domingo, outubro 19, 2008

Talking about love...

Desde muito tempo se falou sobre o Amor. Mas especificamente neste séc.XXI as coisas tem evoluido para um quadro cada vez mais obscuro. Cada vez mais o Amor se tornou sinônimo de satisfação sexual em letras de pagode, axé, sertanejo, rap, entre outros, corações vermelhos, presentes como jóias, carros, roupas e caixas de bombons.
"Isso é questão de posse..." como dizia Luiz Melodia. A semana toda a mídia brasileira foi assolada pelo horror de um sequestro passional. O duro é que não é o primeiro e não será o último de muitos. Foi um reflexo do que o Amor se distorceu nesta sociedade perversa, uma questão de posse. O rapaz parece que entendia que o seu chamado "amor" era ter a posse de uma pessoa.
Quando eu era um delinquente juvenil e vândalo estudantil, pensei em levantar a mão para minha professora de física que me expulsara da sala de aula. Quando me dirigí em sua direção, algo me impediu(misericórdia de Deus) e apenas a ironizei e batí palmas para ela e me retirei da classe. Hoje em dia, os alunos adolescentes desferem socos e chutes para ferir pra valer os professores, crianças causam graves ferimentos nos professores, portam armas de fogo e atiram para matar os colegas de classe.
Em outro aspecto, o Amor também está em falta na sociedade. cada vez mais se ouvem frases como: " Que se dane, eu estou pagando! ", " Faço o que eu quero, ninguém paga as minhas contas! ". O egoísmo e individulismo são antíteses do Amor. As pessoas não querem dispor seu tempo por Amor, seja pela família, seja pelos amigos e muito menos à um desconhecido que precise de míseros minutos de atenção. Todos dizem que não tem tempo pra nada. Mas há horas disponíveis para suas rotinas de ócio, como em frente a TV ou qualquer outra distração.
Não há tempo para um simples telefonema para dizer um simples "oi, como você está?", e mais constrangedor ainda, mandar um e-mail, que leva menos de 1 minuto.
Tudo se faz caso haja um retorno de interesses pessoais. Já ouví nitidamente pessoas me dizerem que só encontram com amigos se tiver algo que interesse. A simples presença da pessoa e sua amizade não são suficientes para dispor de um tempo para se tomar um bom café e conversar sem pretenções.
O verdadeiro Amor é quando nos colocamos à disposição de qualquer pessoa sem esperar nada em troca. Amar é abdicar. A nossa recompensa é saber que pudemos ser úteis e ajudamos alguém que estava precisando e imaginarmos como este alguém se sentiu amparado e aliviado.
E muitos falam sobre o Amor...

4 comentários:

Marcus disse...

A grande maioria dos seres humanos é egoísta, quer reciprocidade em tudo.
O velho exemplo de 'eu não vou ligar, essa mesma pessoa não me liga, então por que ligarei?' gera um ciclo ininterrupto de futilidade e hipocrisia contra o 'amor'.
É incrível, e repito, totalmente incrível como a sociedade brasileira é manipulada pela mídia, eu fico chocado de uma forma que chega a me dar desgôsto da situação, é algo automático, perco o amor prontamente mesmo sabendo que é errado, depois me forço a refletir sobre isso.. e vejo, que eu, que poderia mudar e repôr o ciclo de amor, dando amor ao próximo (a compreensão), sequer fiz o menor esforço possível para isso acontecer. Tudo isso porque fico insatisfeito com uma atitude de meus irmãos, aqueles que têm o mesmo genes e classificação que eu tenho, aqueles que por mais que tenham uma vida melhor que a minha ou até pior que a minha, continuam sendo meus irmãos.
Em que me baseio? Ora.. imagine só, eu tenho noção do fator 'amor' na minha vida, eu sei que se cada um de nós darmos um simples sorriso afetivo para outra pessoa, essa mesma, ficará feliz, essa mesma, terá um dia melhor, mas não o faço, até eu.. sou manipulado, critico e ajo igual aos criticados.
Talvez eu deva fazer igual você me ensinara Rubens.. "a buscar a fé, a Deus (que consequentemente é um óbvio sinônimo de amor), como se estivesse buscando pelo meu último suspiro de vida", somos fracos, todos nós, mas nem por isso devemos sempre nos render ao que perante nosso Pai, não é impossível de acontecer.

akirarw disse...

A fé sem obras é uma fé morta. Dons e prodígios espirituais sem amor são inúteis. Ontem na pregação do R.R. Soares, dizia sobre Cristo no Getsêmani, quando orava derramando lágrimas de sangue:“Pai, se possível, passa de mim este cálice sem que eu beba, todavia não se faça a minha vontade mais a Tua”. Lucas 22:42.
Jesus sentia o peso dos pecados da humanidade sobre Seus ombros. Ele temeu aquele momento e pediu a Deus que, “se possível”, Ele não gostaria de morrer, mas em seguida disse: Faça-se a Tua vontade!
Como disse Soares, a salvação da humanidade ficou por um fio chamuscado.
O que dizer? Nada! É começar a praticar...

Sergio disse...

Porque o amor, sentimento tão intrínseco ao ser humano precisa de fé, dogmas, Deus, religião? Pessoas sem fé têm um amor ilegítimo. E mesmo que o amor venha de Deus, tenha sido uma graça dele, é necessário que tenhamos consciência dele e até do filho dele para que nosso amor seja amor? Esse conceito de amor atado a fé cristã me parece bastante limitado.

akirarw disse...

Obrigado pela opinião. Bem, em primeiro lugar, eu não creio em instituições criadas pelo ser humano que estabelecem dogmas. Em segundo lugar, eu creio no evangelho, que não é religião, basta entender o significado desta palavra. Deus nos deu livre arbítrio, isto ele mesmo disse. Não é questão de ser ou não ser amor, mas será que o ser humano tem a compreensão total da dimensão do amor? Deus nos fez à sua imagem e semelhança, espiritualmente falando. Se você acredita que "brotamos" do nada, realmente não há sentido em crer em Deus.
Uma coisa que eu aprendí na vida, mesmo quando negava a existência de Deus, era saber realmente à respeito de algo, antes de falar sobre. Exemplo: Ouví um disco inteiro do Frank Aguiar para depois dizer que aquela música não era para mim e isso não quer dizer que ela seja ruim, pois milhares de pessoas gostam. Se fosse realmente ruim, ninguém iria gostar. Não sou melhor que um viciado em crack para determinar o que é bom ou quem tem bom gosto.
Se puder, leia o Novo Testamento(tem bíblia on-line), mas despido de pré-conceitos, aí da para ser ter idéia se o amor ligado à Deus, Jesus são ou não bastante limitados.

 
 
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