segunda-feira, janeiro 30, 2012

A Letter to Momo (ももへの手紙)


video
A história de uma garota chamada Momo que luta com passagem repentina de seu pai e resultando passar para o campo. Momo encontra uma surpresa do outro mundo em seu novo lar. Novo filme do estúdio de animação Production IG e dirigido por Hiroyuki Okiura, que também foi responsável pelo filme Jin-Roh de 2000. O processo de produção durou 7 anos entre planejamento, escrita, storyboards, e direção.

domingo, janeiro 22, 2012

Sabu Toyozumi, Rodrigo Montoya e Thomas Rohrer no Otto Bistrot (30/01/2012)

Na última segunda-feira do mês de Janeiro teremos novamente o prazer da presença de Sabu Toyozumi, que se apresentou por aqui no mês de Dezembro de 2011. Toyozumi se apresentará com um trio formado pelos integrantes do pioneiro projeto grupo de Improvisação Livre brasileiro, que são Rodrigo Montoya, violão e shamisen e Thomas Rohrer, rabeca e saxofone. Sabu também toca o erhu, instrumento de corda tocado com arco, de origem chinesa. Com certeza será uma apresentação com música livre e criativa sem decepções, pois os três músicos possuem uma identidade própria e um trabalho consistente. E como se não fosse suficiente esses motivos para prestigiá-los, o concerto será realizado em um local agradável, acessível tanto fisicamente (bem perto do metrô Paulista), às 21:ooh, como financeiramente (apenas R$5,00). Se você tem interesse e prazer de ouvir música criativa, ousada, compromissada apenas com a arte, já começou o ano de 2012 ganhando esse presente.

local: Otto Bistrot - Rua Pedro Taques, #129;
horário: 21:00h
preço: R$5,00

Feirinha da Teodoro: agonia e tristeza, a sociedade morre mais um pouco

Uma cena comum na cidade de São Paulo é a morte de uma pessoa que perdeu sua cidadania e dignidade e é denominado indigente. A sepultura não possui um epitáfio, não há flores, nem pranto. No dia de finados ninguém faz uma visita. O óbito ocorreu enquanto a cidade pulsava, pessoas iam para o trabalho, escola, às compras, ao lazer. Uma pessoa morreu e deu seu último suspiro e ninguém ouviu ou se deu conta. Só depois alguma pessoa na mesma situação percebeu que seu semelhante em estado de humilhação social, não tinha mais o fôlego da vida. Ou algum funcionário encarregado da manutenção das vias públicas deparou com uma carcaça sem vida. É um saco de plástico preto com lixo ou um gavetão com um cadáver? Ora, quem se importa?
A Feirinha da Teodoro, que ocorria no quarteirão da rua Teodoro Sampaio entre as ruas Lisboa e João Moura, deixou de existir por conta da nova diretriz da prefeitura da cidade. Tecnicamente a Feirinha da Teodoro e a feira da Benedito Calixto, tem muitas diferenças, mas num ângulo mais abrangente seriam praticamente a mesma coisa. Mas como a feira organizada na Teodoro era desvinculada aos mecanismos burocráticos, corporativos e políticos, teve sua existência revogada. Não que os artesãos da feirinha da Teodoro quisessem fazer as coisas de forma a ferir as leis constitucionais, muito pelo contrário, queriam legitimar e legalizar formalmente a sua situação e poder expor e comercializar seu artesanato dentro dos estatutos.
Mas prevaleceu a vontade de outros grupos. Não vou estender sobre esta questão em particular por já ter abordado isso por aqui anteriormente. Também não vou citar a diretriz extremamente equivocada tomada pelas autoridades em relação ao artesanato independente.
Tenho consciência plena de que haverá discordância do que estou emitindo aqui. Claro, qualquer pessoa tem o direito de discordar e fazer algum comentário, mas será perda de tempo argumentar para mudar minha opinião, pois ela se baseia meramente em fatos e resultados, não em suposições e teorias e ideologias.
Recentemente, um grupo dos movimentos dos sem terra invadiu uma propriedade que estava em desuso pelo proprietário por um longo período, sendo dada por abandonada. Existe até um mecanismo de lei que legitima esta ocupação, o termo usucapião. Mas depois da invasão o proprietário tomou conhecimento e resolveu acionar a reintegração de posse, mesmo que fosse para continuar com sua propriedade sem uso algum. Os ocupantes na intenção de fixar moradia e transformar o local como fonte de sustento, com foco na agricultura, se mobilizaram e formaram um pequeno exército para um confronto com as autoridades. A Justiça decidiu por anular a reintegração de posse e buscar um meio sensato de resolver o conflito. Os ocupantes responderam com resistência e convicção e conseguiram um resultado mais favorável até então.
O caso da Feirinha da Teodoro que é menos complexo que este que citei não teve o mesmo resultado. Se você observar a foto abaixo ou se esteve no local em questão nestes últimos meses, pode constatar que permaneceu apenas um número irrisório de artesãos engajados na luta pelos seus objetivos. Não chegou nem de perto a 10% dos que expunham seu artesanato que participou do foco de resistência. É frustrante ver que um bando de adolescentes tem mais perseverança em conseguir o melhor lugar no show da Britney Spears do que muitos que simplesmente entregaram os pontos quando se baixou o decreto autoritário da prefeitura. Não era nada garantido que se todos os artesãos continuassem a sua vigília de protesto até agora, teriam conseguido atingir seu objetivo. Mas é mais do que óbvio que se todos tivessem se unido totalmente, algo teria acontecido de forma mais positiva para os participantes da feirinha. A união faz a força para se fazer ouvir.
Teriam sem dúvida deixado um belo zumbido de indignação nos ouvidos da autoridade arbitrária. Mesmo que se não conseguissem o direito de continuar com a feirinha, a luta não teria de maneira alguma sido em vão. Mas as vozes foram abafadas no meio do trânsito e da multidão, multidão de pessoas, carros, interesses sócio-político econômicos. Se a Feirinha da Teodoro deu seu último suspiro, ninguém ouviu, ninguém se deu conta, ninguém se comoveu e mais um pedaço de vida desta cidade morreu. Não há funeral, não há flores e muito menos a bandeira a meio mastro. Quem descansou em paz?

*ps.: Depois que escrevi este texto, as autoridades resolveram voltar atrás e retomaram o processo de reintegração de posse e o que se vê no noticiário, a crueldade em nome do lucro e interesses nada nobres. E a população, os pobres sofrem.



sexta-feira, janeiro 20, 2012

Louis Hayes - The Real Thing (1977)

Louis Hayes nasceu dia 31/05/1937 em Detroit, sua maior influência foi Philly Joe Jones e teve Papa Jo Jones como mentor musical. Ainda no fim da adolescencia trabalhou com Yusef Lateef e Curtis Fuller, depois se associou a Horace Silver e três anos depois com Cannoball Adderley, Oscar Peterson por dois anos e realizou diversos trabalhos com Freddie Hubbard, Joe Henderson, Kenny Barron e James Spaulding. No início dos anos 70 formou um quinteto com Woody Shaw e Junior Cook que deixou o grupo, dando lugar à Renè McLean, que desenvolveu sua própria personalidade ao saxofone, independente de ser filho de Jackie MacLean.
The Real Thing se assemelha em alguns aspectos ao Jazz Messengers de Art Blakey, mas a sonoridade é uma contemporânea do chamado hardbop. Talvez haja mais semelhanças entre os Messengers e o sexteto de Hayes quando Billy Harper colaborou com Blakey. Hayes tocou com Trane na época do hardbop nas gravações do selo Prestige e também no controverso Coltrane Time, que teve alguns problemas burocráticos, de marketing, pois se tratava de uma seção liderada por Cecil Taylor, entitulada de Hard Driving Jazz. Louis Hayes é um baterista enraizado na tradição do jazz que proporciona um andamento dinâmico e vigoroso às composições. Slide Hampton é contemporâneo de Curtis Fuller e não deixa de ser fruto da evolução do trombone desde J.J. Johnson. Stafford James tocou com Albert Ayler, Pharoah Sanders, Alice Coltrane, Gary Bartz, Andrew Hill entre outros músicos criativos. Ronnie Mathews tocou com Art Blakey, Max Roach, Clifford Jordan e muitos citavam Thelonious Monk e Bud Powell em suas influências e algumas semelhanças do estilo de McCoy Tyner.
The Real Thing é um disco atemporal e cheio de vitalidade, aliás vitalidade é a principal característica de Loius Hayes à bateria. Clique na imagem para acessar o arquivo.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Luiz Melodia - Pérola Negra (1973)

O filho do sambista e compositor Oswaldo Melodia nasceu no morro do Estácio dia 7 de Janeiro de 1951, mas Luiz Carlos dos Santos não recebeu incentivo do pai em seguir a carreira musical. Mas com o tempo, seu Oswaldo esqueceu da idéia de seu único filho homem se tornar um "doutor" formado, com diploma e tudo mais, se tornando grande fã de Luiz Melodia.
Ultimamente algumas pessoas redescobriram grandes músicos que passaram batido por eles dos anos 80 até hoje. Muitos até tinham um grande pré-conceito em relação à mpb, associando estereótipos equivocados. Por muito tempo esse grupo ligado a cultura em São Paulo renegava o produto musical nacional e no máximo se admitia Os Mutantes e ainda por cima por conta de certos ingredientes estrangeiros, fora a citação de músicos estrangeiros sobre a música brasileira, que influenciaram essa gente, mesmo que forma um tanto quanto estranha.
O tragicômico é que só depois de muito tempo começaram a comentar sobre Itamar Assumpção (ele, o baterista Gigante Brasil eram facilmente encontrados pela cidade e até no bairro em que moro), só quando ele morreu é que "descobriram" o Itamar, fizeram até um documentário. Agora também "descobriram" o Jards Macalé, que também passou batido, tanto que me lembro quando ele se apresentou por aqui a quase dez anos e praticamente só havia os velhos fãs.
Será que o Luiz Melodia vai receber o devido reconhecimento?
Pérola Negra foi lançado no mesmo ano em que nasci e sem dúvida merece estar no mesmo patamar do primeiro lp de Itamar, o Beleléu, Leléu, Eu (1980) e Jards Macalé (1972), que inclusive conta com uma bela versão de Farrapo Humano do disco Pérola Negra.
Para muitos, Pérola Negra pode ser bem familiar, não seja novidade nenhuma, mas para outros muitos que resolveram parar de desejarem ser do cenário artístico de New York ou London, Luiz Melodia seja uma grande descoberta. Clique na imagem para acessar o arquivo e comprovar o que estou falando.
*ps: Só para instigar a cuiriosidade dos moderninhos e antenados, tem uma música do Pérola Negra em que se usou um sampler do Daminhão Experiença. Quem tem ouvidos, que ouça...

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Teóricos e filósofos de facebook

Tão comum e frequente como spams, banners de publicidade que inundam as páginas da world wide web, também há um mar de muitas vozes divagando sobre diversos assuntos existenciais e socio-políticos na janelinha do facebook. O formato configurado desta ferramenta de relacionamento pessoal digital permite o compartilhamento coletivo de tais divagações, mesmo que o usuário não as queira, involuntariamente estará em sua página devido ao recurso chamado share (compartilhar). Ou seja, um conhecido de um colega de um amigo do seu amigo resolve compartilhar uma frase, imagem com outro que você não conhece, mas é contemplado da mesma forma e se desejar, pode adicionar um comentário e se envolver na pauta. O livre arbítrio nos proporciona tudo isso e de forma alguma estou me isentando deste processo, pois também estou conectado ao serviço. As vezes esqueço que algumas pessoas que não conheço, mas estão indiretamente ligadas a minha pessoa pela rede do facebook, acabam deparando com links de video do youtube com bandas de heavy metal, hardcore, improvisação livre, pop que podem ser o fim da picada para elas. Então o caso aqui não é criticar a existencia desse mecanismo e muito menos quem compartilha, mas refletir sobre o teor do que se escreve e se compartilha no facebook. Em sua essência, não é diferente daquelas calorosas divagações de mesa de bar que ainda se vê por aí (ainda bem). A diferença é que o conteúdo alcança um número maior de pessoas e de forma involuntária.
Espero que a pessoa que expõem suas teorias e filosofias tenha o mínimo de responsabilidade e coerência em primeiro avaliar suas fontes de informação (ora, qualquer pessoa de mentalidade mediana sabe que o google e a wikipedia não são fontes 100% seguras) antes de apertar a opção share ou responder a pergunta what's on your mind? ou add photo/video. Claro que algumas pessoas diante desta questão me mandarão um screw you digitado em caixa alta e compartilharão goela abaixo de quem quer que seja, afinal são livres e não dependem de ninguém e etcs por aí afora. Mas também não devemos esquecer de um fato inevitável: quem fala o que quer, acaba ouvindo o que não quer. Eu mesmo estou sujeito a isso quando escrevo no meu próprio weblog, facebook, msn e é claro, no facebook.
O interessante é que o facebook se tornou um instrumento para veicular pensamentos que muitas pessoas não tinham coragem de expor e compartilhar no mundo real. então no mundo virtual surgem ativistas dos mais ferrenhos e os mais profundos filósofos que a história da humanidade jamais presenciou antes. Também não é tarefa de peritos perceber que muitos desses teóricos e filósofos de internet não tem lá muita certeza do que estão falando, que não fizeram a lição de casa, ou seja, não fizeram uma extensa pesquisa e estudo sobre o assunto abordado (afinal, quem tem tempo pra isso, né?) e acabam escrevendo no calor de suas emoções deixando a razão de lado justamente no ponto em que ela é essencial. Fora que há uma parte considerável de teóricos e filósofos de facebook que não são testemunho do que pregam na web. É o famoso faça o que eu digo e não o que eu faço. E tem gente que ainda acha engraçado este tipo de afirmação e até aceita, fazendo pacto com a dona hipocrisia.
Espero que as pessoas busquem mais entendimento e não agarrem qualquer frase de efeito, dando a desculpa que os dias de hoje não permitem uma melhor reflexão. Então tá, é como pegar um ônibus sem ler o nome e número da linha, o itinerário que estão bem visíveis na frente e na lateral de entrada do veículo e ainda por último recurso, perguntar ao motorista e ao cobrador. Vai ver onde você vai parar, queria ir até uma travessa da av. Paulista e parou no ponto final da Parada de Taipas.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Sabu Toyozumi e a música

No último mês de Dezembro em 2011 Sabu Toyozumi ministrou um workshop de improvisação livre no setor de oficinas do Centro Cultural São Paulo. Ele fez um resumo dos conceitos básicos deste tipo de linguagem musical e procurou fazê-lo da forma mais abrangente possível tendo em vista o tempo escasso de duração, pois a atividade era de apenas um dia com três horas de duração. Se ainda havia algum vestígio do estereótipo do oriental que zela de forma rígida pelo esmero meramente técnico, perfeccionista e até frio em suas atividades, sem dúvida vários pontos foram expostos à alva da luz. Sim, faz parte da cultura japonesa este zelo e busca pelo perfeito de uma forma mais contundente ao que estamos acostumados por aqui. Mas isso de forma alguma implica num produto impessoal, robotizado e asséptico. Muitos conceitos sobre certas palavras e seus significados são interpretados de forma errônea e muito se perde na penumbra da ignorância. Como no caso da palavra disciplina. Muitos ainda entendem como algo rígido, autoritário e castrador de liberdade e isso não isenta pessoas com um grau de educação, informação e cultura considerado elevado.
Enfim, todos estes ítens que são interpretados de forma distorcida são necessários para produzir uma arte de alta qualidade e criatividade, tanto fisicamente como espiritualmente, mas os métodos jamais devem ocupar o espaço que não lhe pertence, os meios não devem sobrepujar os fins, os métodos não devem sobrepor os resultados, são apenas veículos, ferramentas. Isso é comprovado no horrível formato que a maioria dos músicos brasileiros acabam adotando, seguindo rascunhos pra lá de equivocados e no máximo se tornam uma imagem refletida de uma instituição como a Berklee College Of Music, mas só que é um reflexo de um espelho de parque de diversões. Institutos de tecnologia guitarrada e caixinha de fósforo ou sei lá o que, vão produzindo em série sub-produtos em um molde como os produtos da 25 de Março, homogêneos, com gosto (ou sem) do achocolatado em pó genérico que vem na cesta básica mais em conta.
Mas tudo isso é assunto para uma outra pauta, pois o que é interessante e proveitoso para quem apenas quer desfrutar da música vinda da nascente, cristalina, isto é, vinda de nossos sentimentos, emoções, pensamentos, auxiliada e arquitetada pelo nosso lado racional, deve atentar para o que Sabu Toyozumi pôde transmitir em sua breve passagem por estas terras. Ele afirmou várias vezes o quanto é danoso o músico entrar em desequilíbrio no aperfeiçoamento musical, deixando a técnica ocupar espaço demasiado no indivíduo. A técnica só precisa ser eficiente para representar com o máximo de fidelidade possível o sentimento do artista. Sabu afirmou várias vezes que devemos criar música, tocar como uma criança, com aquele frescor, sem se preocupar com a opinião de outras pessoas, ser livre de conceitos pré-determinados, humilde, de coração aberto.*
Depois que o sr. Toyozumi expressou de forma mais abrangente possível no curto espaço de tempo disponível o que é e como se deve compreender sobre música, no caso específico a improvisação livre, foi diretamente ao assunto: tocar. O estudo é apenas o veículo, não haverá proveito se o músico não interagir com outros músicos, ouvintes e o meio ambiente. Absorver informações e sensações e transformar tudo num belo gesto sonoro. Ora, isso é tudo tão óbvio, quantos textos e ensinamentos já não foram proferidos ao longo da história da arte sobre isso? Mas a vaidade humana insiste em complicar tudo...

* "Portanto, aquele que se tornar humilde como uma criança, esse é o maior no reino dos céus." - Mateus 18:4

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Abaetetuba na Galeria Coletivo

Nesta última sexta-feira dia 6 de Janeiro de 2012 aconteceu a reunião de todos os membros do grupo pioneiro de improvisação livre no Brasil, o Abaetetuba, que contou com Antonio "Panda" Gianfratti (percussão), até então o único que permaneceu no Brasil da formação original, Rodrigo Montoya (shamisen, violão), que retorna a São Paulo após um período na Inglaterra, Yedo Gibson (saxofones) e Renato Ferreira (saxofone e contra-baixo), que residem atualmente na Holanda, Thomas Rohrer (rabeca), que também reside em São Paulo e Luiz Gubeissi (contra-baixo), que recentemente retomou sua trajetória musical junto ao grupo. Faziam bons anos que o Abaetetuba não se apresentava com todos os seus integrantes por aqui. Foi um belo presente para mim em particular, poder prestigiar música extremamente criativa, feita por amigos e ainda a três quadras de minha casa. Também participaram da apresentação, Alfredo Genovesi (guitarra) e Sandra Pujols (voz), que são membros da Royal Improvisers Orchestra, fundada por Yedo na Holanda, que se apresentou pela primeira vez no Brasil, no Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude e Espaço Serralheria.
Nada mais estimulante e justo como ter o Abaetetuba abrindo o ano de 2012 para a improvisação livre no Brasil, que está no início de uma longa caminhada para se consolidar como voz ativa no cenário musical brasileiro, que necessita urgentemente expandir seus horizontes, romper inclusive com os novos clichés do distorcido e recente cenário underground ou independente nacional, que tem o triste histórico de sabotar a si próprio. Que a improvisação livre possa existir e se estabelecer por si só e podendo contar com a colaboração de outras áreas, para que a improvisação livre soe livremente, mas não com uma estrutura improvisada.
 
 
Studio Ghibli Brasil