Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, agosto 18, 2014
quinta-feira, julho 31, 2014
Death – Spiritual Mental Physical (1976)
Sem dúvida nenhuma o redescobrimento e reconhecimento do trio formado pelos irmãos Hackney, muda a história do punk rock. Até então, o que se chamava de proto-punk (detesto este rótulo), com bandas enquadradas nesse "estilo", como The Stooges e MC5 e até bandas anteriores como os primórdios, como The Troggs e The Sonics, o Death já tinha formatado a base do punk rock desde 1974, três anos antes do rótulo punk vir à tona e até precedendo o que viria nos anos 80, o pós-punk chamado de hardcore.
Spiritual-Mental-Physical é uma compilação de gravações de demo-tape realizadas entre 1974 e 1976, sendo que sete das músicas foram gravadas no chamado "The Room" com um gravador de dois canais estéreo em Detroit, Michigan.
Num mundo cada vez mais de memória curta, onde muitos das novas gerações acham que tudo veio pronto e que outras coisas brotam do nada, que basta buscar na "wiki", no "google" ou "youtube", este pequeno espaço virtual presta sua homenagem à um dos grupos mais criativos que transformaram o rock'n'roll numa música muito mais ousada desde a sua criação. Todos aqueles que se identificaram com o punk e o hardcore, certamente devem agradecer à Bobby Hackney, David Hackney e Dannis Hackney por sua música. Nos comentários.
Spiritual-Mental-Physical é uma compilação de gravações de demo-tape realizadas entre 1974 e 1976, sendo que sete das músicas foram gravadas no chamado "The Room" com um gravador de dois canais estéreo em Detroit, Michigan.
Num mundo cada vez mais de memória curta, onde muitos das novas gerações acham que tudo veio pronto e que outras coisas brotam do nada, que basta buscar na "wiki", no "google" ou "youtube", este pequeno espaço virtual presta sua homenagem à um dos grupos mais criativos que transformaram o rock'n'roll numa música muito mais ousada desde a sua criação. Todos aqueles que se identificaram com o punk e o hardcore, certamente devem agradecer à Bobby Hackney, David Hackney e Dannis Hackney por sua música. Nos comentários.
Marcadores:
a band called Death,
afro american music,
art,
Bobby Hackney,
Dannis Hackney,
David Hackney,
Death,
hardcore,
homenagem,
música,
punk rock,
Rock
segunda-feira, dezembro 30, 2013
24-7 Spyz – Gumbo Millennium (1990)
Elá se vai o ano de 2013! Nestes últimos meses não tive tempo pare escrever no Sonorica devido a minha recente vida institucionalisada... sim, o emprego convencional deixou meus horários limitados, com um pouco menos tempo para pesquisa e elaboração de textos, pois o blog não é apenas para postar discos, se bem que o último deste ano é...
Bom, conversando com um amigo sobre bandas de rock só com afro-descendentes, como Bad Brains, Living Colour, Fishbone e a recente descoberta band called Death (assim que possível, escreverei sobre esta banda), lembramos do 24-7 Spyz, um ótimo grupo que está bem esquecido e também entra para a lista do Sonorica de bandas e artistas que merecem reconhecimento.
O 24-7 Spyz se formou em 1986, originalmente com Jimi Hazel (Wayne K. Richardson) na guitarra, Rick Skatore (Kenneth D. Lucas) baixo, Kindu Phibes bateria, e P. Fluid (Peter Forrest) nos vocais, oriundos do South Bronx, New York. A banda ficou conhecida pela mistura do soul, funk, reggae e R&B com o heavy metal e hardcore punk. O fato de serem afro-americanos tocando variações de heavy metal fez com que críticos musicais os comparacem com bandas como Living Colour e Bad Brains, se bem que o 24-7 Spyz foi pioneiro na fusão destes estilos musicais em particular e nunca tiveram sucesso comercial substancial.
Após várias mudanças de membros banda encerrou suas atividades em 1998 e voltou em 2003, lançando seu primeiro novo album com novo material em 2006. Em Novembro de 2012 a banda tem se apresentado com a formação composta por Jimi Hazel, Rick Skatore, o baterista Sekou Lumumba e o guitarrista Ronny Drayton.
Equivocadamente o 24-7 Spyz foi rotulado de funk-o-metal, mas a banda vai além disso, como poderá constatar nos comentários deste post, como de costume aqui no Sonorica e ainda relembrando, assim como o primeiro disco deles, o Harder Than You (1989) o Gumbo Millennium está fora de catálogo e se na época que o Brasil lançou algumas bandas desconhecidas na época que o Living Colour e Fishbone fizeram um relativo sucesso comercial e não tomou conhecimento do 24-7 Spyz, quanto mais agora. Espero que os detentores de direitos fonográficos assim como de outras obras musicais, compreenda que este espaço é para o reconhecimento destes trabalhos, que nunca tiveram a chance de reconhecimento e acesso neste país chamado Terra Brasilis.
Gumbo Millennium contém elementos do Soul e R&B e também explora a improvisação do jazz como na música "Dude U Knew". Jimi Hazel (provável que este pseudônimo seja uma homenagem à Jimi Hendri e Eddie Hazel) mostra sua habilidade como mc na faixa hiphop "Don't Push Me" e a música "Racism" ilustra o assunto com uma sonoridade thrash metal. O disco teve reconhecimento de crítica especializada quando o grupo fez a abertura da tourné do Jane's Addiction promovendo o aclamado "Ritual De Lo Habitual" e na noite final da tour, o vocalista P. Fluid anuncia em pleno palco, para a surpresa dos outros membros do 24-7 Spyz, que ele deixaria a banda.
Enfim, o Sonorica se despede do produtivo e de certa forma tumultuado ano de 2013 dando graças à Deus por tudo e também agradecendo de coração à todos os que visitaram este pequeno espaço virtual ao longo dos anos. Sem clichés e frases feitas, desejo um feliz 2014 à todos e assim prosseguimos de Deus quiser!
Bom, conversando com um amigo sobre bandas de rock só com afro-descendentes, como Bad Brains, Living Colour, Fishbone e a recente descoberta band called Death (assim que possível, escreverei sobre esta banda), lembramos do 24-7 Spyz, um ótimo grupo que está bem esquecido e também entra para a lista do Sonorica de bandas e artistas que merecem reconhecimento.
O 24-7 Spyz se formou em 1986, originalmente com Jimi Hazel (Wayne K. Richardson) na guitarra, Rick Skatore (Kenneth D. Lucas) baixo, Kindu Phibes bateria, e P. Fluid (Peter Forrest) nos vocais, oriundos do South Bronx, New York. A banda ficou conhecida pela mistura do soul, funk, reggae e R&B com o heavy metal e hardcore punk. O fato de serem afro-americanos tocando variações de heavy metal fez com que críticos musicais os comparacem com bandas como Living Colour e Bad Brains, se bem que o 24-7 Spyz foi pioneiro na fusão destes estilos musicais em particular e nunca tiveram sucesso comercial substancial.
Após várias mudanças de membros banda encerrou suas atividades em 1998 e voltou em 2003, lançando seu primeiro novo album com novo material em 2006. Em Novembro de 2012 a banda tem se apresentado com a formação composta por Jimi Hazel, Rick Skatore, o baterista Sekou Lumumba e o guitarrista Ronny Drayton.
Equivocadamente o 24-7 Spyz foi rotulado de funk-o-metal, mas a banda vai além disso, como poderá constatar nos comentários deste post, como de costume aqui no Sonorica e ainda relembrando, assim como o primeiro disco deles, o Harder Than You (1989) o Gumbo Millennium está fora de catálogo e se na época que o Brasil lançou algumas bandas desconhecidas na época que o Living Colour e Fishbone fizeram um relativo sucesso comercial e não tomou conhecimento do 24-7 Spyz, quanto mais agora. Espero que os detentores de direitos fonográficos assim como de outras obras musicais, compreenda que este espaço é para o reconhecimento destes trabalhos, que nunca tiveram a chance de reconhecimento e acesso neste país chamado Terra Brasilis.
Gumbo Millennium contém elementos do Soul e R&B e também explora a improvisação do jazz como na música "Dude U Knew". Jimi Hazel (provável que este pseudônimo seja uma homenagem à Jimi Hendri e Eddie Hazel) mostra sua habilidade como mc na faixa hiphop "Don't Push Me" e a música "Racism" ilustra o assunto com uma sonoridade thrash metal. O disco teve reconhecimento de crítica especializada quando o grupo fez a abertura da tourné do Jane's Addiction promovendo o aclamado "Ritual De Lo Habitual" e na noite final da tour, o vocalista P. Fluid anuncia em pleno palco, para a surpresa dos outros membros do 24-7 Spyz, que ele deixaria a banda.
Enfim, o Sonorica se despede do produtivo e de certa forma tumultuado ano de 2013 dando graças à Deus por tudo e também agradecendo de coração à todos os que visitaram este pequeno espaço virtual ao longo dos anos. Sem clichés e frases feitas, desejo um feliz 2014 à todos e assim prosseguimos de Deus quiser!
Marcadores:
24-7 Spys,
afro american music,
afro-rock,
afropunk,
alternativo,
arte,
downloads,
Gumbo Millennium,
hardcore,
música,
Rock
segunda-feira, junho 24, 2013
The Big One City Of L.A. Power (1991)
Amigo, se você gosta de punk e hardcore e não sabe o que é Flipside, sei lá o que andou fazendo esse tempo todo... Flipside foi um fanzine publicado entre 1977 e 2000 pelos amigos Al "Flipside" Kowalewski, Larry Lash, Pooch, Tory e X-8, formandos da Whittier High School que documentava o cenário hardcore punk de Los Angeles. No início, a primeira edição foi publicada no formato 1/4 de página em papel fotocópia grampeado à mão e nos anos 80 o zine tinha capa colorida com mais de 100 páginas. Também o zine Flipside passou a publicar coletâneas em formato VHS e criou um selo fonográfico.
A coletânea The Big One foi editada pela Flipside Records em formato LP com o lado A dedicado a Los Angeles e o lado B a San Francisco, sendo posteriormente lançado no formato CD no ano de 1991. Em The Big One, se encontram bandas que se tornariam conhecidas do grande público, como Bad Religion, L7, The Offspring e Green Day. O interessante é que a produção, compilação e livreto de notas foram autoria de Joy Aoki, pintora, designer gráfica e ativista ambiental de L.A.. Também destaco bandas conhecidas do cenário hardcore, como Down By Law, Monsula, VIctim's Family, Mr. T Experience, a versão inédita de A Take Away do Big Drill Car e American Society do L7. Nos comentários.
A coletânea The Big One foi editada pela Flipside Records em formato LP com o lado A dedicado a Los Angeles e o lado B a San Francisco, sendo posteriormente lançado no formato CD no ano de 1991. Em The Big One, se encontram bandas que se tornariam conhecidas do grande público, como Bad Religion, L7, The Offspring e Green Day. O interessante é que a produção, compilação e livreto de notas foram autoria de Joy Aoki, pintora, designer gráfica e ativista ambiental de L.A.. Também destaco bandas conhecidas do cenário hardcore, como Down By Law, Monsula, VIctim's Family, Mr. T Experience, a versão inédita de A Take Away do Big Drill Car e American Society do L7. Nos comentários.
Marcadores:
Bad Religion,
Big Drill Car,
coletâneas,
Down By Law,
Flipside,
Green Day,
hardcore,
música,
punk rock,
Rock,
The Offspring
segunda-feira, abril 15, 2013
Será Que É Isso o Que Eu Necessito?! (Calma que eu explico...)
Me lembro quando o Titãs lançou o album Titanomaquia em 1993. Eu e meus amigos xingamos até cansar, alegando o oportunismo da ondinha grunge em SP. O disco foi produzido por Jack Endino, o lendário artesão do "som de Seattle". Depois de praticamente 20 anos, Jack Endino fala como ele acha patético os brasileiros insistirem em cantar em inglês, que segundo ele, é muito mau pronunciado e não entendia porquê os brazucas não aproveitavam a riqueza da sonoridade da língua portuguesa versão brasileira para fazerem rock. Enquanto escrevi este texto, escutei o Titanomaquia na integra pela primeira vez, pois na época só tinha visto videos como este que aqui está. E não é que o disco é bom? Não, não bati a cabeça na parede, só aprendi a identificar qualidade independente dos meus gostos pessoais. Na verdade, ele de certa forma é uma continuação do Cabeça Dinossauro ou Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas. Mas na verdade não quero falar do Titãs, apenas usei o título da música para ilustrar o assunto que quero tratar agora. (se bem que algumas partes da letra da música de certa forma, podem fazer parte do contexto, fora as palavras obscenas).
Não é a primeira vez que falo sobre a inutilidade de debates sobre arte, teorias e academicismo. É muito difícil alguém escapar dessa armadilha e mais de 90% acaba caindo nela. Essas discussões tem sido cabide de emprego como o funcionarismo público no seu mau sentido entre outras inutilidades. Sem discernimento, uma enfadonha conversa sobre música pode se tornar uma epifania para os mais desavisados e leigos.
Pense comigo, sinceramente, você acha que o Ornette Coleman ficou divagando teorias para executar a sua gravação de Free Jazz double quartet? Jean-Michel Basquiat precisou fazer mestrado em artes?
Não sou contra a existência de livros teóricos sobre música, artes em geral, mas esses livros definitivamente não vão revelar os segredos do universo. Nenhum livro ou instituição educacional, palestra ou o que for, vai tornar alguém um artista, acho que todo mundo sabe disso.
Quando o artista começa a se explicar sobre a sua arte, as coisas tendem a caminhar para algo errado. A arte sempre falou por si mesma, a não ser que ela não tenha realmente o que dizer. Quanto aos outros, bem, quero dizer os críticos e afins, eles tem a liberdade legítima de falarem e acharem o que lhes faz sentido. Quem quiser que compre o bolinho de ovo que sobrou no bar antes de fechar.
Marcadores:
anti-cultura,
arte,
critica,
cultura,
Jack Endino,
música,
opinião,
política,
Rock,
sociedade,
sub-cultura,
Titãs
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Piranha - Big Fucking Teeth demo tape (1988)
"É um peixe voraz, de São Francisco, não, não, perdão, Amazonas..."*
Na verdade a banda de thrash metal se formou em Berkeley, California em 1987 por Paul Baloff, que foi vocalista de uma das mais importantes e influentes bandas dos anos 80. Gravou apenas um disco em estúdio, o Bonded By Blood, gravado em Julho de 1984 e lançado em 25/04/1985 pela Torrid/Combat Records. O guitarrista Kirk Hammett (Metallica) que fez parte do Exodus, teve participação na composição de algumas músicas do primeiro album do Exodus que anteriormente teria o título de A Lesson In Violence. Paul Baloff era conhecido por ter problemas de alcoolismo que foi obstáculo para estar à frente de uma banda que estava em evidência, pois Bonded By Blood se tornou um clássico instantâneo. Então ele entrou em desacordo com seus colegas de banda e deixou o Exodus e logo em 1987 formou o grupo Piranha, composto por Ron Shipes: guitarrra, Al Voltage: guitarra, Erick Wong: baixo e Fred Cotton: bateria. O Piranha gravou apenas duas demo tapes com Paul Baloff que ainda em 1988 se tornou vocalista da banda Heathen. Baloff retornou ao Exodus e esteve na banda em 1993, entre 1997-98 e finalmente entre 2001-02, quando faleceu no dia 02/02/2002. Ainda em 1997 lançou um disco ao vivo com o Exodus, o Another Lesson In Violence, gravado em um show do dia 08/03/1997 no Trocadero em San Francisco,CA, uma casa de shows que foi inaugurada em 1892.
Me lembro quando ouvi o Exodus pela primeira vez, em 1986 na Woodstock Discos, centro de São Paulo. Foi um grande impacto imediato, assim como a introdução da música de abertura, Bonded By Blood que começa com o som de um avião à jato. Pedi pro Walcyr (proprietário da loja), me gravar uma fita k-7 do lp importado, que seria lançado no Brasil ainda no mesmo ano pelo selo Cogumelo Records, que começou como uma loja de discos em Belo Horizonte, MG, assim como a Woodstock Discos se tornou um selo. O Exodus foi tão importante para mim, que se tornou grande influência pessoal quando me juntei com amigos de infância para montar uma banda de thrash metal, o Megaforce, que inclusive o logotipo foi inspirado no do Exodus e o nome da banda, na gravadora do Metallica, pois nossas bandas preferidas da época eram Slayer, Metallica e Exodus.
Bem, talvez para a maioria dos que acompanham o Sonorica seja um tanto quanto estranho eu abordar este estilo de música, mas para mim, o Exodus me emociona tanto quanto o Art Ensemble Of Chicago ou New Order. Se deixarmos de lado todos os supérfluos e todos os conceitos, fica a essência da música, o sentimento, e então, um universo sem fronteiras se abre. Nos comentários o acesso para este pequeno registro de Paul Baloff.
*Uma citação de uma canção de Alypyo Martins
Na verdade a banda de thrash metal se formou em Berkeley, California em 1987 por Paul Baloff, que foi vocalista de uma das mais importantes e influentes bandas dos anos 80. Gravou apenas um disco em estúdio, o Bonded By Blood, gravado em Julho de 1984 e lançado em 25/04/1985 pela Torrid/Combat Records. O guitarrista Kirk Hammett (Metallica) que fez parte do Exodus, teve participação na composição de algumas músicas do primeiro album do Exodus que anteriormente teria o título de A Lesson In Violence. Paul Baloff era conhecido por ter problemas de alcoolismo que foi obstáculo para estar à frente de uma banda que estava em evidência, pois Bonded By Blood se tornou um clássico instantâneo. Então ele entrou em desacordo com seus colegas de banda e deixou o Exodus e logo em 1987 formou o grupo Piranha, composto por Ron Shipes: guitarrra, Al Voltage: guitarra, Erick Wong: baixo e Fred Cotton: bateria. O Piranha gravou apenas duas demo tapes com Paul Baloff que ainda em 1988 se tornou vocalista da banda Heathen. Baloff retornou ao Exodus e esteve na banda em 1993, entre 1997-98 e finalmente entre 2001-02, quando faleceu no dia 02/02/2002. Ainda em 1997 lançou um disco ao vivo com o Exodus, o Another Lesson In Violence, gravado em um show do dia 08/03/1997 no Trocadero em San Francisco,CA, uma casa de shows que foi inaugurada em 1892.
Me lembro quando ouvi o Exodus pela primeira vez, em 1986 na Woodstock Discos, centro de São Paulo. Foi um grande impacto imediato, assim como a introdução da música de abertura, Bonded By Blood que começa com o som de um avião à jato. Pedi pro Walcyr (proprietário da loja), me gravar uma fita k-7 do lp importado, que seria lançado no Brasil ainda no mesmo ano pelo selo Cogumelo Records, que começou como uma loja de discos em Belo Horizonte, MG, assim como a Woodstock Discos se tornou um selo. O Exodus foi tão importante para mim, que se tornou grande influência pessoal quando me juntei com amigos de infância para montar uma banda de thrash metal, o Megaforce, que inclusive o logotipo foi inspirado no do Exodus e o nome da banda, na gravadora do Metallica, pois nossas bandas preferidas da época eram Slayer, Metallica e Exodus.
Bem, talvez para a maioria dos que acompanham o Sonorica seja um tanto quanto estranho eu abordar este estilo de música, mas para mim, o Exodus me emociona tanto quanto o Art Ensemble Of Chicago ou New Order. Se deixarmos de lado todos os supérfluos e todos os conceitos, fica a essência da música, o sentimento, e então, um universo sem fronteiras se abre. Nos comentários o acesso para este pequeno registro de Paul Baloff.
*Uma citação de uma canção de Alypyo Martins
Marcadores:
demotape,
downloads,
Exodus,
heavy metal,
mp3,
música,
Paul Baloff,
Piranha,
Rock,
thash metal
quinta-feira, março 08, 2012
All - Everything Sucks demos (1996)
Ainda me lembro quando comprei meu primeiro lp do Descendents, o Liveage, numa loja de discos na notória rua 24 de Maio, numa galeria ao lado da Galeria do Rock. Isso foi por volta de 1989 e minha trilha sonora das skate sessions obviamente incluiam o Descendents, que vim a conhecer pelas músicas Theme e Coolidge que eram parte da trilha sonora escolhida pelos participantes do Savannah Slamma, um clássico das competições de street skate, como aqui em São Paulo tinhamos o Ladeira da Morte na modalidade downhill.O Descendents se diferenciava pela sua sonoridade apurada dentro do punk, a guitarra de Stephen Egerton colocava a estética e técnica de Eddie Van Halen a serviço do punk rock, o baixo de Karl Alvarez me remetia aos contrapontos melódico-harmônicos de Paul McCartney. Bill Stevenson estava entre os bateristas mais criativos do hardcore norte americano, preciso, ágil e pesado, além de ser um grande compositor. Milo Aukerman com certeza derreteu muitos corações com sua voz simples e romantica. Como muitos que acompanhavam as notícias do cenário hardcore, Milo escolheu se ausentar do Descendents por conta de sua vida acadêmica, sim, Milo é cientista (não é a toa a aurea nerd que virou símbolo do grupo, que é a caricatura de Milo nos tempos de colégio fez, o tal do bullying que hoje tanto se fala). Então os integrantes do Descendents resolveram desenvolver outro projeto enquanto Milo não voltava, surgindo o All, uma materialização dos conceitos proclamados no último disco do Descendents: All, de 1987, que possuia até um manifesto/constituição em forma de música: All-O-Gistitcs. A primeira fase contou com Dave Smalley que cantava no DYS, Dag Nasty e posteriormente no Down By Law. Com a entrada de Scott Reynolds, o All consolidou sua sonoridade mais apurada, que passeava naturalmente pela música popular norte americana, ou seja, ali estavam, o ragtime, country, rock'n'roll, pop, hardrock e é claro o punk rock de forma homogênea e original. Depois veio Chad Price com um estilo mais rock, mais agressivo e o All deixou um pouco de lado as inúmeras variações nas músicas e ficou mais pesado. Embora Chad Price tivesse algo semelhante a Scott Reynolds, não possuia digamos, a fluidez soul de seu antecessor. O All se tornou mais primal e de certa forma se aproximou mais do Descendents, tanto que os dois projetos acabaram se misturando.
Quase 10 anos depois do último registro inédito do Descendents, o tão esperado retorno de Milo em Everything Sucks, com músicas inéditas. Milo não esteve distante de seus amigos, tanto que participou das gravações de Breaking Things, do All, o disco em que Chad Price assumiu o posto de vocalista. E atestando que o All e Descendents eram um só, independente do fato que todos os integrantes são os mesmos e só se diferenciam pelos vocalistas, sonoridade e composições, temos aqui a versão All do Everything Sucks do Descendents, com músicas inéditas e versões das outras incluidas na versão oficial. Clique na imagem para acessar o arquivo. Enjoy!
Marcadores:
All,
Descendents,
downloads,
hardcore,
mp3,
música,
punk rock,
Rock,
skate rock,
skateboarding
sexta-feira, março 04, 2011
Chaos U.K. - Chaos U.K. LP (1983)

Se você detesta samba e carnaval só significa um feriado, aqui vai uma alternativa musical que combina com sua indignação.
O Chaos U.K. é uma banda punk inglesa formada em 1979 e ao lado de nomes como Charged G.B.H., Discharge, Disorder, Exploited, etc, se tornou um ícone do hardcore punk europeu. Inicialmente contava com Simon nos vocais e posteriormente o baixista Chaos se tornou vocalista até a entrada de Mower para assumir o microfone. Chaos foi o único membro original que permaneceu. Assim como seus conterrâneos britânicos, o Chaos U.K. tem como característica a sonoridade rápida e agressiva do estilo hardcore. O lp auto entitulado é um clássico do gênero e como dizem os aficcionados, é um ítem de discoteca básica do punk. Não há muito o que dizer sobre esta banda que simplesmente influenciou o cenário punk mundial e fz escola até hoje. Para quem ainda não conhece e gosta de hardcore, este disco é essencial. Para quem já conhece até de longa data, vale recordar este clássico, clicando na imagem da capa do disco e acessando o arquivo.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Einstürzende Neubauten - Stahlmusik (1980)

Não sei se é por conta do nome em alemão de difícil pronúncia, que atrapalha o reconhecimento deste grupo, mas suspeito que seja por outros motivos injustos (isto se encaixa em nível de Brasil). Einstürzende Neubauten significa Novos Edifícios em Colapso, ilustrando um conceito artístico do grupo, sobre a arquitetura alemã pós Segunda Guerra Mundial, em que os novos edifícios construidos depois de 1945 eram de material mais frágil, mais barato e com menos atrativos estéticos.
Talvez alguém se lembre do guitarrista e vocalista Blixa Bargeld pela sua participação nos grupos Birthday Party e Bad Seeds de Nick Cave, ou da apresentação no sesc Belenzinho nos anos 90 à R$ 5,00, ou do lançamento em vinil do disco Haus Der Lüge nos anos 80, o famoso disco de capa preta com o cavalo vermelho. Aliás esta saudosa época, a indústria fonográfica nacional, por conta de contrato que obrigavam à lançar alguns ítens de catálogo como condição de vender os títulos mais famosos, podíamos acessar o mais variado tipo de música em simples lojas de disco de bairro. Eu mesmo me deparava com lp's do Laibach, 45 Grave em lojas populares do meu bairro.
Bem, vamos ao Neubauten. O grupo ficou conhecido pelo chamado estilo industrial, que juntava os elementos do punk rock, com os ruídos de elementos não musicais, como furadeiras, britadeiras, canos e chapas de metal, enfim, de ferramentas industriais e de construção em sua música. Quando se fala em experimentalismo musical, Eintürzende Neubauten é um nome obrigatório e fundamental, como o conterrâneo Kraftwerk é para a música eletrônica.
Stahlmusik foi gravado dentro de um pilar da ponte Stadtautobahn em Berlin. Clique na imagem para acessar o arquivo e se você ainda não conhece o trabalho do Neubauten, este é o convite para adentrar neste especial capítulo da música mais ousada feita no fim do séc.XX.
Para saber mais:
http://neubauten.org/
Marcadores:
Blixa Bargeld,
downloads,
Einstürzende Neubauten,
electro-industrial,
experimental music,
industrial,
mp3,
música,
noise,
post-industrial,
punk rock,
Rock
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Funkadelic - Standing on the Verge of Getting It On (1974)
O mais emblemático disco do Funkadelic que sintetiza a fusão do rock com o funk, isso em termos gerais, pois o amálgama desses dois estilos engloba outras vertentes musicais que compõem os principais elementos da música norte americana. Em Standing On The Verge Of Getting It On o grande destaque é o guitarrista Eddie Hazel, que era como um sucessor de Jimi Hendrix. Seu talento ficou registrado para a história da guitarra anteriormente em Maggot Brain de 1971, em seu longo e belíssimo solo. Não existiria Red Hot Chili Peppers sem as músicas Red Hot Momma (alguma semelhança com o título?) e Alice in My Fantasies com todo seu peso e exuberância, influenciados pelo rock psicodélico dos anos 60. Mas também há a releitura de I'll Wait do The Parliaments, I'll Stay, numa linda versão de derreter o coração. A faixa título e Sexy Ways impossibilitam o ouvinte ser apenas ouvinte. Jimmy's Got a Little Bit of Bitch in Him tem a nítida influência dos trabalhos de Frank Zappa and Mothers, tanto na sonoridade, quanto no humor bizarro e Good Thoughts, Bad Thoughts fecha o disco de forma contemplativa e psicodélica, se assemelhando a faixa Maggot Brain, em longos doze minutos. Faço questão de postar sobre o Standing On... aqui, mesmo que haja inúmeros posts, artigos ainda circulando por aí. Clique na imagem para acessar o arquivo e divirta-se.
Marcadores:
downloads,
Funk,
Funkadelic,
George Clinton,
mp3,
música,
P-Funk,
Rock,
soul
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Melvins - Ozma (1989)
O trio Melvins contava com Buzz Osborne, nos vocais e guitarra, Dale Crover, na bateria e vocais de apoio e Lori "Lorax" Black no baixo, na gravação do lp Ozma de 1989. Lori é filha da famosa atriz infantil Shirley Temple, mas não permaneceu por muito tempo no trio. A formação original de 1983 era composta por Mike Millard na bateria e Matt Lukin no baixo, em Montesano, Washington. Lukin logo depois faria parte do Mudhoney. O Melvins começou tocando covers do Cream e Jimi Hendrix, passando pelo estilo hardcore punk e sofreu grande influência do Black Flag que mudou o estilo para um andamento mais lento, nitidamente influenciado pelo Black Sabbath. Outras influências importantes para o Melvins foram o Flipper e Swans.Certamente o Nirvana foi o que foi devido ao Melvins e isso é muito claro em Bleach. Kurt Cobain se inspirou muito no trio de seu colega de escola para forjar o som do Nirvana. O Melvins também é proclamado como pai do stoner rock e se caracteriza pelo seu som pesado e arrastado, ou melhor, letárgico. Quando eu comprava discos pelo correio, sempre ficava curioso em relação ao Melvins, no catálogo da Boner Records, em que predominavam bandas hardcore punk. resolvi encomendar o album que acabara de ser lançado, o Bullhead, posterior ao Ozma e foi uma grata surpresa, confirmando as minhas expectativas em relação ao curto release do selo independente. Sem muito a dizer, o Melvins é um dos grupos de rock mais pesados de todos os tempos. Clique na imagem e acesse o arquivo.
Marcadores:
Boner Records,
downloads,
grunge,
Melvins,
mp3,
música,
punk rock,
Rock,
stoner rock
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Tainted love - Gloria Jones, Soft Cell & Shades Apart
Tainted love foi composta por Ed Cobb do The Four Preps e gravada em 1964 por Gloria Jones. Mas só em 1981, se tornou um sucesso na regravação do Soft Cell de Marc Almond e David Ball, inspirando muitas versões, como as de Marilyn Manson, Inspiral Carpets e Shades Apart, que é uma das minhas versões preferidas e seu videoclip é muito legal. Ed Cobb e o The Four Preps pode continuar a ser um nome desconhecido, mas Tainted love é uma bela composição e devidamente reconhecida.
Marcadores:
Gloria Jones,
Marc Almond,
música,
pop,
punk rock,
Rock,
Shades Apart,
Soft Cell,
Tainted love,
videoclip
terça-feira, agosto 31, 2010
Slave Master - Under The 6 (1994)
Fazendo parte da série Black Arc produzida por Bill Laswell, Slave Master conta com os parceiros do universo P-Funk, que demonstram uma versatilidade em estilos musicais: O guitarrista, Michael Hampton e os vocais de Gary "Mudbone" Cooper, ao lado de Islam Shabazz no baixo e vocais e o guitarrista Bill McKinney. Vale lembrar de Bootsy Collins e Bernie Worrell que participaram de diversos projetos de Laswell. Temos no projeto Slave Master a fusão do hiphop com rock pesado, de uma forma muito mais direta do que o Body Count de Ice T, que foi mais para o heavy metal. Slave Master tem uma sonoridade mais "crua". Para acessar o arquivo, clique na imagem.
Marcadores:
Bill Laswell,
Black Arc,
downloads,
Gary Mudbone Cooper,
hard rock,
Michael Hampton,
mp3,
Rock,
Slave Master
sexta-feira, julho 30, 2010
Buddy Miles Express - Hell And Back (1994)
Muita gente só lembra de Buddy Miles como o baterista de Jimi Hendrix mas ele é mais do que isso. Miles teve uma sólida carreira solo que começou antes de ingressar no célebre trio de Hendrix. Tem uma bela voz que pôde ser comprovada na gravação ao vivo no Band Of Gypsys e foi um compositor talentoso, além de baterista.No projeto criado por Bill Laswell, a série Black Arc, Buddy Miles é resgatado do esquecimento com Hell And Back, onde conta com parceiros de Laswell em inúmeros projetos do selo Axiom, como o guitarrista Nicky Skopelitis, revisitando velhas conhecidas de Miles nos tempos de sua paceria com Hendrix, como All Along The Watchtower(Bob Dylan) e Born Under The Bad Sign(Booker T Jones). A arte da capa é da autoria de Mati Klarwein, que fez as capas dos disco de Miles Davis, os famosos Bitches Brew e Live Evil. Clique na imagem para acessar o arquivo.
Marcadores:
Bill Laswell,
Black Arc,
Buddy Miles,
downloads,
hard rock,
mp3,
música,
Rock,
soul
quinta-feira, março 18, 2010
Melvins - Lysol (1992)
Me lembro quando comprava lp's pelo correio e veio o catálogo da Boner Records com muitas bandas interessantes, a maioria eram hardcore. Tinha ouvido falar que o Melvins influenciara em muito o Nirvana dos tempos do album "Bleach" e que o baixista do Mudhoney gravou o primeiro disco. O curto release falava sobre a sonoridade letárgica, algo como Black Sabbath, só que muito mais lento e pesado. Me interessei pelo Melvins, a capa do disco que tinha sido lançado era o Bullhead, com uma salada de frutas desenhada na capa e títulos de músicas como "If I Had An Exorcism", "Your Blessened" e "Cow" me chamaram a atenção. Ora, resolvi encomendar, pois não passava de U$12,00 contando as despesas postais. Passados 20 e tantos dias, chega o aviso para retirar na agência. Toda aquela expectativa e romantismo de pegar o pacote, como uma carta de amor. As vezes, dependendo do transporte, empenava o vinil, como aconteceu com um lp do grupo Fastbacks, que depois eu ofereci depresente ao Carlos Alberto Dias, vinha numa capa de plástico transparente e vinil vermelho.Quando eu ouvi, entendi o que se falava sobre o Melvins e Nirvana. Só que King Buzzo fazia a parada com muito mais autoridade, não desmerecendo os méritos que o Bleach do Nirvana possui. Gostei muito do Melvins, uma espécie de doom metal só que sem aquela perda de tempo com caveiras e temáticas satânicas, mas com bom humor. Depois inventarm o rótulo de stoner rock, mas isso é tão estranho como a reedição do tênis de basquete da Nike, o Air Jordan, que não merece lá muita atenção. E de quebra fiquei sabendo depois de muitos anos, que a baixista Lorax era filha da atriz mirim Shirley Temple (aqui nós temos um genérico, a Maisa, do Sábado Animado) e foi despedida da banda, pois Buzz é um cara exigente e sério com música.
Lysol foi lançado em 1992 e teve problemas com o nome, pois é um produto desinfectante, produzido pela Reckittt Benckiser, que não liberou o nome para o título do disco. Então a gravadora colocou um adesivo preto em cima do nome e lançou.
As faixas "Second Coming" e "Ballad Of Dwight Fry" são de Alice Cooper e Sacrifice do grupo Flipper.
Clique na foto da capa do disco para acessar o arquivo.
*Lysol é a combinação das palavras lysosome e solvent, em inglês. O princípio ativo é o Clorato de Benzalkonium.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Token Entry - Ready Or Not Here We Come 7" (1985)
Uma das melhores bandas de New York dos anos 80. Este compacto ainda contava com o primeiro vocalista, o Anthony Comunale, que foi para o Raw Deal que mudou o nome para Killing Time. A capa foi desenhada pelo baterista Ernie que era responsável pela arte da banda. Apesar da baixa qualidade da gravação, vale a pena conferir as versões originais que depois fizeram parte de seu primeiro lp, o From Beneath The Streets de 1987, já com Tim Chunks como vocalista definitivo. O Token Entry tinha aquela característica do chamado New York Hard Core, um som mais duro e pesado, como o Agnostic Front, Cro-Mags, que tem uma sonoridade mais voltada ao heavy metal. Mas outros grupos como o Murphy's Law já misturavam sonoridade de ska, reggae e rap (inclusive o falecido baixista Chuck Valle do Murphy's Law foi engenheiro de som no disco de LL Cool J) e o Token Entry tinha um pouco de rap no estilo de cantar de Tim Chunks, além de momentos mais melódicos e a forte ligação com o skate. No último disco da banda, o The Weight Of The World, a sonoridade mudou bastante, sendo até criticado como uma mediocre banda de funk'o'metal, mas isso veio de fãs radicais do estilo hardcore. Ruim mesmo foi a banda que Ernie formou, o Black Train Jack que teve seu disco lançado aqui no Brasil e até eu comprei o disco. Tinha uma faixa que o Ernie cantava e lembra o Token Entry, mas o resto, sinto muito. Tem uma versão de One Love de Bob Marley que é simplesmente horrível de doer. Mas o Token Entry foi realmente uma das melhores bandas de hardcore de New York e uma bela trilha sonora para as street sessions de skate. Clique no título do post ou na imagem para acessar o arquivo.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Pagan Babies, Philly hardcore
Me lembro que à mais de 15 anos atrás, eu estava na galeria do rock e passei em uma loja de discos, que não tinha nada em especial, as prateleiras não tinham coisas tão incomuns a não ser por um que me chamou a atenção. O disco em questão tinha uma capa com desenho típico do grafitti estilo hiphop feito com caneta hidrográfica: Pagan Babies, Next. Logo ví que se tratava de uma banda de hardcore, conhecia a gravadora Hawker records que era especializada no estilo. Resolví levar apostando que iria gostar, pois não dava pra ouvir o disco na loja. Geralmente disco importado, o lojista acha que tem de ser mais caro, sendo que na maioria esmagadora das vezes, ele nem pagou pela taxa de importação porque não o comprou lá fora ou o disco é de segunda mão. Ainda mais se for disco de hardcore, que é de gravadora independente e possui o preço menor em relação aos de grandes gravadoras. O disco do Pagan Babies pertenceu à um membro da revista Rock Brigade que fez a resenha, que provavelmente não entendeu a proposta musical, pois a resenha tinha poucas linhas com comentários nem um pouco empolgados. Como a revista na época era muito restrita ao heavy metal, não agradaria os editores e público dela.
Quando ouví o disco gostei na hora, tinha algo em comum com outra banda que gostava, o Token Entry, tanto que era a mesma gravadora e ambas se conheciam. Digamos que o Pagan Babies era um primo da Philadelphia do Token Entry. O disco tinha duas versões de músicas mais antigas: Beyond The Fringe do Lime Spiders e The Bitch do Slaughter & The Dogs que está no video acima.
Marcadores:
hardcore,
Pagan Babies,
punk rock,
Rock,
video
domingo, outubro 18, 2009
Assinar:
Postagens (Atom)







