quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Donos da Música e chapéu alheio

Bem, no meu primeiro post, deixei claro minha intenção e etc. Participei de comunidades sobre música no Orkut e percebí que tem muita gente que se acha dona da verdade ou dona da arte. Olha, este humilde blog está aqui para tentar informar da melhor maneira sobre a música, expor opiniões menos teóricas e mais práticas, questionar o conteúdo jornalistico musical atual. Sou muito a favor da liberdade de expressão, por isso, não perco meu tempo falando mau de coisas que não me despertam interesse, simplesmente por gosto. É muito fácil e covarde falar mau de tudo. Acho pra lá de saudável existir a banda Calypso, Calcinha Preta, Serginho e Lacraia, RBD, Pitty, CPM 22. Esse pessoal é bem mais a pampa, pois não são como a "elite cultural" de merda, que fica se incomodando com as legítimas manifestações populares. O programa de forró da Band não perde tempo em dizer que Faust, Sonic Youth, Boulez, são coisas chatas de gente esquisita. Quem estiver interessado em defender suas teorias, que escreva seu próprio blog, como eu fiz. Percebí quem tem uma pessoa que insiste em defender o tal do "Rap Underground". Amigo, na boa, faça um blog sobre isso, aí você pode expor melhor suas teorias, encontrar mais gente sintonizada com isso, que retifique suas idéias. Agora uma coisa que detesto falar, mas farei para deixar claro as coisas. Eu entrei no HipHop como todo mundo. Foi uma explosão nacional, desde clip do Break Machine no Fantástico, até a vinheta de abertura da novela Partido Alto. Participei de campeonato de Breakdance na escola em 1983. Trabalhei de DJ em festas particulares em 1988. Fiz meu primeiro graffiti no estilo HipHop em 1987. Tive a honra de aprender muita coisa sobre HipHop com o MC Blow(Jú Negão) do pioneiro Stylo Selvagem. Participei da primeira vez que o Pavilhão 9 tocou com banda, pois neste dia a produção falhou e o DJ ficou sem as pickups, então pediram para eu fazer o baixo e o Marquinhos(Butcher's Orchestra) a bateria, em 1993. Muita gente falava mau ou nem dava importância pro Rap e olha que já tava rolando o De La Soul, Tribe Called Quest, Boogie Down, etc. Saí dessa parada porquê alguns indivíduos começaram a chamar o baguio de "meu". Como no Heavy Metal e Punk. No Jazz? Pior ainda, pois tem gente que se acha "elevada" por gostar de Jazz e decorar nomes. Tô cansado de gente querendo mostrar erudição e não fazer nada de útil com isso. Todo mundo é igual, seres humanos, com suas limitações. No dia em que estes connosieurs, críticos, jornalistas, artistas, etc fizerem um Kame-Rame-Ra(golpe de energia do mestre Kame do mangá Dragonball) na minha frente, aí eu baixo a cabeça...

Um comentário:

andré disse...

alertado por este post resolvi ler os comentários anteriores: é impressionante. anônimo é fácil de ser cheio da opinião, né não nego? outra: estamos no brasil, não nos eua. acho q o q tava bem claro q o rubnes tava falando da importação do termo. pelo menos pra mim ficou, vai ver que é pq eu conheço ele, sei lá. a importação é mais ridícula ainda qdo o q seria o mainstream por aqui tem tanta coisa boa, criativa e até politizada. pra mim soa como pura frescura. se eu quisesse exagerar diria que é pronceito de classe, mas isso EU NÃO TO AFIRMANDO NÃO - que fique claro. tanto faz, o que eu quero é escutar música boa. estilinho essas horas não dá. beijão anonymous, fui!

 
 
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