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sexta-feira, setembro 23, 2016

Target Of Demand ‎– Your Choice Live Series (1990)

Encerrando a série dedicada ao cenário hardcore/punk austríaco, especificamente  da cidade de Linz, o penúltimo registro e último com o Target Of Demand em atividade. Faz parte da série de gravações ao vivo do selo Your Choice Live Series, que também gravou o Melvins ao vivo. Gravado 08/12/89 no Oberhaus - Alzey, Alemanha, na época do LP Gruss, Há duas músicas do 1º split com o Stand To Fall, Bang My Head (uma das poucas cantadas em inglês) e Traum. A gravação tem ótima qualidade e temos aqui uma grande oportunidade de ouvir como a banda soava ao vivo. Não tenho informações de outros registros da banda, talvez outros registros em demotape.
Talvez não se dê importância ao Target Of Demand, mesmo dentro do universo hardcore/punk, mas considero uma banda muito importante mesmo para o pequeno cenário que teve início nos anos 80 naquela cidade. Capaz de muitos não compreenderem e recusarem esta opinião de que o Target Of Demand tem seus méritos como qualquer outra banda norte americana, como Fugazi por exemplo. Claro que esse comparativo não tem foco na estética, mas como um todo e o T.O.D. teve influência e força para contribuir com sua cena local. E no mais, a sua música é original e mesmo com o passar dos anos, continua atual. Sempre que lembro, escuto os discos inteiro, os EP's, o Gruss e agora este. Nos comentários.

terça-feira, setembro 20, 2016

Target Of Demand ‎– See You In Hell 7"EP (1991)

Retornando ao cenário punk de Linz, See You In Hell foi lançado após o album Gruss de 1989. É um ep póstumo, pois o Target Of Demand encerrou suas atividades em 1990. A primeira música, Sicher I, foi gravada no LP Gruss, State Of Alert e Heaven e Then Please (ao vivo) são inéditas. Pela qualidade das gravações exceto a ao vivo, provavelmente são de demotape. Vale conferir a música do Target Of Demand, aqui no Sonorica, nos marcadores, você pode acessar os outros projetos de ex-membros do T.O.D. e bandas da cena punk austríaca. Nos comentários.

segunda-feira, março 21, 2016

When i get old, i don't to be stereotyped, i don't to be classified (domo arigatou gozaimasu, Aukerman san)

Neste fim de noite do primeiro dia de Outono, quando apenas conferia os e-mails, recados de timeline e inbox, um amigo de longa data que não vejo faz um bom tempo pessoalmente, publicou uma canção do Descendents, que se chama My World. Eu realmente só iria ler os recados e ir dormir, mas aquilo desencadeou uma reflexão que é o motivo de eu escrever aqui. Imediatamente me lembrei de mais duas canções do Descendents, as que estão publicadas junto com este texto, Suburban Home, do primeiro LP, Milo Goes To College de 1982 e When I Get Old, do disco Everything Sucks, de 1996, o primeiro registro com músicas inéditas desde 1987. Milo Aukerman tinha deixado a banda para se dedicar à sua carreira científica na área da biologia. Então o Descendents ficou de molho e surgiu o All, mas isso é uma outra história... 
Para quem não sabe, o Brasil está em uma crise política, econômica e social pós criação das redes sociais digitais. Então imagine todo o tipo de comentário que é publicado diariamente entre as redes sociais de relacionamentos. Mas também isso é um outro assunto que não vem ao caso agora.
O Descendents sempre se diferenciou no cenário hardcore/punk, pela musicalidade que evoluiu espantosamente à cada disco e suas letras. Bill Stevenson que é o baterista, sempre foi um dos cérebros da banda, compondo belas músicas. Não sei exatamente agora se foi Bill ou Milo que compuseram as três canções citadas aqui, mas sempre tiveram uma abordagem inteligente e criativa em sua poética, não dá pra rotular de rebeldia sem sentido da juventude, como muitas bandas hardcore/punk no mundo afora. O Descendents sempre tratou de assuntos sobre o ser humano numa linguagem simples, mas muitas letras são profundas em termos filosóficos até.
When I Get Old, pois é, estamos envelhecendo, tanto como meu amigo que é mais novo que eu e os membros do Descendents que são mais velhos que eu e estão na ativa por praticamente 30 anos. Várias pessoas que conheci ao longo da minha adolescência até agora, sendo que muitos eu nem encontro mais pessoalmente (coisas da vida, sabe como é...), agora são possíveis e contactar, mesmo que apenas virtualmente, graças às redes digitais de relacionamento. Vejo que alguns se tornaram pessoas muito diferentes do que eram quando jovens, uns para melhor ou pior, mas isso também é bem relativo.
Afinal, o que é ser bem-sucedido na vida? Ter uma família, um bom emprego, uma carreira profissional, ficar rico financeiramente? Aí entra o termo relativo. O que para uns é um tesouro, para outros, é apenas algo sem importância até. Quem se envolveu com alguma ideologia quando jovem, principalmente através da música (hardcore/punk, sendo mais específico deste texto), seja qual for o estilo, geralmente tende a ser contra o padrão de consumo da sociedade.
Para alguns foi só um período realmente de rebeldia sem causa e são atualmente tudo o que combateram antes de se tornarem adultos perante à sociedade. Outros se mantiveram em seus ideais de forma irredutível e sem muito discernimento e hoje em dia estão à margem da sociedade de consumo. E ser marginal perante o sistema político/econômico/social deste país ou até em outros, é realmente cruel. Você simplesmente pode acabar morto numa rua suja por "n" tipos de fatalidades.
Mas existe um pensamento ponderado (isso se a pessoa ainda acredita em certos valores) e o Descendents justamente são um ótimo exemplo. Os membros da banda não são um bando de "semi coroas" fracassados inclusive aos impiedosos olhos da sociedade. Alguns podem até achar ridículo um bando de pessoas começando chegar à meio século de vida envolvido numa banda de rock. Veja o caso do Iron Maiden, a banda é praticamente uma empresa, o baixista Steve Harris completou recentemente 60 anos de idade, a banda tem um avião jumbo particular e os membros são ricos. E eles realmente gostam de tocar no Iron Maiden.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso? Se puder ler a letra das duas músicas do Descendents, acho que vai entender onde quero chegar. Alias me lembrei também do que sempre converso com outro amigo que convivo bastante, sobre preservar a pureza infantil em nós, a parte boa, de sonhar, de aprender algo novo, de se alegrar com  coisas muito simples. Crianças que brincaram na rua se divertiram muito sem precisar gastar dinheiro ou algum tipo de equipamento, apenas elas e sua ingênua imaginação.
Os tempos são difíceis, o tempo passa muito rápido e todos bem sabemos que nada material deste mundo podemos levar após a morte e mesmo para quem não acredita que haja vida após a morte, saiba que as coisas mais valiosas na breve vida de um ser humano, são justamente coisas que não são materiais.
Como diz o meu melhor amigo: "Onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração"

*ps.: Também dedico este texto ao meu querido amigo Fernando Sanches

sábado, fevereiro 20, 2016

Feed Your Head - Live at W.N.C. (1989)

Como tinha mencionado na última publicação sobre o Feed Your Head, aqui temos mais um registro desta banda que fez parte do cenário punk em Manchester UK.
É um registro de uma apresentação de 1989, provavelmente antes da gravação do segundo LP, o Missing Sound Of Laughter (também publicado aqui), devido ao repertório executado não incluir nenhuma música do segundo disco. No mesmo dia se apresentaram Oi Polloi, Maaseudun Tulevaisuus e o local foi o W.N.C. squat, em Groningen, Netherlands (Holanda), é possível que o squat não exista mais, sendo squat é uma ocupação de um imóvel sem uso.
Bem, o registro não tem muita qualidade, mas é preciso relevar que é um show em um squat. Nos comentários.
* A capa foi feita pelo Sonorica, a gravação não foi lançada em cd ou outro formato, a não ser mp3.

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Feed Your Head ‎- The Missing Sound Of Laughter (1989)

The Missing Sound Of Laughter foi o segundo LP do Feed Your Head, lançado pelo selo da banda, Crucial Climate, em 1989. Aos poucos, graças à internet, mais material do FYH vem surgindo, algumas gravações de shows e compactos, e claro, o Sonorica publicará o material disponível, afinal o Feed Your Head é um dos prediletos da casa. Nos comentários. Assim encerrando o ano de 2015 com uma das bandas mais criativas do punk rock que surgiu nos anos 80.

segunda-feira, novembro 03, 2014

Trümmer Sind Steine Der Hoffnung ‎– Welch Wüste Sich Eröffnet (1997)

Welch Wüste Sich Eröffnet ... Bitter Und Ewig foi o terceiro e último album do Trümmer Sind Steine Der Hoffnung, banda formada pelos principais membros do cenário punk/hardcore de Linz, na Austria, sendo a banda mais conhecida no cenário mundial, o Target Of Demand, inclusive a sonoridade do Trümmer lembra um pouco o T.O.D., só que mais complexo. A banda encerrou suas atividades em 1998. É extremamente difícil encontrar os outros títulos do Trümmer ou até alguma biografia mais detalhada da banda, algum artigo sobre seus membros, etc. Apenas encontrei uma webpage, que deixo como link nesta postagem, uma espécie de ficha do grupo. Sem dúvida foi uma ótima banda e Welch Wüste Sich Eröffnet um disco que merece reconhecimento por sua qualidade e criatividade musical, num vasto submundo da música independente. O idioma alemão dificulta um pouco para compreender as música, mas como a música é universal e o Trümmer foi uma banda que tem o mesmo nível de outras conhecidas mundialmente, como Fugazi, Dag Nasty, etc. Nos comentários

quinta-feira, julho 31, 2014

Death – Spiritual Mental Physical (1976)

Sem dúvida nenhuma o redescobrimento e reconhecimento do trio formado pelos irmãos Hackney, muda a história do punk rock. Até então, o que se chamava de proto-punk (detesto este rótulo), com bandas enquadradas nesse "estilo", como The Stooges e MC5 e até bandas anteriores como os primórdios, como The Troggs e The Sonics, o  Death já tinha formatado a base do punk rock desde 1974, três anos antes do rótulo punk vir à tona e até precedendo o que viria nos anos 80, o pós-punk chamado de hardcore.
Spiritual-Mental-Physical é uma compilação de gravações de demo-tape realizadas entre 1974 e 1976, sendo que sete das músicas foram gravadas no chamado "The Room" com um gravador de dois canais estéreo em Detroit, Michigan.
Num mundo cada vez mais de memória curta, onde muitos das novas gerações acham que tudo veio pronto e que outras coisas brotam do nada, que basta buscar na "wiki", no "google" ou "youtube", este pequeno espaço virtual presta sua homenagem à um dos grupos mais criativos que transformaram o rock'n'roll numa música muito mais ousada desde a sua criação. Todos aqueles que se identificaram com o punk e o hardcore, certamente devem agradecer à Bobby Hackney, David Hackney e Dannis Hackney por sua música. Nos comentários.

segunda-feira, dezembro 30, 2013

24-7 Spyz ‎– Gumbo Millennium (1990)

Elá se vai o ano de 2013! Nestes últimos meses não tive tempo pare escrever no Sonorica devido a minha recente vida institucionalisada... sim, o emprego convencional deixou meus horários limitados, com um pouco menos tempo para pesquisa e elaboração de textos, pois o blog não é apenas para postar discos, se bem que o último deste ano é...
Bom, conversando com um amigo sobre bandas de rock só com afro-descendentes, como Bad Brains, Living Colour, Fishbone e a recente  descoberta band called Death (assim que possível, escreverei sobre esta banda), lembramos do 24-7 Spyz, um ótimo grupo que está bem esquecido e também entra para a lista do Sonorica de bandas e artistas que merecem reconhecimento.
O 24-7 Spyz se formou em 1986, originalmente com Jimi Hazel (Wayne K. Richardson) na guitarra, Rick Skatore (Kenneth D. Lucas) baixo, Kindu Phibes bateria, e P. Fluid (Peter Forrest) nos vocais, oriundos do South Bronx, New York. A banda ficou conhecida pela mistura do soul, funk, reggae e R&B com o heavy metal e hardcore punk. O fato de serem afro-americanos tocando variações de heavy metal fez com que críticos musicais os comparacem com bandas como Living Colour e Bad Brains, se bem que o 24-7 Spyz foi pioneiro na fusão destes estilos musicais em particular e nunca tiveram sucesso comercial substancial.
Após várias mudanças de membros banda encerrou suas atividades em 1998 e voltou em 2003, lançando seu primeiro novo album com novo material em 2006. Em Novembro de 2012 a banda tem se apresentado com a formação composta por Jimi Hazel, Rick Skatore, o baterista Sekou Lumumba e o guitarrista Ronny Drayton.
Equivocadamente o 24-7 Spyz foi rotulado de funk-o-metal, mas a banda vai além disso, como poderá constatar nos comentários deste post, como de costume aqui no Sonorica e ainda relembrando, assim como o primeiro disco deles, o Harder Than You (1989) o Gumbo Millennium está fora de catálogo e se na época que o Brasil lançou algumas bandas desconhecidas na época que o Living Colour e Fishbone fizeram um relativo sucesso comercial e não tomou conhecimento do 24-7 Spyz, quanto mais agora. Espero que os detentores de direitos fonográficos assim como de outras obras musicais, compreenda que este espaço é para o reconhecimento destes trabalhos, que nunca tiveram a chance de reconhecimento e acesso neste país chamado Terra Brasilis.
Gumbo Millennium contém elementos do Soul e R&B e também explora a improvisação do jazz como na música "Dude U Knew". Jimi Hazel (provável que este pseudônimo seja uma homenagem à Jimi Hendri e Eddie Hazel) mostra sua habilidade como mc na faixa hiphop "Don't Push Me" e a música "Racism" ilustra o assunto com uma sonoridade thrash metal. O disco teve reconhecimento de crítica especializada quando o grupo fez a abertura da tourné do Jane's Addiction promovendo o aclamado "Ritual De Lo Habitual" e na noite final da tour, o vocalista P. Fluid anuncia em pleno palco, para a surpresa dos outros membros do 24-7 Spyz, que ele deixaria a banda.
Enfim, o Sonorica se despede do produtivo e de certa forma tumultuado ano de 2013 dando graças à Deus por tudo e também agradecendo de coração à todos os que visitaram este pequeno espaço virtual ao longo dos anos. Sem clichés e frases feitas, desejo um feliz 2014 à todos e assim prosseguimos de Deus quiser!

segunda-feira, junho 24, 2013

The Big One City Of L.A. Power (1991)

Amigo, se você gosta de punk e hardcore e não sabe o que é Flipside, sei lá o que andou fazendo esse tempo todo... Flipside foi um fanzine publicado entre 1977 e 2000 pelos amigos Al "Flipside" Kowalewski, Larry Lash, Pooch, Tory e X-8, formandos da Whittier High School que documentava o cenário hardcore punk de Los Angeles. No início, a primeira edição foi publicada no formato 1/4 de página em papel fotocópia grampeado à mão e nos anos 80 o zine tinha capa colorida com mais de 100 páginas. Também o zine Flipside passou a publicar coletâneas em formato VHS e criou um selo fonográfico.
A coletânea The Big One foi editada pela Flipside Records em formato LP com o lado A dedicado a Los Angeles e o lado B a San Francisco, sendo posteriormente lançado no formato CD no ano de 1991. Em The Big One, se encontram bandas que se tornariam conhecidas do grande público, como Bad Religion, L7, The Offspring e Green Day. O interessante é que a produção, compilação e livreto de notas foram autoria de Joy Aoki, pintora, designer gráfica e ativista ambiental de L.A.. Também destaco bandas conhecidas do cenário hardcore, como Down By Law, Monsula, VIctim's Family, Mr. T Experience, a versão inédita de A Take Away do Big Drill Car e American Society do L7. Nos comentários.

terça-feira, junho 11, 2013

Trümmer Sind Steine Der Hoffnung / Those Who Survived The Plague ‎– Split 7" (1998)

A banda Trümmer Sind Steine Der Hoffnung se formou na cidade de Linz na Austria em 1995, com membros das mais significativas e atuantes bandas do cenário punk/hardcore desta cidade, principalmente o Target Of Demand. Há mais informações sobre Trümmer Sind Steine Der Hoffnung em um pequeno release no myspace, mas como está escrito em alemão e o software de tradução não é muito confiável, apenas me limito à dizer que tudo começou no cenário de Linz com oficinas e associações culturais da cidade por volta de 1988 e logo tiveram contato e concertos com bandas americanas como Bad Religion e Fugazi e a banda encerrou suas atividades em 1998. A outra banda que faz parte deste compacto split é Those Who Survived The Plague, não encontrei informações mais detalhadas, apenas que se formou em Vienna no ano de 1992 tendo como membro o guitarrista do Target Of Demand, Andreas "Mops" Breitwieser e encerrou suas atividades em 1999. Nos comentários.

quinta-feira, junho 06, 2013

Target Of Demand / Stand To Fall - Split LP (1988)

Este split album foi o primeiro registro do Target Of Demand após sua demo-tape de 1987. Stand To Fall também estreou neste split. Infelizmente não encontrei informações da banda, que lançou seu último registro, o cd Fear, em 1993 pelo selo austríaco CCP Records. A primeira vez que ouvi o Target Of Demand foi através deste disco, que meu amigo tinha recebido pelo correio da Alemanha. Sem dúvida uma das melhores bandas do cenário hardcore punk da Austria nos anos 80. Eu tinha publicado aqui sobre seu primeiro LP, o Gruss, de 1989, mas o link não funciona mais porque bloquearam minha conta do Mediafire e também escrevi à respeito disso. Mas já providenciei um novo link para o Gruss, porque é um ótimo disco de hardcore e mesmo sendo de um selo um pouco mais conhecido, o We Bite Records, por aqui ele praticamente não existe. Mais de Target Of Demand e Stand To Fall nos comentários e segue o trabalho deste weblog.

*PS.: Aqui neste link, você escutar o split: Target Of Demand / Stand To Fall - Split LP (1988)

sexta-feira, maio 10, 2013

Feed Your Head ‎– Realm Of The Gods E.P. (1988)

No universo da música há uma vastidão de bandas que tornam impossível conhecer todas e acabamos não tendo a oportunidade de prestigiar músicas que facilmente se tornariam parte de nossa trilha sonora ao longo da vida. Mesmo dentro de estilos específicos o número de bandas é incontável, os gostos pessoais são relativos, mas sempre é bom tentar adotar uma análise imparcial e sempre digerir um trabalho musical com calma, mesmo que este não agrade na primeira audição. Muitas bandas que não me agradaram nas primeiras audições hoje em dia frequentam o meu aparelho de som com muito prazer. Não foi o caso do Feed Your Head, pois eu gostei logo na primeira vez que ouvi. E como sempre penso e escrevo aqui, o weblog tem também a função de dedicar um espaço para divulgar a arte de grupos e artistas que passam desapercebidos neste imenso volume de dados e informação.
Não é a primeira vez que escrevo sobre o Feed Your Head, uma banda punk formada no ano de 1986 em Manchester, UK. Realm Of Gods e.p. antecede o lp Stargazer e a música do ep, "When The North Wind Blows", acabou fazendo parte do lp. Realm Of Gods possui as características de gravação da época, com sonoridade mais "crua", não havia tantos recursos para bandas independentes, não havia acesso a grandes estúdios e é claro, não havia tantos equipamentos digitais de gravação com preço tão acessível ao consumidor comum como há hoje em dia devido a revolução digital. Este foi o primeiro título do selo independente Crucial Climate, criado pela própria banda. Se gostou do que ouviu no link acima, nos comentários pode conhecer mais sobre o Feed Your Head ou relembrar essa época, um momento especial do cenário hardcore punk dos anos 80. Quando digo sobre os anos 80, não quero dizer como hoje em dia se fala desta década, como um fetiche, algo estranho que misteriosamente torna "cool" coisas que eram e ainda são de qualidade duvidosa. Não, o Feed Your Head independente de gostos pessoais é uma banda autêntica e criativa e suas canções não se tornaram um objeto empoeirado na prateleira de um brechó com cheiro de mofo, não mesmo.

quinta-feira, julho 12, 2012

Concrete Sox / Heresy split LP (1987)


Em Nottingham, 1983 nas jam sessions com Gabba (Chaos U.K./F.U.K.), Kalv (Heresy/Geriatric Unit) e vários amigos, se formou com Vic Croll e Les Duly o Concrete Sox que inicialmente se chamou Concrete Evidence. É considerado o pioneiro do crossover, junto com os grupos Sacrilege, Onslaught, Deviated Instinct entre outros e um dos mais influentes do hardcore/crust punk britânico. O Heresy nasceu na mesma cidade do Concrete Sox em 1985 por Reevsy (guitarra, voz), Kalvin "Kalv" Piper (baixo) e Steve Charlesworth (bateria). Seu primeiro registro foi um flexi-disc de 6 faixas pela Earache records. Seu primeiro LP foi o split album com o Concrete Sox, também pela Earache em 1987, que se tornou um clássico do hardcore punk. Clique aqui para acessar o arquivo deste registro indispensável do hardcore punk.

quarta-feira, julho 11, 2012

Anglican Scrape Attic 7'' - Various Artists (1985)

Um clássico do hardcore punk e do crossover, o compacto Anglican Scrape Attic foi lançado em formato flexi disc na Inglaterra em 1985, com duas bandas pioneiras no estilo crossover (heavy metal e hardcore punk), o Hirax e o Sacrilege, as duas bandas de hardcore japonês Execute e Lip Cream e a banda inglesa Concrete Sox com o seu clássico, Eminent Scum. Foi uma das minhas primeiras aquisições, quando comprei na Rainbow, a loja do Nunes, localizada na galeria do rock. Isso foi em 1986 e custou U$ 1,00. Clique aqui para acessar o arquivo.

sábado, junho 09, 2012

S.O.B. - Dub Grind ep (1999)

Algum tempo atrás tive um problema com uma gravadora sei lá de onde que reclamou de um disco do Warsaw (Joy Division) que publiquei aqui e minha conta no MerdiaFire foi bloqueada, mesmo sendo um blog tão pequeno e desconhecido. Infelizmente não tive tempo de atualizar todos os links para realmente divulgar artistas que mal fazem "sucesso" aqui no Brasil e não vão fazer mesmo, como é o caso do S.O.B.
Dub Grind foi o único album gravado em estúdio com o vocalista Naoto e particularmenee diferente dos outros trabalhos do S.O.B. com mais efeitos sonoros e uma sonoridade "menos" agressiva.
Atualizando, como de costume, nos comentários.

terça-feira, maio 08, 2012

S.O.B.- Leave Me Alone ep (1986)/Don`t Be Swindle (1987)



Como disse antes, juntamente com os pioneiros ingleses do Napalm Death, o S.O.B. de Osaka consolidou o estilo grindcore e se tornou referência e influência para muitos grupos do gênero. O ep Leave Me Alone é o primeiro registro fonográfico do grupo e assim como o lp Don't Be Swindle, o S.O.B. ainda tinha uma sonoridade mais voltada ao hardcore punk, mas com as características do estilo grindcore. Nestas gravações se encontram clássicos da banda, como: Thrash Night e Raging In Hell.
Vale lembrar da influência do S.O.B. sobre o Napalm Death e aqui também posso fazer uma analogia com John Coltrane e Albert Ayler. Mas hein?! Pois é, em ambos os casos aconteceu a troca de informações e inspiração musical. John Coltrane quando se tornara um nome importante para os saxofonistas do estilo chamado Bebop e post-bop (detesto este rótulo de "post"), influenciou Albert Ayler no fim doas anos 50. Já no início dos anos 60 Ayler desenvolvera um estilo mais livre de tocar e em sua gravação de 1962 já possuía as características que o consagraram como grande nome do chamado free jazz. Neste meio tempo John Coltrane ainda estava desenvolvendo sua música para um horizonte mais amplo e seu célebre quarteto ainda utilizava estruturas mais definidas. Neste momento de pesquisa e transição, Coltrane ouviu a sonoridade extremamente livre de Ayler e isso foi decisivo para a grande mudança de sua música, tanto que de 1964 em diante, Coltrane jamais soaria o mesmo. O mesmo tipo de troca aconteceu entre o S.O.B. e o Napalm Death. Os ingleses pioneiros do grindcore influenciaram os japoneses de Osaka e depois, na época da gravação do disco From Enslavement To Obliteration de 1988, a música do S.O.B. teve grande influência em sua concepção. Segundo o vocalista Lee Dorrian, muitos riffs das músicas do disco foram baseadas na sonoridade do S.O.B.. Clique aqui para acessar o arquivo.

quinta-feira, abril 19, 2012

S.O.B. / Napalm Death split ep (1989)


Tão urgente e veloz como o grindcore, não há muito o que dizer e nem motivos necessários para me alongar neste post. Simplesmente é um clássico do estilo com as duas colunas do grindcore. Simplesmente necessário. Clique na imagem para acessar o arquivo.

quinta-feira, março 08, 2012

All - Everything Sucks demos (1996)

Ainda me lembro quando comprei meu primeiro lp do Descendents, o Liveage, numa loja de discos na notória rua 24 de Maio, numa galeria ao lado da Galeria do Rock. Isso foi por volta de 1989 e minha trilha sonora das skate sessions obviamente incluiam o Descendents, que vim a conhecer pelas músicas Theme e Coolidge que eram parte da trilha sonora escolhida pelos participantes do Savannah Slamma, um clássico das competições de street skate, como aqui em São Paulo tinhamos o Ladeira da Morte na modalidade downhill.
O Descendents se diferenciava pela sua sonoridade apurada dentro do punk, a guitarra de Stephen Egerton colocava a estética e técnica de Eddie Van Halen a serviço do punk rock, o baixo de Karl Alvarez me remetia aos contrapontos melódico-harmônicos de Paul McCartney. Bill Stevenson estava entre os bateristas mais criativos do hardcore norte americano, preciso, ágil e pesado, além de ser um grande compositor. Milo Aukerman com certeza derreteu muitos corações com sua voz simples e romantica. Como muitos que acompanhavam as notícias do cenário hardcore, Milo escolheu se ausentar do Descendents por conta de sua vida acadêmica, sim, Milo é cientista (não é a toa a aurea nerd que virou símbolo do grupo, que é a caricatura de Milo nos tempos de colégio fez, o tal do bullying que hoje tanto se fala). Então os integrantes do Descendents resolveram desenvolver outro projeto enquanto Milo não voltava, surgindo o All, uma materialização dos conceitos proclamados no último disco do Descendents: All, de 1987, que possuia até um manifesto/constituição em forma de música: All-O-Gistitcs. A primeira fase contou com Dave Smalley que cantava no DYS, Dag Nasty e posteriormente no Down By Law. Com a entrada de Scott Reynolds, o All consolidou sua sonoridade mais apurada, que passeava naturalmente pela música popular norte americana, ou seja, ali estavam, o ragtime, country, rock'n'roll, pop, hardrock e é claro o punk rock de forma homogênea e original. Depois veio Chad Price com um estilo mais rock, mais agressivo e o All deixou um pouco de lado as inúmeras variações nas músicas e ficou mais pesado. Embora Chad Price tivesse algo semelhante a Scott Reynolds, não possuia digamos, a fluidez soul de seu antecessor. O All se tornou mais primal e de certa forma se aproximou mais do Descendents, tanto que os dois projetos acabaram se misturando.
Quase 10 anos depois do último registro inédito do Descendents, o tão esperado retorno de Milo em Everything Sucks, com músicas inéditas. Milo não esteve distante de seus amigos, tanto que participou das gravações de Breaking Things, do All, o disco em que Chad Price assumiu o posto de vocalista. E atestando que o All e Descendents eram um só, independente do fato que todos os integrantes são os mesmos e só se diferenciam pelos vocalistas, sonoridade e composições, temos aqui a versão All do Everything Sucks do Descendents, com músicas inéditas e versões das outras incluidas na versão oficial. Clique na imagem para acessar o arquivo. Enjoy!

quarta-feira, novembro 23, 2011

Jingo De Lunch - Cursed Earth ep (1988)

Kreuzberg, uma província de Berlin, com cerca de 31,6% composta de imigrantes, sendo muitos deles descendentes de turcos, possui um histórico de contra-cultura e alto índice de desemprego. Um campo extremamente fértil para o segmento punk. O guitarrista Joseph Ehrensberger fazia parte do Vorkriegsjugend (um dos mais influentes grupos de hardcore da Alemanha, que inclusive teve um ep lançado no Brasil pelo selo independente New Face), se juntou à Tom Scholl, Henning Menke, Steve Hahn e a vocalista Yvonne Ducksworth (que chegou em Berlin no ano de 1983), para formar o Jingo De Lunch em Abril de 1987. Um dos melhores grupos que também recebeu o sub-gênero stenchcore. As influências do Jingo De Lunch são o punk rock, hardcore e hardrock e neste ep há versões de Thin Lizzy e Bad Brains. Clique na imagem para acessar o arquivo.
 
 
Studio Ghibli Brasil