sexta-feira, abril 09, 2010

David S. Ware está de volta

Em Janeiro de 2009 o compositor e saxofonista David S. Ware se encontrava em um delicado estado de saúde, precisando urgentemente de um transplante de rim.
Mas as boas novas chegaram e ele está de volta:

"I’m Back !The expression is flying !The practice has the serpent’s tongue.The dexterity is effortless. I’ll perform as much as
karma allows. There may even be some timely surprises. So keep those third ears wide open.
Being a son of Arjuna I continuously contemplate “Be Without the 3 gunas” Yes there’s much action to be engaged in. Father time marches on. Namaste"

David Spencer Ware

5 comentários:

fabricio vieira disse...

David S. Ware é um dos maiores da história: álbuns como Dao e Cryptology são peças raras, infelizmente pouco ouvidas e devidamente apreciadas. Espero ter a chance de vê-lo ao vivo um dia...

akirarw disse...

Sempre foi assim, as pessoas querem estar em terreno conhecido, Trane, Miles, etc. Hoje em dia não há desculpas de não haver meios de obetr informação. Muitos sites oferecem amostras de som e videos. Zorn foi eficaz quando lhe perguntaram sobre a possível mudança no cenário por S. Ware ter assinado com a Columbia em 2000. Nada mudou.

fabricio vieira disse...

Essa passagem do Ware pela Columbia não deve ter sido muito frutífera para nenhuma das partes: o quanto de público novo descobriu e se interessou pelo trabalho do Ware? O quanto esses discos venderam? Mesmo que os 3 discos que ele lançou pelo selo não fiquem entre seus álbuns mais sonoramente "difíceis", não creio que ajudou na formação de um público novo. E é relevante o fato de Ware ter ido para a Columbia apenas porque Branford Marsalis era, na época, diretor musical (ou algo assim) do selo e o convidou.
Como vc disse, não adianta, as pessoas querem mesmo é conforto e segurança... Não foi à toa que Ware, no ano passado, enquanto estava gravemente doente, teve de pedir doações em seu site...

akirarw disse...

Pois é, veja o caso do Giuseppi Logan, quem o resgatou foi uma missão de igreja evangélica. Seus colegas também não gozam de boa situação e pouco poderiam fazer por ele.
Enquanto o submundo da música não necessariamente do tipo mais radical, esteve e está em ebulição criativa, o público quer Esperanza Spaulding e Diana Krall. Vijay Ayer e Greg Osby não ganham fortunas com seus discos.
A única luta que faz sentido é pelo direito da música livre ter as condições básicas de existencia.

Tiago Mesquita disse...

Notícia excelente!

 
 
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