barbara Donald e gravou dois títulos pelo selo ESP: Staying on the Watcha e Music From the Spheres. Logo depois por conta de problemas pessoais que resultaram em divórcio e falta de moradia, causou um grande abalo em sua carreira musical. Tocou pelas ruas até retomar sua carreira no início dos anos 90.
American Jungle foi gravado em Dezembro de 1995 e contém uma bela versão da valsa My Favorite Things de Rogers e Hammerstein para o musical The Sound Of Music, popularizado pela versão de John Coltrane.
O quarteto de Simmons para esta gravação contou com o baixista Reggie Workman, o pianista Travis Shook e na bateria, alguém especial...
Nos comentários do post se encontra o link para acessar o arquivo.
site oficial de Sonny Simmons:
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