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terça-feira, julho 30, 2013

Arthur Doyle Electro-Acoustic Ensemble ‎– Live In Nashville & Louisville (2011)

Só hoje consegui um tempo para atualizar o Sonorica, pois o tempo tem sido curto devido à outras atividades. Mas continuemos divulgando o trabalho musical de Arthur Doyle e um de seus projetos, o Electro-Acoustic Ensemble.
Nesta gravação de 2004, feita no Springwater Tavern & Artswatch, lançado em 2011, o Electro-Acoustic Ensemble conta com Arthur Doyle no saxofone tenor e voz, Vin Paternostro no synthesizer Roland 505, Leslie Q no contra-baixo e Ed Wilcox na percussão. Segue nos comentários.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra ‎– Bushman Yoga (2007)

Ano novo, vida nova, nova hospedagem e assim segue a esperança de continuar a divulgar arte em forma de música sem obstruções corporativas.
Arthur Doyle é um dos prediletos da casa com sua arte única e está entre os sobreviventes da luta pela música criativa e livre de classificações e normas convencionais. Sua trajetória de vida passa por momentos difíceis, como seu injusto encarceramento, que nas entrelinhas se encontra o racismo. Hank Mobley passou por situação semelhante, gerou frutos: o album Slice Of The Top. Doyle compôs The Songwriter e centenas de composições quando esteve até privado de tocar seu saxofone.
Doyle não se limitou ao rótulo free jazz e transitou no solo fértil do manifesto artístico chamado de No Wave e fez parceria com o músico Rudolph Grey no grupo The Blue Humans. Apesar do nome Arthur Doyle até hoje ser de certa forma desprezado pela mídia musical, segue no árduo trabalho de fazer música e um de seus projetos, foi o Arthur Doyle's Free Jazz Soul Orchestra. Free Jazz Soul não quer dizer que você irá deparar com um free jazz e o groove da soul music. Estas três palavras são empregadas por Doyle de maneira fundamental, não como denominações estilísticas musicais. São cerca de 72 minutos divididos em 12 peças improvisadas numa jornada sonora onde são exploradas de maneira única, sopros, vozes, sons eletrônicos e percussivos. Quem conseguiu a tempo compartilhar dos dois compactos de Doyle que postei aqui (antes de ter minha conta do MediaFire suspensa), pode esperar o mesmo alto nível da arte de Doyle. Segue nos comentários do post o acesso ao Bushman Yoga.
Enfim, quem aprecia a arte de Arthur Doyle e tiver condições financeiras e amor à música, pode contribuir com Doyle comprando seus discos que estão disponíveis nos catálogos das gravadoras, lembrando que Doyle é um legítimo músico underground e outsider, logo, a venda de um simples CD sob seu nome, é uma contribuição em tanto!

segunda-feira, março 28, 2011

Arthur Doyle Quartet: Live @ The Cooler (1995)

Arthur Doyle ainda soa um nome obscuro no cenário músical, mesmo sendo homenageado na música "Kim Gordon and the Arthur Doyle Hand Cream" no disco Sonic Nurse (2004) do Sonic Youth e as frequentes declarações de Thurston Moore sobre a influência do free jazz e Doyle na sua trajetória musical. Doyle nasceu em Birmingham, Alabama, 25/06/1944, tocou em grupos de R&B, participou do importantíssimo registro do free jazz, o disco Black Ark de Noah Howard, como também seu próprio registro sob seu nome, o Alabama Feeling. Passou longos 5 anos preso por falsas acusações, onde compos cerca de 300 peças, sem poder usar seu instrumento musical. O resultado está em Songbook (1992), Songwriter (1994), e Do the Breakdown (1997). Arthur Doyle tem uma afinade com guitarristas, como se pode constatar em suas parcerias com Keiji Haino, Thurston Moore e seu velho parceiro Rudolph Grey, com quem desenvolveu o grupo The Blue Humans, ligado ao cenário No Wave de New York.
No Live at The Cooler, o quarteto de Doyle, que conta com Wilbur Morris no baixo e Tom Surgal na bateria, executa 3 peças onde predomina uma paisagem de ambiência sonora com destaque nas texturas criadas pela guitarra de Rudolph Grey e até em Flute Song, Doyle extrai uma sonoridade mais aspera e agressiva. Clique na imagem para acessar o arquivo e adentrar na atmosfera surpreendente e criativa de Arthur Doyle.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Einstürzende Neubauten - Stahlmusik (1980)


Não sei se é por conta do nome em alemão de difícil pronúncia, que atrapalha o reconhecimento deste grupo, mas suspeito que seja por outros motivos injustos (isto se encaixa em nível de Brasil). Einstürzende Neubauten significa Novos Edifícios em Colapso, ilustrando um conceito artístico do grupo, sobre a arquitetura alemã pós Segunda Guerra Mundial, em que os novos edifícios construidos depois de 1945 eram de material mais frágil, mais barato e com menos atrativos estéticos.
Talvez alguém se lembre do guitarrista e vocalista Blixa Bargeld pela sua participação nos grupos Birthday Party e Bad Seeds de Nick Cave, ou da apresentação no sesc Belenzinho nos anos 90 à R$ 5,00, ou do lançamento em vinil do disco Haus Der Lüge nos anos 80, o famoso disco de capa preta com o cavalo vermelho. Aliás esta saudosa época, a indústria fonográfica nacional, por conta de contrato que obrigavam à lançar alguns ítens de catálogo como condição de vender os títulos mais famosos, podíamos acessar o mais variado tipo de música em simples lojas de disco de bairro. Eu mesmo me deparava com lp's do Laibach, 45 Grave em lojas populares do meu bairro.
Bem, vamos ao Neubauten. O grupo ficou conhecido pelo chamado estilo industrial, que juntava os elementos do punk rock, com os ruídos de elementos não musicais, como furadeiras, britadeiras, canos e chapas de metal, enfim, de ferramentas industriais e de construção em sua música. Quando se fala em experimentalismo musical, Eintürzende Neubauten é um nome obrigatório e fundamental, como o conterrâneo Kraftwerk é para a música eletrônica.
Stahlmusik foi gravado dentro de um pilar da ponte Stadtautobahn em Berlin. Clique na imagem para acessar o arquivo e se você ainda não conhece o trabalho do Neubauten, este é o convite para adentrar neste especial capítulo da música mais ousada feita no fim do séc.XX.
Para saber mais:

http://neubauten.org/

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Iceburn Collective

Eu tinha postado sobre o Iceburn no Farofa Moderna em 2008 e recentemente pediram para reativar o link. Creio que o Polar Bear Suite se encontra com facilidade na web, mas em todo caso fica aqui a republicação do post sobre o Iceburn e o título do post é o novo link de aceso ao arquivo.
O grupo Iceburn teve inicio em 1991 em Salt Lake City, Utah, Estados Unidos com o guitarrista, vocalista e compositor Gentry Densley. Se enquadrou no rótulo de math-rock (é o que dizem de bandas que se influenciaram no prog. do King Crimsom, com estruturas mais complexas que o rock independente oriundo do punk-rock e hardcore contemporâneo, com o mínimo ou sem vocais e letras). Acho um rótulo um tanto quanto vago, pois ao se fazer música, matemática está presente, quer queira ou não. Com o passar do tempo, o grupo que fundiu o punk, heavy metal, jazz e música erudita, se aproximou cada vez mais da improvisação do freejazz e incorporou mais membros ao chamado grupo, além do baixo elétrico, bateria e guitarras, como o contra-baixo acústico, clarinete-baixo, saxofone, percussão e fagote. O que me chamou a atenção ao Iceburn, foi ter sido lançado discos por uma gravadora de hardcore que tinha como evidência, bandas do segmento straightedge, uma filosofia radical contra as drogas e até a maioria aderiu ao vegetarianismo e veganismo. A maioria desses grupos tinha uma sonoridade simples, músicas rápidas, curtas e agressivas, como a maioria do conceito hardcore. O Iceburn até hoje não foi bem digerido pelo público de rock em geral, talvez por não se enquadrar facilmente a qualquer rótulo convencional, dividindo suas músicas em longas suites, incluindo poesia concreta na arte de cada cd, tornando o ilustrador e diagramador um membro do grupo. Na música no âmbito mais amplo, isso não é novidade, mas no meio do rock independente foi um grande diferencial que infelizmente passou quase desapercebido. Sonoramente falando, quem teve ouvidos mais atentos e despidos de pré-concepção de rock, pode desfrutar de momentos muito interessantes, criativos e prazerosos com a trajetória deste grupo. Enfim, o grupo se desfez em 2000 sob o nome de Iceburn Collective, sendo um dos mais criativos da chamada cena independente, onde figuram o Fugazi e Shellac.
O Iceburn Collective vinha desenvolvendo um interessante trabalho como foi registrado em uma de suas últimas gravações que foi publicado pelo seu próprio selo, o Iceburn Double Trio, que infelizmente está fora de catálogo.

sábado, janeiro 16, 2010

Otomo Yoshihide's New Jazz Orchestra - Out To Lunch

Otomo Yoshihide é um grande talento no cenário da musica experimental, assim como a New Jazz Orchestra sob sua direção. Nasceu na cidade de Yokohama, Japão em 1959 e teve influências de seu pai que era engenheiro, começando a construir aparelhos eletrônicos, como rádio, oscilador de frequência e posteriormente a manipular o som com gravadores de fita magnética. Como guitarrista, tocou em grupos de rock e jazz e ouvia muito a música de Ornette Coleman, Erick Dolphy e Derek Bailey. Sob a influência do saxofonista Kaoru Abe e o guitarrista Masayuki Takayanagi, optou pelo free jazz. Nos anos 90 fundou o conjunto Ground Zero, que se enquadra como noise rock experimental, onde Yoshihide fez muito uso dos samplers. No fim dos anos 90 formou a Otomo Yoshihide's New Jazz Orchestra com bases no jazz tradicional, mas com as características do trabalho de Yoshihide. Entre os membros da OYNJO, se encontram grandes improvisadores como o trompetista Alex Dörner, o pianista Cor Fuhler e os saxfonistas Alfred Harth e Mats Gustafsson. Esta releitura da grande obra de Eric Dolphy, o Out To Lunch, a OYNJO foi muito feliz em sua execução e Yoshihide acrescentou sua própria composição no final da peça, entitulada de "Will Be Back", provavelmente se referindo a foto da capa original do disco de Dolphy, que é um close na porta de uma barbearia com o aviso numa placa.
Clique na foto da capa acima para acessar o arquivo, ou no título do post.
 
 
Studio Ghibli Brasil