sexta-feira, setembro 14, 2007

Pedro Ferreira dos Santos (25/02/1925 – 13/09/2007)

Pedro de Lara foi uma personalidade de rádio e televisão brasileiro, de múltiplas atividades que atingiu status de celebridade como jurado de programas de calouros. Também foi astrólogo, radialista, além de empresário de sua esposa Mag de Lara, escritor, ator e cantor. Em suas próprias palavras: "No meu disco o pau come, é nordestino da bexiga porreta!". Bom descanso, Salsi Fufu!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Anime made in Korea

Aachi & Ssipak é uma produção do estúdio Jteam, de 2005. Cada vez mais a animação coreana desenvolve sua própria identidade. Mesmo que neste filme possamos notar influências e citações, existem diversas características da animação feita na Coréia. A mão de obra coreana nas produções de animes japoneses já está presente à um bom tempo, onde puderam aprender o que há de melhor em animação. Os coreanos também desenvolvem boa parte dos videogames que circulam por aí, tanto que nota-se algo em comum nos cenários e elementos 3D de alta qualidade presentes nos animes.

domingo, setembro 02, 2007

Solaris Quartet


Nosso amigo Ken Vandermark com mais um novo projeto, John Herndon e Mike Reed na bateria, Dave Rempis e Ken Vandermark no saxofone barítono, tocando especificamente a música de Sun Ra.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Max Roach e Iron Maiden...



Numa noite "típica" dessas de São Paulo, clima desajustado por conta do nosso brilhante progresso movido à base de derivados de petróleo e outros ítens da tabela periódica, sim, aquela que éramos obrigados a "decorar" para as provas de química na escola, tive um grande prazer em jantar com meus amigos e conhecer outros. Da mesma forma que um bar de bossa nova em Tokyo de certa forma é atípico, um restaurante japonês na Pompéia também é. Lugar agradável, os funcionários simpáticos, notei que talvez eu fosse o único mais próximo do país do sol nascente. Depois de saber mais à respeito da culinária japonesa por intermédio de um grande amigo que é nativo de lá, tenho saboreado ou não com outros paladares os simulacros que proliferam em São Paulo. Constrangedores são os valores e status de restaurantes japoneses aqui, pois não parece justo pagar tão caro por comida caseira, do dia-a-dia. Bom, mas foi durante este agradável jantar que se pôs em pauta um assunto sobre passado, saudosismo, etc. Em dado momento disse que não desejaria voltar no tempo, como na infância. Minha opinião naturalmente não era unanimidade, mas uma resposta eu registrei e também me fez lembrar do Max Roach e o Iron Maiden. Que talvez eu e mais alguém que concordou comigo, não tivemos uma infância feliz, pois ela voltaria sim, era melhor naquele tempo, mais feliz, sem responsabilidades, os problemas da vida adulta, etc. Não achei necessário explicar minha opinião naquele momento, então lembrando de Max Roach que tinha partido à dois dias, sempre falou e agiu seguindo em frente. Uma vez o indagaram porque ela estava se "envolvendo" com "gente do tipo" como Anthony Braxton e Cecil Taylor. Ele simplesmente disse que Braxton e Taylor eram como Charlie Parker e Bud Powell de seu tempo, que não havia sentido e nem podia escrever a mesma história, que tinham sido maravilhosos os tempos tocando ao lado de Parker, Dizzy, Miles, mas o presente também era, como ter tocado com dançarinos de break, dj e mc, como Fab Five Freddy em 1983, onde também foi criticado. E que sua atitude é que o matinha vivo, com energia, que dava sentido em continuar. Ah, o Iron Maiden, tem uma música do disco Somewhere In Time de 1986, chama Wasted Years e seu refrão é:
"So understand, don't waste your time always searching for those wasted years, face up... make your stand, and realise you're living in the golden years"

terça-feira, agosto 21, 2007

Max Roach no Freejazz festival de 2000 em São Paulo

Foi realmente uma noite inesquecível do dia 20 de Dezembo de 2000. Era praticamente improvável eu poder ver Max Roach aqui em São Paulo, pois ele já se apresentara aqui em 1989 e a organização do festival que o trouxe, tinha o protocolo de não repetir as atrações. Mas por milagre, resolveram trazê-lo novamente, sabendo só depois de um bom tempo, que fora a última chance de vê-lo ao vivo. Com Odean Pope no saxofone tenor, Cecil Bridgewater no trompete e Tyrone Brown no contra-baixo, abriram logo de cara com "It's Time"... Uma homenagem à seu parceiro Clifford Brown em "I remember Clifford", e à um de seus mestres, Papa Jo Jones, no seu famoso solo de chimbal. Odean, Cecil e Tyrone acompanham Max à décadas, mesmo não sendo muito citados por aí, estão no mesmo patamar dos que já tocaram com Max e ficaram mais conhecidos. Os três continuam na ativa, dá pra conferir seus trabalhos pelo selo C.I.M.P. que faz parte da Cadence Jazz Records. Não há palavras para descrever a sensação de ouvir a bateria de Max ao vivo. Eu também tive o privilégio da última chance de ver e conhecer pessoalmente outro mestre dos tambores que me ensinou muito, Billy Higgins, mas essa é uma outra história...
A noite em que fui abençoado pelo mestre

Eu tinha feito uma pintura de Max à anos atrás e meu amigo iría a New York assistir uma apresentação do mestre. Pedí a ele pra levar o quadro e dar-lhe de presente. Ele não conseguiu encontrá-lo por conta do cancelamento do show. Então uma surpresa, Max estaría no Free jazz festival. Pensei, vou lhe entregar pessoalmente. Bom depois da metade do show, a maioria tinha ido embora e no final, consegui junto com meus amigos, ver seu famoso solo de chimbal, a um metro de distância! Quando ele foi dar autógrafos, eu lhe entreguei o retrato e, ele começou a assinar. Aí eu pus a mão em cima da dele e disse, "No, it´s for you!" Ele não acreditou, ficou por alguns segundos me olhando. Então pedí pra ele autografar meu vinil do Plus Four, aquele que gravou logo depois da morte de Clifford Brown, e dei um cd do Batucada Fantástica pra ele. E ele saiu com meu retrato em direção ao camarim. Mas não para por aí, meu amigo conseguiu que eu fosse sozinho no hall de saída pra falar com ele. Antes disso, eu e meu amigo, conversando com seu roadie particular, pedí um par de baquetas, disse que também era baterista. Aí ele perguntou se eu tinha alguns milhares de dólares, mas tudo na brincadeira. Então ele falou o seguinte: "Não vou te dar um par de baquetas e sim apenas uma, pois se eu der o par você vai tocar e quebrar depois. Pegue esta baqueta e coloque em um lugar especial, pois isso é um conhecimento. Vai e pede para ele autografar para você". Fiquei esperando o elevador descer e ele aparece. Pedí para autografar a baqueta. Ele pediu para alguém arrumar uma caneta de tinta permanente, mas ninguém tinha, então pediu um papel , perguntou meu nome e fez um desenho de uma bateria e pos meu nome. Falei pra ele que seu disco Percussion Bitter Sweet tinha mudado minha vida, minha concepção de jazz e ele abriu um sorriso e disse: "really?" Antes de ir embora, pois a produtora queria levá-lo ao hotel, pedi pra ele me abençoar. Ele ficou meio sem ação, surpreso, então dei um abraço nele. Quando ele entendeu, também me abraçou e suspirou de emoção, como um avô. Então apertei sua mão e disse, "I love you, mr. Max!" Saí dalí tão feliz que nem falei com Odean Pope, Cecil Bridgewater e Tyrone Brown. Aí eu o adimirei muito mais, pois o mestre era uma história viva da música, uma lenda, mesmo cansado depois do show, foi muito atencioso e simpático comigo, por ele, ficaria batendo papo comigo, um garoto qualquer.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Maxwell L. Roach (10/01/1924 - 15/08/2007)


O que me conforta é saber que agora, Max Roach está tocando literalmente de modo divino. Que agora ele deve estar relembrando velhas músicas com seu parceiro Clifford Brown. Que pode estar organizando uma big band com John Coltrane, Eric Dolphy, Albert Ayler, fazendo duelos de bateria com Elvin Jones, Kenny Clarke...
Me lembro do primeiro contato com o som da bateria de Max, fazem 13 anos. Mitch Mitchell que tocava com Jimi Hendrix, me fez descobrir Max. Meu Deus, aqueles tambores falavam!
Também tinha descoberto Buddy Rich, Elvin e outros, mas foi Max que me mostrou a bateria e o Jazz de um outro ponto de vista. Quando descobri seu album Percussion Bitter Sweet de 1961, tudo mudou, fiquei admirado porque ele tinha composto todas as músicas, e elas tem uma força imensa, falam de política com muito sentimento. Foi neste trabalho que também descobrí o clarinete baixo, tocado divinamente por Eric Dolphy. Tive a felicidade de assistí-lo aqui em São Paulo em 2000 e ainda conhecê-lo pessoalmente, agradecer-lhe pela sua arte. Poder ver seu famoso solo de chimbal à 1 metro de distância do palco! Também pude retribuir lhe dando um retrato seu em tinta à óleo que fiz numa placa de eucatex(o que está acima) e um cd Batucada Fantástica vol.1. De 1994 pra cá, tive acesso à sua extensa obra, tendo a oportunidade de aprender e testificar a sua importância na música. Ele amadureceu o que Kenny Clarke tinha começado, nunca se esquecendo dos pioneiros Sid Catlett, Baby Dodds. Quando Dizzy, Parker, Powell, Monk, Miles resolveram mudar as coisas, ele estava lá. Enfim, é preciso de discos, livros e filme para falar de Max Roach. O que posso dizer no momento, é: Max Roach, lhe agradeço de coração, e agora, "drums unlimited"!!! E para nós que estamos entre os vivos: "Members, don't git weary"!
Mais informações nestes links:
http://www.nytimes.com/2007/08/16/arts/music/16cnd-roach.html
http://www.drummerworld.com/drummers/Max_Roach.html

segunda-feira, agosto 06, 2007

Art Davis (05/12/1934 - 29/07/2007)


O que posso dizer é que em Ascension, Olé, The Complete Africa Brass Sessions de John Coltrane, ele estava lá. Em Deeds Not Words, It's Time de Max Roach também. Mas não só, de Art Blakey à Bob Dylan. Mas meu impacto do contra-baixo de Art Davis foi no disco Percussion Bitter Sweet (1961) de Max Roach, particularmente na música Praise For A Martyr
Art, fique em paz, obrigado por nos presentear com sua arte!
Clique no título do post que é um link para o site oficial de Art Davis.

terça-feira, julho 31, 2007

Dossiê Hardcore em SP nos anos 90 pt.4 (Agradecimento e benção)

Quando menos se espera, certas informações aparecem, como coisas que são atiradas ao mar e um dia a maré despeja de volta na praia. Um assunto pra lá de superado e esquecido...
Em primeiro lugar agradeço de coração ao Alexandre de Santos, Carlos de Porto Alegre, Daniel de Campinas e Marcelo da Saúde, que se deram ao trabalho de escrever à respeito do polêmico texto deste simplório blog, que Deus abençoe suas vidas, que prolongue seus dias de vida nesta terra, sempre acompanhados de Amor e Justiça, desfrutando de muitas alegrias e prosperidade. Quanto ao amigo hacker, sei que isto é simples de ser executado, já tinha até esquecido disso, mas obrigado pelas informações. Aproveito para aconselhar-lhe a procurar outro tipo de atividade, sei que é por diversão, mas pode usar sua habilidade em prol do bem. Que Deus te abençoe também. Quanto a quem se reservou a opção de me escrever anonimamente, na tentativa de ofender-me, a Internet não encobre toda a verdade, pois existe um elemento que deixa rastros, que se chama IP do computador. Mas como isso tudo são águas passadas, não é vontade de Deus expor as pessoas e seus atos publicamente, o anonimato continuará. Que a pessoa a qual se reservou a este direito de não se identificar, em verdade lhe digo que Deus te abençoe, que prolongue seus dias de vida sempre cercados de Amor e Justiça, que não falte nenhum dia de alegria e prosperidade em sua vida superando todos os obstáculos com êxito, que fazem parte do viver. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

quarta-feira, julho 25, 2007

Crise existencial

Crise: do Lat. crise <>s. f., alteração para melhor ou para pior no curso de uma doença;
ataque, acometimento, acidente;
momento perigoso ou decisivo de um negócio;
perturbação que altera o curso ordinário das coisas;
situação de um governo que encontra dificuldades muito graves em se manter no poder.

É cada vez mais comum o entendimento de que o acumulo de informações se traduz em conhecimento e sabedoria. Por mais que uma pessoa tenha velocidade de raciocínio, inteligência, acesso privilegiado à informação, cultura, etc, existe um ponto em que ela não poderá ultrapassar: a experiência de vida. Não é uma conversa com um velho sábio, bons livros, uma boa faculdade e pós-graduação, que vão prover o necessário para a vida de uma pessoa. São apenas meros complementos, detalhes que muitas vezes podem de nada valer diante de uma, crise. A vida não é advento de mero raciocínio, lógica, intelecto, ciência, pesquisa científica. Os sentimentos humanos derrubam tudo isso. Não, não, Freud não explica, nem Jung, nem Sócrates, Platão ou qualquer pensador que exista ou tenha existido. Claro, as pessoas são livres para pensarem que tudo se explica através da psicanálise, psicologia, teoria científica, medicina, ciências sociais, etc. É extremamente difícil vencer o orgulho pessoal e admitir a ignorância sobre a vida. Mas muitos simulam uma humildade afirmando serem humildes. Uma lição que aprendí sobre humildade é que, se uma pessoa é realmente humilde, ela nunca afirma esta condição pessoal, seus atos é que demonstram. Pelo fruto se conhece a árvore.

quarta-feira, julho 18, 2007

Crise cultural



Pra quem não conhece, o Tonic era um clube em New York que abrigou a música experimental, o Jazz de vanguarda, a arte na sua forma mais livre e criativa. Neste primeiro semestre de 2007, depois de quase 10 anos, o Tonic fecha suas portas por não suportar a pressão financeira do aluguel, uma tática legal e nada ética bem conhecida para atender os interesses econômicos dominantes. Mas o que os brasileiros tem haver com isso? Talvez seja um sintoma universal que a cultura passa hoje em dia. New York tem o apelido de "Big Apple", mas pouco se fala porquê. Na verdade, significa a grande maçã podre que consome o orçamento dos outros estados unidos da america do norte. New York sempre foi um foco de criatividade cultural, uma cidade extremamente rica e contrastante, mas que possibilitava todas as minorias, fossem culturais, civis, etc, existissem. Mas nestes últimos anos a cidade vem sofrendo um processo de "higienização", onde não deve permanecer tudo que vai de certa forma contra a nova ordem econômica mundial, das grandes corporações, da minoria com excessivo poder financeiro, da massificação social. A maioria da população tem que se limitar apenas como mero combustível do mecanismo das elites, como carvão para fornalha ou engrenagens de uma grande máquina. Mas desde muito tempo, já se usa uma estratégia para manter uma grande opressão e exploração, sem causar uma revolução das massas. A minoria no poder sabiamente permitiu a existência de uma liberdade artificial, dando uma falsa sensação de livre escolha, livre expressão. Aqui no Brasil, um exemplo razoável sobre isso, é a existencia de inúmeras marcas dos mesmos produtos, várias opções de lojas e supermercados, só que se observar a letrinha miúda, são pertencentes ao mesmo grupo empresarial. Enquanto o contingente paulistano se maravilha com a nova fase de efervecência cultural, promovida por grandes empresas, shoppings culturais, cinemas, centros culturais patrocinados por bancos, temos a nossa "higienização" se consumando paralelamente. Vendedores de livros usados sendo expulsos na paulada para o benefício das grandes bookstores. Artesãos expulsos das vias públicas em favorecimento das grifes, dos shopping centers. Artístas de rua perdendo sua liberdade de expressão em público em favorecimento de um clã artístico e seus mecanismos, sejam casas de espetáculo com preços de ingressos elevados, sejam gratuitos e financiados pelo comércio, maquiando o seu real mecanismo, que funciona pelo consumo direto de produtos e impostos implícitos. O que não é interessante para a elite, deve ser banido de locais que foram escolhidos por ela, afinal não dá pra ficar confinado em um apartamento de luxo ou condomínio particular. Qualquer pessoa com um mínimo de atenção, informação e sensibilidade sabe da analogia de New York com São Paulo. Só que São Paulo é um rascunho de New York, com menos orçamento, mais selvageria dos impulsos da elite dominante. Quando há injustiça da maioria oprimida, tirando meros detalhes superficiais, cultura e afins, sim, São Paulo é como New York. Os E.U.A. tem a sua grande maçã com seu Bronx e Times Square, e nós o grande abacaxí com os Jardins e o Glicério.

domingo, julho 15, 2007

Revista + Soma, Hurtmold e Bill Dixon




Por estes dias, deparei com uma prova explicitamente palpável do que se é possível fazer com união e boa vontade. A revista + Soma que se enquadra na classificação de revista de comportamento. Ela me pareceu ter um foco mais cuidadoso em termos artísticos, tanto no conteúdo quando no seu aspecto estético, boa impressão, papel de qualidade e para quem acha que tudo isso tem um custo, ela é de distribuição gratuita. Bom parece que por enquanto estão encerradas as lamúrias sobre falta de opções. Quanto ao Hurtmold, há uma entrevista consideravelmente abrangente nesta mesma publicação gratuita, que esclarece alguns pontos em volta deste grupo. Sempre ouví o tal questionamento da ligação do Jazz ao qual eles mesmo esclarecem. A primeira vez que ouví falar à respeito, é que eles estavam abandonando a poética escrita e cantada em suas composições, que já eram minoria e tinham um diferencial em relação aos instrumentos musicais usados dentro do formato do rock, como vibrafone, percussão, sopro, efeitos eletrônicos e orgânicos. Foi o que pude constatar nos respectivos discos Et cetera, Cozido e Mestro. Interessante foi saber mais à respeito do que cada um pensa em relação à música como arte e a proposta do grupo, até politicamente falando, o amadurecimento e afins. Bom, supondo que Deus me dê a oportunidade de viver 100 anos com lucidez, comecei a romper á algum tempinho, um terço do tempo que disponho para aprender algo sobre à vida. Sem levar em questão de que nada sei sobre a eternidade. Lembro-me de uma frase de samba na qual se diz que a gente nasce sem saber nada e morre sem saber tudo. Cada dia é um aprendizado. Mas também lí uma declaração de um músico de FreeJazz extremamente radical, na qual ele diz para não se confiar em ninguém com menos de 50 anos, pois a apartir daí é que se começa aprender alguma coisa. Dentro deste contexto, lembro-me da comparação do Mano Brown com o Bill Dixon feita durante a entrevista do Hurtmold. Até certo ponto pode haver uma analogia, a qual foi explicada na entrevista. Bem, vejamos então do seguinte ponto de vista, Mano Brown deve estar com a idade orbitando em torno da metade de Bill Dixon, que tem 81 anos. Os dois sofreram pré-conceito racial, o que acarretou problemas sócio-econômico-artísticos. O FreeJazz em sua época, nos anos 60, teve seu impacto político-artístico e uma suposta absorção pela sociedade. Ser afro-descendente e músico de FreeJazz num país declaradamente racista naquela época. Ser afro-descendente e músico de HipHop num país não declaradamente racista dos anos 80 pra cá. Hoje em dia, em pleno século XXI, o HipHop se tornou cultura de massa aceita em todas as camadas da sociedade mundial. Ironicamente, há uma marginalização do FreeJazz em relação a massa, falta de acesso e até a bizarra tentativa de elitização desta forma de arte. Até que ponto podemos relevar esta analogia em relação aos motivos pelos quais cada um dos dois fazem o que fazem? Quais são as escolhas e possibilidades de cada um? Qual a ótica de cada um em relação ao que fazem, pois também deve-se levar em conta o que cada um concebe sobre expectativa de vida, até capacidade física, no sentido biológico mesmo. Como cada um vê a questão da morte, seja de um lado, pelo cotidiano extremamente violento atual ou pela limitação do ser humano como organismo vivo. Creio que ambos os casos acarretam uma análise e ação particulares sobre o indivíduo em relação ao presente e futuro.

quarta-feira, julho 11, 2007

Cadê os "potrestos"?

Quando o presidente dos estados unidos norte americanos visitou este país por um breve período, houveram manifestações pelo país dos chamados punks, que parecem defender o utópico ideal anarquista. Como a liberdade individual tem seu limite quando chega o direito do próximo, parece que teríamos um equilíbrio coerente de atitudes. Infelizmente na prática, quase nunca isto se aplica. O que vemos são atitudes equivocadas que acabam por prejudicar justamente os próprios oprimidos pelo sistema político-econômico-social implantando pelo dito poder opressor. Agora que o país passa por um período extremamente vergonhoso, onde estão estes militantes com suas ações "libertárias"? Parece que existe uma alienação em relação ao que acontece no verdadeiro dia-a-dia do proletariado nacional. Então é isso, camisetas do Che Guevara ou do símbolo Anarquista, talvez livros do Trotsky, Karl Marx... Mas parece bem mais provável a desesperança, apatia civil, até alienação ao que ocorre na vida do país. Ou seriam atitudes de vandalismo e até crime, como o assassinato ocorrido com o garçom de um bar no bairro dos Jardins em SP? Alguém viu algum "potresto" nos aeroportos, diante aos caos lá estabelecido? Ah, deve ser talvez porque alguns punks prefiram o caos e também, punk que é punk, não pega avião, isso é coisa de burguês, não? Burguês?! Que estes ditos punks digam isso á um porteiro de prédio que trabalhou e juntou durante 2 anos o dinheiro para viajar de avião à sua terra natal, lá no longínquo nordeste do país, onde os parentes residem em humildes habitações, que em muitas vezes, não há um CD player pra escutar o disco do Discharge. Onde estão os "potrestos" diante das câmaras de vereadores, deputados e senadores, diante do papelão instaurado. Então é isso, para os ditos punks brazucas, é mais importante o "fora bush", "não a alca". Não interessa o que acontece à Anac, ao Renan, ao estouro do orçamente do Pan... No future for you, decontrol, anarchy in Brazil...

quinta-feira, julho 05, 2007

Jemeel Moondoc

Um nome pouco divulgado na mídia mais manjada do dito Jazz. Mas Jemeel Moondoc é bem conhecido pra quem acompanha com mais atenção este tipo de música e não se prende só nas revistas mais famosas como DownBeat e JazzTimes. Nascido em 5 de Agosto de 1951, não teve pais músicos, estudou arquitetura* na Chicago Vocational High School e tocava em bandas de Rhythm'n'Blues. Quando teve contato com a música de Cecil Taylor e Art Ensemble Of Chicago, mudou seu foco de energia criativa para a música. Teve a oportunidade de tocar saxofone na Black Music Ensemble de Cecil Taylor na University of Wisconsin em Madison e depois na Antioch College onde foi solista. Seu contato com Taylor durante 2 anos lhe proveu experiencia para ingressar na chamada New York City jazz Scene em 1972, onde imediatamente começou a ensaiar com a Ensemble Muntu, um quinteto co-fundado com o trompetista Arthur Williams que incluia o conhecido baixista William Parker, Mark Hennen ao piano, e Rashid Sinon na bateria. Sua estréia com este quinteto ocorreu no famoso estúdio Rivbea de Sam Rivers, onde ocorreram inúmeras performances do chamado Loft Jazz, período dos anos 70 em que os músicos de música livre ou Free Jazz, não tinham mais espaço para tocar. O estilo do sax alto de Moondoc tem muita influência de Jimmy Lyons, grande parceiro de Cecil Taylor e Ornette Coleman. Está em plena atividade, tendo tocado com Roy Campbell, Rashid Bakr, Khan Jamal, os saudosos Ed Blackwell, Fred Hopkins e Denis Charles. Boa parte de sua música pode ser conferida nos discos lançados pelo selo Eremite:
http://www.eremite.com/
* A Arquitetura é muito ligada à música, tanto que muitos estudantes de arquitetura tem estreita ligação com a música ou até acabam se tornando músicos, como no caso dos membros do Pink Floyd e Einstürzende Neubauten por exemplo.

terça-feira, julho 03, 2007

Sobre a verdade e as "verdades"

"A verdade é uma só". Quantas vezes já não ouvimos esta frase? Mas quantas dessas vezes que elas foram proferidas com sinceridade? Muitas pessoas acabam adaptando isso em benefício próprio, "customizando", "tunando"(2 dos piores termos inseridos no vocabulário da língua portuguesa contemporânea) para não terem que se esforçar no caminho dos justos. É o uso distorcido da liberdade, como um rolinho primavera de queijo muzzarela. Lembro-me de uma analogia que fiz com a extinção do fogo, do processo de combustão. Para se apagar o fogo, existem vários métodos: jogar água, areia, abafar com algum objeto, extintores de incêndio, sejam de espuma química, pó à base de cloreto, gás carbônico. Mas o que todos os métodos fazem a grosso modo, é extinguir a fonte da combustão, que é o oxigênio. Sem oxigênio não há combustão, não há fogo. Mas que uma verdade seja dita, todos nós temos a oportunidade, a chance de escolher o que é certo, o que é justo, sempre, não importa a situação em que nos encontramos, na tempestade ou na bonança.

quinta-feira, junho 28, 2007

Mas e o Free Jazz?


O FreeJazz... Num tempo não remoto, o termo se confundia por aqui muitas vezes com o festival realizado no eixo São Paulo-Rio anualmente. O nome era por conta do patrocínio da marca de cigarros Free, que tinha uma campanha publicitária pra lá de duvidosa, como qualquer uma de cigarro. Muitas atrações de qualidade passaram por aqui, como John Zorn, Max Roach, Art Ensemble Of Chicago, etc. Depois, uma marca de whisky, sim, goró, o Chivas, tradicional marca escocesa, patrocinou gente como Archie Shepp, David Murray, Arkestra, etc. Devido aos estragos causados à saúde pelo uso abusado dos produtos desses patrocinadores, não há mais estes festivais. O Jazz sempre foi vinculado por aqui com produtos de consumo refinado de uma elite social. Pessoas que supostamente tinham um intelecto e cultura superior, determinados por parâmetros meramente econômicos. Na apresentação do Art Ensemble por exemplo, a elite não suportou o longo solo com técnica de respiração circular, onde o músico toca sem interrupção, ou seja sem pausa para pegar fôlego. Roscoe Mitchell expulsou metade da platéia com seu solo de 20 minutos ao saxofone. O pessoal na sua maioria, queria algo mais palpável ao gosto deles, como Duke Ellington ou no máximo Charlie Parker. Free Jazz propriamente dito, como nos longinquos anos 60 do século passado, oficializado pela obra de Ornette Coleman, como ilustra a capa do disco neste post, onde o mesmo usou uma pintura de Jackson Pollock para ilustrar visualmente sua proposta artística musical, de libertação de estrutras convencionais estéticas, ainda continua a ser repudiado pela maioria das pessoas. Mas este tipo de expressão artística vai de vento em popa, longe de ter uma grande estrutura e apoio visível à maioria da população. Sim, é sempre um número restrito, mas consistente. Mas nada para ficar chorando, isso já acontece à muito tempo em outros setores não só da arte, qualquer coisa que saia do eixo de padronização da sociedade, onde pequenos grupos que manipulam o poder sócio econômico, é tratado de ser transformado em coisa nociva. O bom é comer, beber, vestir, ouvir, sentir, viver o mesmo de sempre. Vez ou outra, lançam algo pré calculado para as pessoas consumirem intelectualmente e materialmente, para não perceberem o grande cárcere em que vivem, dando uma simulação de liberdade e novidade, como empreendimentos imobiliários com segurança máxima, carros blindados e mundo virtual on-line sem sair de casa. Isso ae, liberdade total de escolha, 3 ou 4 dormitórios, com 5 vagas na garagem, espaço "gourmet"(que raios é isso, sô?!), 2.000mts quadrados de área verde privativa, 8 mega de velocidade de download, 10 megapixels de resolução, motor 5.0 flexpowerplusnãoseioquê, tudo em 49 polegas de tela plana em plasma. Falando em liberdade, lí um artigo que a elite paulistana quer restringir o acesso às ruas onde moram, por conta da violência. Já pensou você, cidadão comum que paga seus impostos, ter que mostrar seu R.G., passar por uma constrangedora revista corporal, ser interrogado, porquê quer simplesmente andar pela Rua Oscar Freire ou Av. República do Líbano? O nível econômico social elevado, determinado por cifras, números, diplomas, enquadramento social, não evitou que pessoas de bom nível sócio cultural espancassem covardemente na calada da noite, uma honesta empregada doméstica que aguardava seu meio de transporte público para honrar seu compromisso profissional. Nos longinquos anos 60, Cecil Taylor foi espancado e teve as mãos severamente feridas para não tocar piano, por conta do seu Free Jazz. Ornette sofreu ameaças para não mais tocar o seu Free Jazz, como Sunny Murray, Steve Lacy, entre outros que não se têm notícias. Mas estamos ae, na era digital, celurares de última geração, ah, agora é smart phone... para termos "sustentabilidade", "qualidade de vida", "privacidade, conforto e praticidade". Não, o Free Jazz de Ornette e Cecil é muito áspero e obtuso para uma tela plana de plasma. Mas e o livre arbítrio que Deus nos deu? Aí perguntam: Deus? Jesus? Isso não é coisa de gente ignorante? Isso não existe! Cadê? "Blow Trane, blow Trane, John Coltrane died in vain..." Não, jamais em vão, nem ele e muito menos Jesus Cristo, os ditos ignorantes, os ditos esquisitos de Free Jazz, entre outros que mantém a esperança do Love Supreme, love supreme, a love supreme...

domingo, junho 24, 2007

Só us LOCO, Só us 13 !!!!!!!!!!!!!!!!!




















Bom, a capa do disco do Beastie Boys tá aí pra lembrar do momento que o HipHop tava ganhando simpatia do pessoal do Metal, rolava um peso né, até o Kerry King do Slayer no video clip e a mão pesada do Rick Rubin na produção. Claro que tiveram alguns soldados headbangers que acusaram o K. King de alta traição que merecia côrte marcial. Pô logo o guita do Slayer, que tocava com o porco espinho no braço! O Anthrax já andava com o filme queimado, roupa de skatista né. Bring the Noise! Eu curtia um Rap e depois fui curtir um Metal e graças a Deus tá tudo em casa, me divirto com os dois tipos de música. Ah, o velho Biz... esse aí é dus loco né, o cara tem uns baruio na cabeça. As capas do Schoolly D e The Fearless Four parecem porta de banheiro de boteco. O selo do compacto do Bounty Killer, é bem profético, esse rapaz tem sérios pobrema nas idéia mesmo. E continuo achando o som dele chato. Quanto aos Draculas, sei lá o que é isso, mas vale divulgar essa capa que é um verdadeiro primor de bom gosto!

terça-feira, junho 12, 2007

Los Hermanos e a morte...

Me lembro da primeira vez que ouví a banda, um videoclip na tv. Não gostei de cara, mas assistí até o fim e concluí que não gostava mesmo. Muitos conhecidos praguejaram, pois Los Hermanos flertavam com a "intocável" integridade do hardcore, bem antes de existir a segmentação estética dos "emos" no Brasil, do CPM22, etc. Os anos foram se passando, sempre ouvia à respeito de que a banda estava melhor, amadurecendo, flertando com o samba, a velha guarda. Até aí não me interessei, pois também estava na moda entre os "modernos", começar a assumir a brasilidade estilizada com o samba, a música de raíz, o jazz, o rap, numa ação de amadurecer culturalmente, etc e etc. Não pegava bem mais ser um militante do bão e véio rock, seja no fugaz grunge, no hardcore, ou qualquer derivado do Johnny Be Good e Rock Around The Clock. Vez ou outra meus ouvidos esbarravam com alguma canção dos Los Hermanos e não me incomodavam. Amigos começaram a falar bem da banda, mas eu realmente não me interessava. Agora a banda chega ao seu digamos, fim provisório, com shows de despedida, lágrimas sentidas de fãs de várias partes do Brasil. Lendo à respeito desta perda duramente sentida por muitos fãs, me fez pensar no estado que também não é novidade entre a juventude. A carência que depositam num simples conjunto musical, sem desmerecer a qualidade e o gosto das pessoas. E não se tratam de adolescentes apenas, que ainda estão muito no começo do aprendizado sem fim de lidar com a vida, os sentimentos, vitórias e fracassos, ganhos e perdas, vida e morte. Pessoas beirando os 30 anos de idade e até em alguns casos um pouco mais, lidando com esta situação de um modo não bem resolvido. Não, por favor, nada de divagações a esmo de psicologia barata de mesa de bar. Mas a vida é assim mesmo, desde uma bela barra de chocolate, embalada numa bela embalagem, daquelas que dá até dó de abrir, a gente abre, come e se satisfaz com o refinado sabor dos alpes suiços ou da Bélgica ou Argentina e, num piscar de olhos a embalagem está vazia e na lata do lixo. E numa outra proporção, pessoas que convivemos, que existem desde o nosso nascimento, que crescem conosco ou acompanham nosso crescimento, em dado momento se vão e muitas delas são insubstituíveis. A vida parou? As lágrimas secam, a tristeza acaba ou diminui, a saudade permanece ou não, mas a vida continua, com boas lembranças. No caso do chocolate, é estupidamente simples de resolver, é só comprar outra.

segunda-feira, junho 11, 2007

Tem um porém na XI Parada GLBT... (aê, sem precô)



Concordo plenamente, chega de racismo, machismo e homofobia. Tivemos deploráveis episódios de violência e intolerância por conta destes "ismos". Mas em primeiro lugar, antes do rótulo gay, drag, trans-sexual, travestí, lésbica, "barbie", "urso", etc e etc, tratam-se de pessoas, seres humanos. Todas essas pessoas que são rotuladas com esses adjetivos, junto de outros adjetivos, como punks, headbangers, emos, pittboys, manos, minas, coroas, ricos, pobres, etc, são feitas de carne e osso, cerca de 75% de parte líquida, sendo que um desses líquidos que circulam pelos seus corpos, é sangue, necessitam de oxigênio para respirar e não importa se são fortes ou fracos, altos ou baixos, gordos ou magros, todos morrerão até no máximo cento e poucos anos. Uma simples veia entupida com menos de 5 mm de espessura pode matar qualquer uma destas pessoas, seja qual for o rótulo, adjetivo que se enquadram dentro da sociedade.
Mas tem um grande porém sobre o verdadeiro propósito da Parada GLBT que chega à sua décima primeira edição. Com mais de 3 milhões de pessoas participando deste evento público, não é só alegria não. É uma grande mentira que é um evento 100% do bem, pois como se sabe e foi dito aqui, independente de seus adjetivos, tratam-se de seres humanos, com suas qualidades e falhas de caráter. Não se trata da hostilização preconceituosa de quem não se enquadra no meio GLBT, pois há pré-conceito interno. Gays que não toleram travestis, que não toleram lésbicas, homossexuais que não toleram heterossexuais e por aí vai. Foram muitos os depoimentos de vítimas do pré-conceito reclamando da presença de "gente feia", "gente pobre" no evento "deles". Opa, peraí, se não querem este "tipo" de gente, que façam um evento "private"(como gostam de dizer), e não público, pois as ruas pertencem à todos os cidadãos, sejam "feios" ou "pobres". Houveram casos de brigas e roubos entre os que se enquadram no contexto GLBT, comprovando que ninguém deixa de ser humano. Conheço e tenho amizade com pessoas que se enquadram nos adjetivos de gays, lésbicas, travestís, etc. Já fui há eventos no meio GLBT fora a Parada à convite delas. E em seu "gueto", presenciei as mesmas situações deploráveis que dizem ser exclusivas do "mundo hetero", como brigas, roubos, discriminação racial e social, overdose, tráfico de drogas, vaidade, arrogância, ignorância, etc. Nos arredores da Parada, sempre ocorrem casos de pessoas que são desrespeitadas, sendo agarradas de modo constrangedor e invasivo, pessoas mostrando a genitália em público. Depois ficam se vangloriando que até crianças vão ao evento, mas que belo exemplo para a infância hein? É isso ae, não é tudo um lindo arco-íris.
Tem um lance que é o seguinte, quem exige direitos e acusa defeitos, tem que ter deveres e dar exemplo positivo. Num longinquo tempo da humanidade, quando não existia nem metade destes adjetivos na sociedade, sabias palavras foram proferidas:

"Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão."

* Livro de Mateus, cap. 7

Depois em 1993:

"Take a look at yourself, take a look at yourself, take a one big look at youself..."

* Guru and The JazzMatazz


sábado, junho 09, 2007

Too fast!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



Esta banda de grindcore do fim dos anos 90 ficou muito conhecida pelo seu barulho e rapidez de suas composições, assim como o famoso grupo Napalm Death. Não apenas a velocidade com que eram tocadas mas também pela duração de suas músicas que chegavam ao máximo de 2 segundos de duração. Lançaram gravações em formato de compacto de 7 polegadas que chegavam a ter de 200 à 500 músicas!

quinta-feira, junho 07, 2007

Tal pai, tal filho...


É... o filho do cara... o filho de John Coltrane. Toca o chamado Jazz e os mesmos instrumentos que o pai, saxofones tenor e soprano. O filho de Thelonious Monk, T.S. Monk escapou das comparações por escolher a bateria. Eric Mingus também toca contra-baixo como o pai, mas ele usa mais sua voz, sua poética, mais haver com Amiri Baraka, Last Poets, mistura rock na sua arte. Temos muitos exemplos de filhos de grandes artístas, não só na música.
Mas quem é mais interessado em música, houve uma expectativa em torno do filho de Trane, pois ele também começou a tocar Jazz e ainda de quebra, foi tocar com um grande parceiro do pai, o baterista Elvin Jones. Lá na terra deles, nos Estados Unidos da América do Norte, o pessoal lida melhor com estas situações, isto é, lidam com mais imparcialidade, independente de quem é o pai, a mãe.
Em 1998 saiu seu primeiro disco autoral, o Moving Pictures. Tive a oportunidade de conferir seu trabalho. É um bom disco, tem haver com a turma de Steve Coleman, Joshua Redman, Greg Osby, Antonio Hart, etc. São seus contemporâneos, cada um com sua personalidade. Este é o ponto, personalidade. Comparações injustas e desnecessárias, Ravi está fazendo o seu som, tem suas semelhanças e óbvia influência da obra do pai mas, é o lance dele.
Aqui no Brasil, já rola uma carência maior, veja o caso da filha da Elis, que não consegue se livrar da sombra da mãe. Talvez ela até tente e saiba que deve escolher seu próprio rumo, mas muitas pessoas querem a mãe de volta. John Coltrane e Elis Regina se foram muito cedo, foram perdas duras para seus admiradores.
O que me levou a falar à respeito de Ravi Coltrane, foi ter lido algumas matérias de jornal e revistas especializadas, pois ele se apresentou aqui no Brasil pela segunda vez. Tive a oportunidade de assistí-lo num festival em 2000. Para mim foi um bônus, pois fui pela atração principal, que era o Art Ensemble Of Chicago, pois não estava tão interessado no trabalho de Ravi que conhecia de seu disco de 1998. Foi uma apresentação honesta, competente, até um tanto quanto tímida em relação ao AEOC.
Como disse antes, ele está fazendo o lance dele, mas o pessoal daqui parece não focar nisso, muitos artigos ficam falando que é o filho de Trane. Quando falam do seu som, ficam fazendo equivocadas comparações com o pai.
Sobre este tipo de carência e saudosismo, nem precisa ser um lance de pai póstumo, Ian MacKaye, que não é filho de nenhum artísta famoso passou pelo constrangimento de ter que falar sobre seus "filhos" famosos, as remotas bandas do chamado estilo Hardcore,Teen Idles e Minor Threat. Tinha muita gente em 1994 lhe perturbando sobre o que tinha feito no início dos anos 80. Não interessava muito o seu trabalho no momento, que era o Fugazi. O Fugazi era diferente do Minor Threat, lógico. Muita gente meio que engoliu à força o som do Fugazi em consideração ao ídolo do Hardcore. Mas não parou nisso. Recentemente, neste ano mesmo, MacKaye se apresentou aqui ao lado de sua esposa com seu duo The Evens. E acredite, teve gente que foi lá na esperança de ver algo como o... calma, não é mais o Minor Threat, mas sim o Fugazi!

quarta-feira, junho 06, 2007

Design é tudo!


Taí o logo escolhido para as olimpíadas em Londres. Tem muita gente reclamando, parece que o visú que representa algo jovem e moderno não está agradando. Talvez seja jovem e moderno demais, em vista de uma nova realidade sobre a juventude contemporânea do século XXI.
"... This is the dawning of the age of Aquarius..."
Não sei qual a visão de James Rado e Gerome Ragni quando escreveram a letra da canção "Aquarius/Let the sunshine in", composta por Galt MacDermont famosa na interpretação do grupo 5th Dimension em 1969, mas já estamos na tal da Era de Aquário e podemos comprovar que a utopia hippie não colheu os frutos desejados. Além da lamentável situação mundial de não paz e amor, de bônus, o colapso do meio ambiente no planeta.
E deparamos também com uma juventude paradoxalmente conservadora em muitos sentidos. Será que é a negação do liberalismo dos pais que, vamos admitir, não deu muito certo? É um tanto comum os filhos renegarem os pais, se os pais foram hippies, do paz e amor, capaz dos filhos serem do "potresto" nada pacífico, nada de música suave do Donovan, e sim, "Decontrol" do Discharge.
Bem, quanto ao logo das olimpíadas, acho meio estranho mesmo, mas realmente não me importo. Se quem o idealizou pensou em algo jovem e moderno, taí uma opinião. Na verdade tá bom assim mesmo, tá colorido, fora do padrão "firma" e "rough publicitário" (aquele visú do projeto gráfico do Adobe Acrobat 5.0)que muitas vezes rola em símbolos e logotipos em grandes eventos que envolvem uma enorme estrutura(na linguagem jovem atual, se usa o termo "mega", é... a juventude moderna desenterrou a língua morta...).
E o que importa mesmo não é a tal da confraternização entre as nações, tendo o esporte como canalizador de rivalidade e competitividade, o tal do "importante é participar e não ganhar"? Em certos países, se o atleta não volta com uma medalhinha... ai, ai, ai...
http://www.london2012.com/

sábado, junho 02, 2007

Pepper & Napalm



E o disco Sgt. Peppers comemora seu quadragésimo aniversário. Até aí tudo bem, eu também gosto muito deste disco dos Beatles. Mas o que não dá mais é ficar só nisso, esse papo de que é o disco mais importante da música, do rock. Se os fanáticos acham que é, pode ser pra eles, para outros, pode ser uma bela porcaria. Tem gente que acha que o melhor disco do Pink Floyd é o Dark Side of the Moon, mas muitos falam isso só pelo fato de que foi o mais vendido. Sobre John Coltrane, uns falam que é o Blue Train, outros o Love Supreme, eu já acho que isso é bobagem. Essa auto afirmação estritamente pessoal que a maioria quer empurrar como verdade absoluta em sí. É definitivamente pessoal esse tipo de afirmação, pura perda de tempo criar inúteis rankings do que é melhor. Para uns, feijoada é o néctar dos deuses e para outros, a coisa mais nojenta possível. Dizem que Ingmar Bergman é o cara(eu tentei assistir Fanny och Alexander umas 4 vezes e dormí no meio do filme). Outros acham que o cara é o George Lucas, outros Robert Zemeckis. Recentemente me disseram que o filme Matrix mudou da história do cinema, assim como Pulp Fiction. Para mim estes dois filmes foram mero entretenimento que preferí esperar passar no SBsTeira. Ainda bem que fiz isso, se não ficaria com a sensação de ter jogado dinheiro fora. Muitos dizem que o grande momento animação é o Toy Story enquanto muitos outros ignoram e dizem que é o Akira de Katsuhiro Otomo.
Mas tudo bem, as pessoas administram seu tempo e neurônios no que lhes convém, desfrutando das maravilhas e perigos do livre arbítrio.
Alguém sacou a revolução na música desencadeada pelo disco "Scum" do Napalm Death?

sexta-feira, junho 01, 2007

Agradecimento

Meu Deus! Se eu for colocar todos os nomes das pessoas que devo minha gratidão, vai ficar como encarte de disco de Heavy Metal independente, onde agradecem a família, o dono do boteco pela coxinha grátis, o papagaio, cachorro, o jornaleiro que deixou ler a última Brigade sem comprar... Uma lista enorme!
Mas eu quero dizer meu muito obrigado a todas as pessoas que compartilharam e compartilham tempo precioso comigo. Aprendí e aprendo com todos vocês. De um simples bom dia e um comentário se o tempo está bom, até horas e horas filosofando sobre a vida. A vida humana não é nada, mesmo que alguém viva 100 anos, o que é isso perante a eternidade? Mas eu agradeço igualmente as pessoas que nunca mais encontrei, as que não mais tenho contato, pois compartilharam seu tempo comigo. Como o pastor de uma igreja disse, o tempo é tão valioso que ele é vendido, pois os empregos não são estipulados por horas de trabalho?
Agora me lembrei de uma música de uma banda de hardcore, o Dag Nasty, onde o vocalista Dave Smaley indaga se ele tivesse 1 milhão de dias para achar o que procura. Mas não temos 1 milhão de dias. Espero que o Dave já tenha encontrado. É muito provável que John Coltrane já tivesse encontrado à muito tempo, Sun Ra e até o Albert Ayler.
Mais uma vez, obrigado a todos e principalmente graças a Deus!

quarta-feira, maio 30, 2007

CASA COR 2007



Muitas novidades, como uma banheira que se aciona e controla a temperatura da água por telefone celular. O decorador responsável pelo seu banheiro hi-tech, ainda de lambuja, filosofou sobre a questão do meio ambiente, ecologia, a preciosidade da água e bláblás e blás. Uma decoradora que esteve em outro planeta nestas últimas duas décadas, descobriu a "novidade" dos materias recicláveis, se maravilhou com sua própria criação de um suntuoso bar feito com garrafas PET, transformando o lixo em luxo!!! Outro "gênio" decorador ditou a nova tendência da casa do futuro, onde a casa "serve" ao morador e suas visitas, a cozinha, o "living" estão integrados(a burguesia descobriu que é "chic" recepcionar seus convidados na cozinha...). E mais um outro decorador de intelecto privilegiado descobriu que o maridão pode assistir seu sei lá o quê no seu hometheater, ao mesmo tempo em que pode observar sua esposa tomando banho por uma espécie de teto de vidro que "integra" ao banheiro da casa.
Mais uma edição deste evento de decoração esfregando na cara da população, a luxúria dos bens de consumo. Como sempre, o local é o grandioso templo ritualístico da burguesia paulistana, o Jockey Club de São Paulo, onde a jogatina não é uma coisa feia, nem o exibicionismo, seja de chapéus ou vestidos, carros, etc.
Ah não, mais um discurso idealísta de um socialista de faculdade... Não, não meus caros, não completei o tal do ensino superior, não lí os livros do Karl Marx, Trotsky entre outros. Não tenho lá muita predileção por nenhum movimento político social, pois até agora, só é bonito no discurso e no papel. É isso aí, o nosso eterno país do futuro. Para meia dúzia, este futuro já é presente movido a monitor de plasma e controle remoto. Só que para a grande e esmagadora maioria, esse futuro sempre será conjugado no verbo do futuro do remoto, claro o remoto no sentido, bem você sabe...
* De quebra, o nosso glorioso Brasil está no octogésimo terceiro lugar de uma lista de 121 nações ditas pacíficas... Bossa Nova? Ãhã...

sexta-feira, maio 18, 2007

Nego Moçambique



Nego nos trambique, Nego mó sem pique... hahahahahahahahahahahaha!
Marrrrrrrrrrcelo de Brasília. Conhecí o Marcelo anos atrás, quando ele estava morando em São Paulo, bem perto da minha casa, dividindo apartamento com meu amigo Cassiano, o Dudu e o Gil. Ele ainda não usava o codinome de Nego Moçambique, tinha outros trabalhos de música eletrônica que eu não conhecia e arte gráfica, ilustração. Nossas conversas não giravam em torno de música eletrônica, mas em música como forma de expressão, de arte, ritual. Pois nessa época, eu estava mais concentrado em outro tipo de música, só falavamos de coisas em comum como HipHop, outros gêneros de música eletrônica, etc. Eu não via com bons olhos a febre da música eletrônica desencadeada pelo Drum'n'bass, Breakbeat e afins que era novidade na época. Haviam poucos DJ's e afins, Chemical Brothers, Prodigy e Goldie ainda eram sensação, etc. Foi legal que o Marcelo me mostrou o lado bom da House Music, pois eu só conhecia as coisas meia boca que rolavam entre os moderninhos e só conhecia e gostava de vertentes como o Acid House e Hip House, do final dos anos 80.
Mas o mais legal de nossa amizade, é que conversamos muito mais sobre a vida do que de música como produto, novidades e afins. Passamos muitas horas filosofando sobre a vida e o universo e coisas simples, como pão na chapa com café. Hoje em dia, por questões da vida e geográficas, não tenho muito contato com ele. Mas as poucas vezes que nos encontramos, é como rever um irmão de sangue querido que mora em outra cidade. É uma honra ser amigo do Marcelo.
Quanto ao Nego Moçambique, está lançando o seu novo trabalho o "La Rumba Computer". Confesso que não é o tipo de música que frequenta meu aparelho de som, mas é muito bom mesmo. Acho isso desde seu primeiro disco. Aconselho independente de ser amigo dele, pois tem qualidade, o mano faz as coisas com esmero. É só conferir ouvindo o disco.
Aqui vai o site também:
http://www.segundomundo.com

terça-feira, maio 15, 2007

Roscoe Mitchell


Mais uma gravação do estranho mundo do selo fonográfico ECM. Se trata de uma longa suíte dividida em 9 partes, gravada em Setembro de 2004. O conjunto é formado por 14 músicos, incluindo Evan Parker nos saxofones tenor e soprano e Marcio Mattos no cello. Roscoe Mitchell é muito associado ao mundo do Jazz por conta do grupo Art Ensemble Of Chicago, ligado ao free Jazz ou de vanguarda, como muitos rótulos surgiram nos anos 60. Mas Roscoe Mitchell já transita livremente pelo amplo universo da música, é, simplesmente música, como ele mesmo define o que tem feito a muito tempo.
No encarte do cd há uma explicação muito mais detalhada dos conceitos usados nestas gravções, mas também nestes dois links: http://www.ecmrecords.com/background/Background_1872.php
e http://www.unforseen.de/pdf/parker_mitchell_en.pdf
O título do post também é um link para o site do grupo Art Ensemble Of Chicago onde tem mais informações sobre Roscoe Mitchell.

sexta-feira, maio 11, 2007

RELIGIÃO NÃO PRESTA!!!

É isso mesmo, esse lance de religião no saldo geral da humanidade, sempre foi um atraso de vida. Tem gente que diz que religião ajuda uma pessoa ser melhor. Se fosse realmente eficiente, não estariam aí tantos problemas, de ignorância à violência, passando pela injustiça, manipulação de poder, ganância, desonestidade, egoísmo, hipocrisia, etc.
Num lamentável recente episódio envolvendo líderes de uma igreja evangélica de São Paulo, boa parcela da sociedade e mídia caiu de pau em cima dessa pala. Independente de evidências, culpa e julgamento, uma visão real e comparativa fazendo um paralelo da visita do Vaticano ao Brasil.
Ah sim, este país abençoado por Deus, como diz Jorge Ben, e bonito por natureza, mas que beleza! Um dos maiores contingentes católicos do mundo, onde uma imagem de Jesus Cristo(e na Bíblia o próprio Deus pai de Cristo condena a adoração de imagens...) abraça uma cidade crivada de balas perdidas, corpos de culpados e inocentes tingindo de sangue suas ruas. Um país em que homens abusam do poder em orgias com crianças e saem livres e só o garçom que é pobre, está preso. Aí me vem a pergunta, o que adianta este país ser católico em sua maioria, se a maioria não cumpre com o principal mandamento de Deus que é:
Amar ao próximo como a sí próprio?! Mas voltemos ao espetáculo promovido pelo Vaticano...
O líder máximo da religião católica vem ao Brasil com a intenção de convencer o presidente Lula a conceder favorecimentos aos católicos. É isso mesmo, você que é ateu, budista, muçulmano, espírita, protestante, judeu, taoísta, etc, ficaría de fora da fatia do bolo. Seus filhos seriam obrigados a engolir a doutrina católica em escolas públicas, o seu dinheirico suado que vai para os impostos seria gasto mais ainda em nome do catolicismo. Se verba pública fosse gasta na construção de um templo budista ou um terreiro de Candomblé, o pau comeria na Justiça, não é mesmo? Ainda bem que o nosso criticado presidente Lula é sensato e sabe que o Estado não tem que se misturar com religião, cada um na sua devida função.
Recentemente houve um evento evangélico beneficente no estádio público do Pacaembú, onde a elite residente das redondezas, quer processar a igreja evangélica que supostamente desobedeceu a Lei, com uma suposta apresentação de shows de música que estão proibidos no local. Mas a organização do evento alegou usar apenas playback e a aparelhagem do local, estando então, dentro das normas da Lei. Aí numa situação de dois pesos e duas medidas, a missa católica realizada no mesmo estádio com a presença do papa, contou com uma mega estrutura com shows de bandas...
Independente de culpas à parte, me vem na cabeça uma questão:
Como as pessoas encaram os milhões de Reais gastos com esta visita do Vaticano, sendo que boa parte é de verba pública(é meu caro não-católico, fruto do teu trabalho) se comparado a aproximadamente U$ 56.000 Dólares oriundos de doações particulares voluntárias ocultos em uma Bíblia?
Por essas e outras, não sigo nenhuma religião.
Deus, em nome de Jesus Cristo, tenha piedade de nós.

quarta-feira, maio 09, 2007

A Virada Cultural

Bom, foi evidente que este evento é mais do que necessário para a castigada população paulistana tendo em vista o enorme público que compareceu.
Mas também ficou claro que a Virada Cultural tem que ocorrer mais vezes ao longo do ano, como por exemplo, uma vez por mês, para evitar um mau estar de um Virado à Paulista consumido às pressas, afinal é um prato cheio e bem pesado ao estômago. Digo isto porquê ficou pra lá de evidente a carência da população em relação ao lazer, a cultura. Quem pode pagar shows, espetáculos, etc. com preços surreais oferecendo serviço de qualidade bem duvidosa, é uma pequena parcela desta metrópole.
É uma situação patética para quem paga no mínimo R$50,00 num espetáculo que não lhe dá garantias de desfrutar com qualidade, seja de som, imagem, conforto, segurança, pontualidade, etc.
O consumidor que pode pagar este valor ou até mais, grande parte pertencente a elite, costuma pagar caro por algo feito nas coxas, por empresas gananciosas e irresponsáveis quanto às suas obrigações como empresas que oferecem serviço. São comuns os casos de pessoas que vão à um restaurante ou casa noturna e deixam seus veículos sob responsabilidade do estabelecimento e ocorrem "acidentes" e até furtos de objetos dos clientes. É meu chapa, bela fachada, mas os bastidores...
Mas sobre a Virada Cultural, tem que ocorrer mais vezes, para evitar a superlotação do evento, evitando possíveis tumultos e incovenientes por conta da aglomeração de pessoas num mesmo espaço(opa, temos uma lei da física aqui?)
Ficou jogado na cara que o povo quer cultura e diversão sim! Não só emprego, casa e comida.
Não me venham com essa de "Teoria do Pão e Circo", por favor!
Agora, uma observação sobre o incidente na apresentação do grupo Racionais Mc's:
1. É lógico que iriam muitas pessoas, pois o grupo é muito bom, é muito popular;
2. É uma mentira sem vergonha da elite e meios de comunicação de direita divulgarem que o grupo incita as pessoas à violência, basta prestar atenção nas letras das músicas;
3. Foi registrado ao vivo por emissoras de TV a atitude corretíssima de Mano Brown de apaziguar os ânimos alí;
4. Lamentável e completamente descabível colocarem a culpa no grupo por conta de uma minoria que sim, já foi no intuito de praticar vandalismo e furto, como as cameras do metrô registraram alguns elementos que saquearam lojas já cobrindo os rostos sabendo que poderiam ser identificados.

sábado, maio 05, 2007

Ornette, parabéns!!!

Ornette Coleman, grande artísta, saxofonista, trompetista, violinista, compositor, pintor, educador e segundo um amigo meu que o conhece pessoalmente, uma pessoa amável.
Perdoem-me a grande falha, mas esta informação me foi passada no último dia 16 de Abril deste ano de 2007, que Ornette recebeu o prêmio Pulitzer por conta seu trabalho "Sound Grammar", gravado em 12 de Setembro de 2006.
Pra quem não sabe, Ornette é autor da composição "Free Jazz" que foi gravada pelo selo Atlantic em 1960, onde 2 quartetos improvisavam livremente ao mesmo tempo com um tema pré-determinado.
Contemporâneo de Cecil Taylor, pianista e compositor, desenvolveram este conceito de livre improvisação dentro da música chamada Jazz, no final dos anos 50. Incorporaram outros idiomas dentro desta estrutura e romperam barreiras musicais de uma forma jamais vista.
Ornette sempre indo além, o que causou lamentáveis críticas quando criou seu grupo, o Prime Time, quando introduziu elementos do Rock, do HipHop, guitarras elétricas, etc. Mas mesmo tocando com gente "estranha" ao "mundo do Jazz"(isso não tem a menor importância), como Jerry Garcia do grupo de rock The Grateful Dead, nunca deixou desaparecer suas raízes, como o Blues, a influência local que misturava com a mexicana no estado natal do Texas e o próprio Jazz em sí.
Mas tá aí, um reconhecimento mais que merecido a este grande artísta.
PARABÉNS, ORNETTE!!!

sexta-feira, maio 04, 2007

Virada Cultural

Bom, tá tudo por aí, o que não falta é informação à respeito, de poucas coisas diferentes ao mesmo de sempre, melhor do que nada e é tudo de graça!
De graça, eu queria era um Virado à Paulista, bem servido, com aquele torresmo, couve, logo na segunda-feira!

quarta-feira, maio 02, 2007

Domingão com música

Quando?
Neste domingo, dia 6, às 19:30h

Quem?
J. Abrams(Chicago): baixo acústico;
Maurício Takara: bateria e eletrônicos;
Miguel Barella: guitarra e eletrônicos;
Thomas Rohrer: rabeca e saxofones.

Onde?
Galpão Raso Santa Catarina
Rua Harmonia, 921, Vila Madalena, z/o
São Paulo, SP

Quanto?
R$ 7,00

Que mais?
Tels.: (11)3537 9331 ou (11)7491 5788

Expo Silvana Mello nesta quinta-feira, dia 3 às 18h!


http://fotolog.com/silvanamello
http://flickr.com/photos/choqueculturalsets/72157594270690865/

Galeria Choque Cultural: Rua João Moura, 997 Pinheiros, z/o

terça-feira, maio 01, 2007

Procrastinação

Eita palavrinha estranha hein, parece doença até... Talvez algum amigo meu não esteja familiarizado com este termo, mas o pratica muitas vezes na vida. Do latim procrastinare, é o tal do adiar, protelar, deixar pra amanhã, pra depois...
Seja fazer aquele check-up no médico, aquela visita prometida, aquele regime, sejam coisas importantes ou não, acabam não escapando da tal da procrastinação...
Então aí vai um recado aos meu irmãos de coração, não procrastinem aquele convite que é uma benção, ou melhor, que é uma salvação! hahahahahahahahaha! Que papo é esse hein, parece coisa de crente!
Mas ao bom entendedor foi mais que o suficiente não? Deus abençoe!!!
 
 
Studio Ghibli Brasil