sexta-feira, janeiro 15, 2010

The Return Of The Living Dead Vinyl... Mas o assunto é outro!

Mais uma vez esta conversa sobre a volta da bolacha preta, uma gravadora que está reativando a única fábrica de lp's do Brasil e etc... Alguns disqueiros que se agrupam em sebos e lojas especializadas se iludem com a remota possibilidade do mercado de vinil voltar aos aureos tempos. Só Jesus Cristo para ressuscitar os mortos, mas creio que ele não está nem um pouco interessado neste tipo de moribundo. Calma, não tenho nada contra se o fetiche se focaliza agora nos discos, as pessoas tem o direito de se divertir com isso. Mas como eu já escreví antes aqui, só não me venham com as furadíssimas argumentações da suposta qualidade superior de gravação.
Este é um ponto ao qual eu quero me referir: O que está por trás destas questões? Não estou falando sobre detalhes tecnológicos e saudosismo, mas sobre a polêmica, a discussão em torno desses objetos.
Poucos são os que assumem a questão material mesmo do fetiche, de manusear o disco, contemplar a arte da capa(que nem sempre é lá grandes coisas), sempre tem alguém se auto-afirmando um audiófilo e dando desculpas constrangedoras sobre detalhes técnicos sobre amplitude, acústica e etc. Estas questões se repetem em vários ítens de consumo porque o ser humano continua o mesmo.
Existem pessoas que acumulam pilhas de dvd's de filmes, seriados, etc num ato compulsivo e nem percebem isso, muitos desses dvd's nem foram assistidos por completo. Muitas vezes são apenas um adjetivo de quantidade, do tipo: "Eu tenho a série ou temporada completa de tal coisa...", e nem percebem no que se tornaram, tanto que estas pessoas encontraram nos colecionadores de vinil o perfeito bode expiatório para se justificarem de seus problemas de consumo, dizendo que os colecionadores de vinil só pensam no dito cujo e que não gostam realmente de música e só querem se exibir com suas coleções. Algo parece familiar?
Tudo isso é um problema dos primórdios da humanidade. Para quem acha que e o tal do casal Adão e Eva são apenas uma ficção, então pelo menos usemos eles como exemplo prático de duas pessoas que erraram e se justificaram colocando a culpa no outro. Adão culpou Eva, que culpou o capeta em forma de serpente.
Outras pessoas tomam atitudes radicais como na bíblia, quando Jesus fala para arrancar o seu olho esquerdo se este o induz ao erro, pois é melhor perder um membro do corpo do que ele inteiro. Claro que isso é simbólico, se a pessoa não sabe beber e se descontrola e faz um monte de presepada, que não dê o primeiro trago. Jesus também conta uma parábola sobre um jovem rico que quer seguí-lo. Então Jesus pergunta sobre alguns ítens aos quais o jovem já pratica. Por fim ele diz ao jovem para pegar sua fortuna inteira e doe aos pobres e o siga. O jovem se entristeceu com a parada e parece que ficou por alí mesmo com sua bufunfa. Mais uma vez a simbologia entra em ação: Jesus não disse para ele fazer isso literalmente e sim que ele não desse mais tamanha importância ao dinheiro em sua vida, que fosse mais generoso, caridoso e desapegado aos bens materiais.
Agora falo apenas por mim: Meu crescimento espiritual e transformação não depende do fato de eu desfazer da minha coleção de discos de vinil, pois eu não pretendo fazê-lo, simplesmente porque a minha coleção ocupa apenas um armário e principalmente os últimos lugares da vasta lista de prioridades em minha breve vida nesta terra.

ps.: como diz o ditado popular, não é o habito que faz o monge(ou, não é u terno que faz um evangélico), isto é, tudo depende da mudança interior.

5 comentários:

fabiopires disse...

Olá Akira!!

Particularmente discordo de seu ponto de vista e creio que a questão da qualidade de áudio dos vinis já foi mais que provada. Senti um tom meio que simplista demais na sua descrição da qualidade dos vinis. Isso não significa que os cds sejam muito inferiores, mas como colecionador e cristão que também sou tenho ambas as mídias e defendo veementemente a compra de material original, indo contra quaisquer idéias sobre downloads, piratarias e arquivos em blogs. Acho tudo isso uma grande desonestidade. Posso posteriormente fornecer-lhe alguns links que tratam sobre o assunto da qualidade dos vinis.Percebo também que a volta deles (em março-2010 já teremos lançamentos pela Polysom de bandas nacionais) representa a volta aos primórdios de qualidade musical num processo de gravação diferente do de 20 anos atrás, por exemplo, e junto um manifesto contra a pirataria, que quer queiram ou não mutilou a cultura das mídias em detrimento à 'tosquice' de qualidade veiculada pelos arquivos em sites...Abraços e parabéns pelo blog.

Fábio Pires (www.amusicalidade.blogspot.com)

akirarw disse...

Fábio, muito obrigado pela visita ao blog. Sobre a qualidade, temos um problema em relação ao corte de matriz. Você sabe como o material aqui não é de primeira qualidade. O sistema Dynaflex aqui não funcionou nos anos 70, pois foi apenas subtraído a quantidade de vinil, para baratear o custo. Vinil bom era quando o Rudy Van Gelder(ele mesmo prefere o sistema digital) confecionava a matriz e a Blue Note usava vinil virgem, ou os jamaicanos do Studio One. Eu tenho alguns de 180grm e os da Get Back não tem uma boa qualidade de audio, só são pesados. Não me estendí em relação ao vinil em sí pois esse não era o foco do post. Uma gravação feita hoje em dia em processo digital, não tem como perder qualidade quando passa para o cd, isso só acontece quando não se trabalha direito na remasterização de um original análogo.
Quanto a questão de downloads, não é um assunto que me aprofundarei, pois é aquela velha história, gravar uma fita k7 para um amigo é considerado pirataria pela legislação. Os downloads são de mp3 de baixa qualidade que subtraem muitas frequencias que um audio cd original. Aqui ninguém sai vendendo cdr dos outros, isso é deprimente, é crime. Sou músico e sei como isso é ruim, mas é assim que funciona a troca de informações. Quem pode pagar por um cd de R$90 que muitas vezes tem que ser encomendado, são poucos. Para quem gosta de música mesmo, acaba comprando o original mesmo. As pessoas deixaram de apreciar musica em casa, muita gente só ouve música no computador ou no celular e nem reparam nas sutilezas do espectro sonoro. Enfim, esse é o livre arbítrio e a diversidade de opinião que torna o mundo mais interessante. Vinil, cd se tornou artigo de luxo extremamente supérfluo, ainda mais aqui no Brasil, onde as pessoas acham que um artigo de 2 páginas de um tablóide é muita coisa pra se ler. O que dirão então das Sagradas Escrituras? Abração.

Anônimo disse...

desculpe falar o que tenho a dizer quem te nomeou o dono da verdade tambem sou muito apegado a deus mas nao uso isso como argumento para os assuntos de meu interesse sobre ser colessonador de vinil ou series antigas parese que nao e a questao aqui e sim uma birra de uma pessoa que nao aceita ser contrariado apartir do momento que vc julga os outros nos seus gostos ou manias vc se coloca superior

Anônimo disse...

sou tambem um dos tais colecionadores de series antigas julgado pelo senhor ser superior que tudo que diz usa deus como argumentos para as suas neuras nao lhe conheço afinal usas um pseunonimo tenho uma media de 30 dvds de series e animes antigos e posso te falar que vi todos seria melhor usar um espaço tao legal como essa para coisas uteis afinal deus e amor nao rancor

akirarw disse...

Obrigado por perder seu tempo num blog, afinal o blog é isso, um mero diário digital online, para assuntos pessoais. Pelo visto vc não tem entendimento da palavra de Deus, pois vc está também me julgando e em nenhum momento eu me proclamei dono da verdade, ninguém me contrariou, pelo menos com o Fábio o debate foi saudável. Não uso pseudônimo, é meu nome e a abreviatura de meu sobrenome, pois não é prudente usar o nome de registro na rede, expor dados pessoais, isso é uma recomendação que fazem. Parece que você não entendeu o título do post, tá lá: o assunto é outro. Não estou sendo contra os colecionadores, eu também posso até ser classificado como um, mas eu não dou tanto valor aos objetos, como muitos fazem e os colocam num tipo de pedestal. São apenas papel e derivados de petróleo. Já que não quis entender eu explico novamente: colecionadores de dvd que criticam os colecionadores de vinil. Essa é a questão. Não sei porque se ofende, se você não é deste tipo de pessoa, que dá demasiada importância à ítens tão supérfluos, em relação ao que é a vida.
Ser apegado a Deus não quer dizer muita coisa, está cheio de pessoas religiosas por aí, que amam Deus só com os lábios, mas o coração está longe. Se você não sabe, Jesus e Deus ilustram vários acontecimentos e parábolas sobre o ser humano na Bíblia, justamente em fatos corriqueiros, pois o evangelho lida com isso, sobre viver a vida, o cotidiano. Meu amado, leia a palavra de Deus, esqueça do que fizeram com o nome de Jesus, os costumes e rituais não tem valor. Não há rancor aqui, mas se vc quer ver ele, que fique segundo sua vontade. Ah, Deus não é só amor, também é justiça, tanto que a Bíblia do começo ao fim fala disso, das consequências do erro. Deus perdoa por misericórdia, mas estamos todos sujeitos a arcar com as consequencias do erro. Como você deve saber, o rei Davi que era considerado um homem segundo o coração de Deus, que governou o povo de Deus, pagou com a morte de seu filho e conflitos familiares por conta de seu erro. Não é necessário dizer, pois você deve conhecer essa história.
Veja o caso do Fábio, mesmo ele não concordando com a minha argumentação sobre os discos, sendo ele colecionador, me mandou um abraço.
Bem se quiser continuar a ser anomino, é seu direito, se quiser continuar a ler o blog, fico feliz, se não, fique em paz, existem centenas de blogs pela web, milhares de pessoas superiores a mim, que podem compartilhar com sua opinião.
Quem é dono daverdade? Deus, é claro.
Amado anonimo, que o amor de Jesus, a graça de Deus e as doces consolações do Espírito Santo estejam com você e sua família.

 
 
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