sábado, março 25, 2006

Morton Feldman


Nasceu em 12/01/1926 em New York. Aos 12 anos de idade estudou piano com Madame Maurina-Press que foi aluna de Busoni. Nesta época Feldman compôs curtas peças com influência de Scriabin, até iniciar estudo de composição com Wallingford Riegger. Três anos depois foi aluno de Stefan Wolpe, mas passaram mais tempo juntos conversando sobre música.
Então em 1949 conheceu John Cage, um encontro que foi muito importante para a música nos E.U.A. nos anos 50. Cage incentivou Feldman a confiar em seus instintos, resultando em composições totalmente intuitivas. Tornou-se amigo dos compositores Earle Brown e Christian Wolff, os pintores Mark Rothko, Philip Guston, Franz Kline, Jackson Pollock, Robert Rauschenberg e o pianista David Tudor. Os pintores em particular influenciaram Feldman a buscar o seu próprio mundo sonoro, mais físico e imediato do que havia antes, resultando na experimentação de notação gráfica. "Projection 2" foi uma de suas primeiras peças neste idioma, em que os músicos selecionavam suas notas de uma estrutura de tempo e registro. Mas o processo jogava o músico a total improvisação que deixou feldman desconfortável com essa liberdade e abandonou a notação gráfica entre 1953 e 1958. Nas peças "Atlantis" de 1958 e "Out of Last Pieces" de 1960, voltou a usar o sitema gráfico. Logo depois na série de trabalhos instrumentais intitulada de "Durations", as notas tocadas simultaneamente eram escritas com precisão, mas a duração era de livre escolha no tempo dado.
Apartir de 1970, tornou-se professor da Universidade de New York em Buffalo. Suas composições passaram a expandir seu tempo de duração, com mais de 20 minutos.
Em Junho de 1987 se casa com a compositora Barbara Monk. Morre em sua casa em Buffalo, aos 61 anos, em 03/09/1987. Clique no título do post que é um link para o site de Morton Feldman.

5 comentários:

alexandre farofa disse...

e ai rubinho

bom a ultima vez que nos trombamos foi em 2004 na augusta, ate trocamos uma ideia rapida lembra?

quanto aos comentarios deixados para voce e os textos referentes ao vocalista do garage e outros ali mencionados

acho que da lista de nomes citados nao se salva um e se for ver friamente todos citados tiveram seus momentos de vaidade ou nao? tranquilo realmente nao me recordo desse complo total

bola pra frente é isso ai to casado a 10 anos, 2 filhas para criar , trabalho 9 as 5 e ainda levo um som nos fins de semana. agradeco muita coisa que aprendi no passado e muitas pessoas ali citadas que bem ou mal ainda fazem parte das pessoas que considero realmente amigas.

akirarw disse...

Alexandre, realmente agradeço por se dar ao trabalho de me responder. Sim, me lembro do nosso encontro, você estava preparando a inauguração da sua loja. Realmente não me passou pela cabeça uma concepção de complô, apenas a narrativa de algo que aconteceu, como por exemplo o episódio com o João Gordo, que falou pra mim mesmo como tinha bronca de você, e que tive o mínimo de ética em não levar em questão o motivo disso. Da Dirty Money, o próprio Testa nos veio contar o que mencionei. Se foi você que falou que passo um pano pro Marcos, realmente está distorcendo o que falei, pois você sabe tanto quanto eu que ele tá nessa coisa desde muito tempo, e mesmo ele me achando um drogado de merda, me ensinou muita coisa. Se você realmente acredita que rolou uma vaidade de minha parte, queria saber em que momento, sem ironia, numa boa. Você vê que engraçado, sobre os coments sobre minha vida sexual nos anos 90 que fizeram, só porquê eu preferí sair com mulheres que não faziam parte daquele circulo social. Ainda bem que nunca fui ninguém importante para ter paparazzi registrando minhas idas à motéis e residências. Se foi você que disse que não fiz nada, nada posso fazer, pois as pessoas comuns que transitam pelas ruas podem dizer o contrário. Quanto ao Garage Fuzz, só foi a ponte para ter contato com um cara de Santos com quem tive momentos muito agradáveis, compartilhando conhecimentos e simples bate papos de amigo. Cara, que maravilhoso que você está casado à 10 anos, espero que faça bodas de ouro, pois hoje em dia as pessoas trocam de casal como trocam de roupa. Parabéns pelas 2 filhas, nobre tarefa da paternidade, onde você está sendo presenteado com a coisa mais importante da vida, o amor.

alexandre farofa disse...

blz rubinho para mim acabou a historia mesmo que continue a postar o que quiser. gostaria de lembrar que so tive mesmo tempo de pensar nisso hoje sabado pela manha, e que outros post relacionados a voce de forma alguma foram de minha autoria. estou ai na quadra da eric discos, token entry

Tiago disse...

Essa é pro post da Alexandra no outro tópico. Pode parecer inoportuno, já que conversam outras coisas aqui, mas como trata-se de um texto sobre o Morton Fledman, acho que não é.

Eu já discuti isso com você, só achei curioso que aqui você lembrado da escrita. Bem, acho que a idéia do Feldman era ter um roteiro de notas preciso, mas em uma execução temporal imprecisa. Tanto na duração dos acordes como no intervalo que cada um dos ínterpretes as executava.

Não é por menos que ele admirava gente como Samuel Beckett. Nas peças do irlandês existe essa espera em acontecer algo que nunca se desenrola. No fim, tratam-se de ações que não têm conseqüência ou caráter trágico, os personagens matam o tempo enquanto nada acontece. Acho que o Feldman aproveitou as lições do Cage e da arte contemporânea a ele, tanto na descontinuidade da pincelada do Pollock, como naqueles personagens ordinários do Philip Guston e cirou outra coisa, um a música de eventos simultâneos com alguma harmonia. Por isso, as vezes fazia até canções, como Only, que destoa um pouco da sua obra mais famosa.

Sei que você não morre de amores pelo AMM, mas eles que, pelo que conheço, se aproveitaram muito bem disso, mas criando uma música mais teatral, onde os intstrumentos convivem como se compartilhassem um espaço cênico comum onde acontecem eventos simulatâneos. Acho que esses músicos abriram uma perspectva muito diferente na música. Além da não-sreferencialidade, pareciam buscar um convívio mesmo. Sem deixar de ser clichê, aqui voltamos ao Cassavetes, que fazia o mesmo nas suas improvisações cinematográficas.
Por isso, embora eu não entenda picas da escrita, sei que o método Feldman incorporava coisas além dela, como a interpretação, que abriu um campo danado para o que virou a tal da improvisação livre.

tiago disse...

Só pra completar, acho que o disco que a obra que ele fez pro Rothko é onde isso fica mais evidente. Tanto, que ele fez pra ser executada em um lugar, não numa ordem temporal.

 
 
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