sexta-feira, agosto 29, 2008

Kaoru Abe (03/05/1949 - 09/09/1978)

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Kaoru Abe Website
Biografia por Eugene Chadbourne

Disposable Heroes of Jazz Music

As injustiças na música chamada Jazz, sempre existirão, nunca terão fim, isto é fato. Mas a questão aqui não é sobre injustiça, mas sobre o comodismo, a rotina, a falta de interesse em buscar novas experiências, principalmente entre os paulistanos. As capas dos discos acima são apenas uma milésima parte do que se passou e passa incógnito pelos ouvidos de muitos que até se especializam no dito Jazz. Se tratam de gravações de experiências de ruídos inaudíveis, como muitos depreciam o Free Jazz e Free Improvisation de artístas como Peter Brötzmann? Não. Os exemplos aqui, como Marvin Peterson, Ernest Dawkins, Maurice McIntyre e Ken McIntyre, são de artístas com obras palpáveis a qualquer pessoa que gosta de Jazz no seu sentido mais amplo, não chegam a ir além dos "limites" da abstração sonora, preservam com muito talento e personalidade as raízes de suas culturas ancestrais. Mas quem se interessa? É só conferir nas lojas de discos, conversar com os proprietários sobre a procura da clientela, é sempre a mesma coisa: John Coltrane, Sun Ra, Art Ensemble Of Chicago, Miles fase quinteto, de preferência as primeiras gravações, no caso específico de Sun Ra. Coltrane, se não é Blue Train em vinil, é A Love Supreme, Ascension. Pouco se fala de First Meditations, Live in Seattle, Om, além do que não há interesse no universo de músicos tão fantásticos quanto Trane, como: Albert Ayler, Charles Gayle, Frank Wright, Noah Howard, Oliver Lake, Julius Hemphill, Fred Anderson, David S. Ware, Charles Tyler, Charles Brackeen, etc, só entre os do chamado Free Jazz americano. Hora outra, um nome é escolhido para ser da moda, como Anthony Braxton, Bill Dixon, Han Bennink, Milford Graves e o próprio Brötzmann. Percussionistas, pouco se fala em Norman Connors, Newman Taylor Baker, Paul Lovens, Kahil El Zabar, entre tantos. Bill Dixon se tornou conhecido pela nova geração por sua associação com a Exploding Star Orchestra, apesar de estar na ativa desde os anos 60. Falando em trompetistas, o grande Malachi Thompsom teve cd lançado aqui no Brasil e passou batido, assim como o lp de Marvin Peterson que saiu pela Basf aqui. É triste, pois a música oferece um amplo campo de apreciação, mas parece que muitos preferem passar décadas escutando só A Love Supreme e Kind Of Blue... Pegue um cardápio de qualquer pizzaria de bairro que entrega à domicílio, tem mais de 30 tipos de combinações e não é nada que seja gritante ao paladar do brasileiro, como partes intestinais de animais e insetos, como na culinária chinesa, mas o sujeito sempre pede muzzarella, calabreza, catupiry ou portuguesa, uma coca ou guaraná... e os anos passam...

quinta-feira, agosto 21, 2008

Eleições 2008 III (Pensem nas crianças!)

Eleições 2008 II (Agora é pra valer!)

Eleições 2008! (Vocês tão de brincadeira, né?)

Espada Olímpica!

Não, não, não se trata do sucessor do clã Togakuri do seriado Jiraya... É sobre a lei da espada que se refletiu em alguns atletas e torcedores brasileiros nestas Olimpíadas em Beijing. No futiba masculino, o bronze se tornou um castigo e desonra, até que se dê conta que não tem mais jeito e o prêmio de consolação vira um tudo no melhor que nada. Agora será que ainda é preciso comentar sobre um segundo propósito? Bem, não sei, mas tem o fato de servir de vitrine para o milionário mercado esportivo europeu... A maratona aquática foi prejudicada porque não importava representar a delegação do país e sim o brilho do nome próprio no podium. A própria atleta em sua humildade admitiu a cultura highlander do "só pode haver um!". Moro num país tropical, mas a ideologia vem da Escócia(highlands). A voz do povo não é a voz de Deus, graças à DEUS! Se não Deus tería uma voz contraditória que raramente mantém a palavra de acordo com seus interesses extremamente pessoais. Deus também não é brasileiro, pois segundo Ele mesmo, seu amor e justiça são para o mundo inteiro, amém!
- Lamento por muitos atletas que com quase sem recursos, conseguiram chegar a olimpíada, mas vamos acordar deste delírio nacionalista e sermos patriótas. O nosso Brasil está doente, pobre e cada vez mais injusto.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Genius Party Beyond (2008)

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Genius Party Beyond - Studio 4°C (2008)
São 5 curtas dirigidos por: Koji Morimoto(Dimension Bomb), Mahiro Maeda(Gala), Tatsuyuki Tanaka(Tojin Kit), Shinya Ohira(Wanwa' the Puppy), Kazuto Nakazawa(Moondrive).

Tadashi Hiramatsu

videoTadashi Hiramatsu, 17/03/1963, Toyokawa, Aichi, Japão. Animador, animador-chave e storyboard. Trabalhou nos filmes: Abenobashi, Robotech(Macross), Roujin Z, Mobile Suit Gundam F91, Neon Genesis Evangelion, Jin Roh, Neko No Ongaeshi(The Cat Returns), Ghost In The Shell II & III, Paranoia Agent, etc.

terça-feira, agosto 12, 2008

Ícones do Jazz, tabus, injustiças - bateristas

A história do Jazz é repleta de dados imprecisos e muitas injustiças são cometidas por inúmeros fatores. Aqui temos um ponto específico, o rítmo. Grandes mudanças no rumo do Jazz ocorreram neste campo e pouco se fala nos catalizadores destas mudanças, os bateristas. Vejam o caso do chamado "Bebop", muito se fala de Charlie Parker, mas sem descreditar a evidente importância de Bird, pouco se fala de Kenny Clarke, que fundamentou a bateria moderna no Jazz, que foi se libertando com seus antecessores: Big Sid Catlett, Warren "Baby" Dodds, "Papa" Joe Jones, etc. E um ponto crucial no Bebop é justamente a mudança rítmica. Mas vejamos o caso destes bateristas: Jack DeJohnette, que tocou com Charles Lloyd, Miles Davis, entre tantos, tem uma brilhante carreira, é um ícone pra muitos bateristas modernos, mas estagnou em termos de criatividade artística. Tony Williams, famoso companheiro de Miles e seu grupo Lifetime, exímio e talentoso músico, também de certa forma estagnou em seus últimos anos em termos de criatividade, mesmo tendo falecido precocemente. Jimmy Cobb, é um eficiente músico, também é um ícone, mas em termos de diferencial como baterista, isso não é o caso. O mesmo ocorre com Louis Hayes, também veterano do chamado Hardbop. No caso de Williams e DeJohnette, não deram continuidade em suas características inovadoras e personalíssimas, basta observar seus trabalhos dos anos 80 em diante. A questão técnica destes bateristas não está em questão. No caso de Cobb e Hayes, são execelentes bateristas de Jazz, mas não catalizaram mudanças na música e não possuem um diferencial tão significativo para a percussão. Agora vejamos o caso de Dannie Richmond, companheiro de Mingus. Seu estilo e técnica são derivados do Hardbop e muito de Max Roach, mas executar as complexas e exigentes composições de Mingus não é para qualquer um, tarefa que executou com louvor, mas pouco se fala dele, sempre à sombra de Mingus e outros bateristas. Rashied Ali, ficou famoso por ter sido o último baterista de Coltrane, mas existem detalhes que ficaram de fora. Sem dúvida, um músico extremamente criativo, mas ele deve muito à Sunny Murray, que foi o verdadeiro criador da bateria no Free Jazz e muitos lamentavelmente questionam sua técnica, chegando ao absurdo de afirmar que ele não sabe tocar Jazz. Se isso tivesse fundamento, Gil Evans, Jackie McLean por exemplo, não o chamariam para tocar com eles. Sunny foi chamado por Coltrane para substituir Elvin Jones, mas não aceitou porque temia perder a amizade com Elvin. Mas a saída de Elvin era inevitável, pois não supria as novas necessidades percussivas de Trane. Muhammad Ali, irmão de Rashied, é quase que inexistente para o mundo da bateria, o que é extremamente injusto, pois tem qualidade como seu irmão e um estilo incomum e diferenciado, basta averiguar suas gravações com Frank Wright e Noah Howard, por exemplo. Como foi um baterista estritamente de Free Jazz, ficou à margem da mídia especializada em Jazz. Alguns podem afirmar que há um cunho depreciativo no que citei, mas isso é errado, pois como disse, a questão aqui é justamente sobre o que cada músico como percussionista teve função ou não na mudança do instrumento na história música que conhecemos pelo nome de Jazz.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Eraserhead – David Lynch (1977)




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Finalmente relançado em DVD o primeiro filme de David Lynch, Eraserhead, de 1977. Disponível oficialmente em 2006, também chega ao mercado brasileiro. Antes disso, circulavam escassas cópias de baixa qualidade em formato VHS.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Sun Ra & His Arkestra

Sun Ra é um dos pioneiros do "Do It Yourself". Para viabilizar os custos, a própria Arkestra confeccionava as capas dos discos e os rótulos. Isso causou uma confusão, pois a mesma gravação chega a ter diversas capas diferentes e algumas vezes os rótulos eram trocados, divergindo os títulos das faixas com o que estava nos sulcos do vinil. Aqui temos uma amostra da trampa da Arquestra nas artes gráficas...

John Coltrane & Cecil Taylor

Até hoje há uma confusão sobre a gravação de John Coltrane e Cecil Taylor, que muitos conhecem por Coltrane Time, que foi lançada pela Blue Note em 1962. Mas na verdade foi uma sessão de gravação liderada por Cecil Taylor em 13/10/1958 pela United Artists (UAL 4014) que, inclusive, consta na discografia de Trane com o nome original: Hard Driving Jazz. Esta sessão era composta por Kenny Dorham (trompete) John Coltrane (sax tenor) Cecil Taylor (piano) Chuck Israels (baixo) Louis Hayes (bateria). Taylor descreve como a gravadora determinou a escolha dos músicos na sessão: " I said 'Coltrane okay, but I want to use all the musicians that I want.' I wanted to use Ted Curson, who's a much more contemporary trumpet player than the trumpet player I ended up with, Kenny Dorham."

Cecil Taylor - Hard Driving Jazz (United Artists UAL 4014)

1. Shifting Down - 10:37
2. Just Friends - 6:13
3. Like Someone In Love - 8:07
4. Double Clutching - 8:18

terça-feira, agosto 05, 2008

Caetitu - Gibson, Weston, Mattos, Blume (2007)

















Yedo Gibson (tenor saxophone, Eb clarinet), Veryan Weston (piano), Marcio Mattos (double bass, electronics), Martin Blume (percussion).

1 - Flush and Harmonize - 18:36
2 - Membrance Source - 10:43
3 - No Repeats - 22:46

Digital concert recording at LOFT Cologne
by Christian Heck - 2007 August 24
Total time 52:16


sexta-feira, agosto 01, 2008

Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

Foto do vórtex

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


Ocean Plastic

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

sea-turtle-deformed.jpg Tartaruga deformada por aro de garrafa pet

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos
isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão
em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes:
The Independent, Greenpeace e Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e pricipalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos.


Antes de Reciclar, reduza!

Fonte:
Jorge Ceranto, diretor Trecsson, coordenador Fundação Getúlio Vargas - FGV
 
 
Studio Ghibli Brasil